SOMOS TOD@S PIORES DE BELÔ

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[Este texto vêm na esteira de outros textos e discussões puxados sobre o assunto recentemente através da internet. Trata-se de um texto sem autoria, criado a muitas mãos durante as últimas semanas. Sua reprodução é permitida e desejada]

SOMOS TOD@S PIORES DE BELÔ

Enquadrados como…?

No último dia 24 de Agosto, numa terça-feira, seis homens foram presos em Belo Horizonte acusados pelo crime de formação de quadrilha. Os seis são mais conhecidos por seus nomes de guerra: Lic, Lisk, Fama, Goma, Sadok e Ranex, e a “quadrilha” em questão ganhou popularidade na cidade como Os Piores de Belô. O crime praticado por eles, enquanto “quadrilha“, não é dos mais comuns nessa classificação: pixação.

A prisão extraordinária de pixadores pelo crime de formação de quadrilha faz parte de uma história um pouco mais complexa, que começa pelo anúncio de uma Copa do Mundo no Brasil, passa por políticas públicas imediatistas e autoritárias, e não temos idéia de onde vai parar. Nesse caso específico, o episódio é protagonizado pelo “Movimento” Respeito por BH, que de movimento não tem nada, consiste em mais um programa do governo de Márcio Lacerda. Por iniciativa do pseudo-movimento, o Ministério Público e a Polícia Civil passaram a investigar os pixadores de Belo Horizonte através da internet e de buscas em suas residências (com a conhecida “gentileza” das forças policiais), onde apreenderam desnecessariamente computadores e outros itens dos acusados.

Por fim, como um ápice cinematográfico das chamadas operações BH Mais Limpa, buscaram mais uma vez os Piores de Belô em casa, de viatura, e os encaminharam para uma penitenciária onde aguardam julgamento por um crime que não lhes diz respeito. Aguardamos, juntos, a mais uma condenação pública da liberdade de expressão mineira.

A invenção do criminoso e histórias similares

São velhas conhecidas as figuras dos bodes expiatórios. Animais solitários, distinguidos e separados… crias do abandono. Outras vezes bruxos, feiticeiras, conspiradores, loucos – tipos estranhos premiados com o isolamento.

Não há exagero. O fato de termos seis homens numa penitenciária acusados do crime de formação de quadrilha por terem pintado com tinta as paredes da cidade evidencia isto. Para os desinformados, vale lembrar: cotidianamente a pixação é tratada como contravenção, normalmente substituída, mediante transação penal, por penas alternativas. O tratamento jurídico normalmente dispensado a ela não chega nem perto daquele dado ao crime de formação de quadrilha. A conveniência de se tomar gato por lebre, neste caso, confirma ainda mais o quanto a “movimentação” Respeito por BH quer fazer de bodes expiatórios os Piores de Belô, em meio a toda uma trama de limpeza da cidade. Os Piores estão deixados como exemplo, são os punidos que servem como mostra pública de até onde pode chegar a retaliação a qualquer ato que fira os princípios de regimento oficial da cidade.

Primeiro, deve-se alertar: essa operação contra os Piores (e contra a pixação em geral) é orientada por um conjunto de políticas e de modos de se relacionar com o espaço público que hoje já se revelam como tendência em BH e outras capitais mundiais. Especulação imobiliária, entrega do espaço público com benefícios ao capital privado, cerco fechado por parte da segurança pública, enrijecimento da repressão nas ruas, exclusão de informais e indigentes, monitoramento ultra-avançado de algumas regiões, tudo isso somado às contendas das famílias tradicionais e dos grandes investidores. Um pacote que pretende consolidar projetos de higienização da cidade – seguir na seleção dos úteis e dos inúteis nesse palco.

Ora, a pixação, insistentemente definida como vandalismo pela grande mídia e  pelo senso comum, é o vandalismo que não inutiliza o objeto de sua ação, apenas interfere nele. É, além de tudo, cultura produzida e mantida em movimento pelos seus atores sem nenhum tipo de incentivo além da marginalidade. É manifestação própria da cidade, território de criatividade, geradora de questionamentos, formadora de tipos específicos de ator e de memória. Inevitável não fazer a menção histórica: a escrita na parede, de pedra ou de concreto, permeia nossa caminhada cultural do início mais remoto às manifestações artísticas contemporâneas – que o sistema de arte (e portanto o próprio sistema capitalista) celebra, abrindo champagnes em galerias – passando por toda uma tradição de resistência política e pela expressão espontânea de agentes de todos os tempos.

Importante lembrar o caso do grupo que invadiu e pixou a Bienal de São Paulo, em 2008. Pois se hoje os pixadores paulistas tem credenciais para entrar na mais importante exposição de arte da América Latina, na ocasião de sua ação direta eles foram tratados com jeito semelhante ao dos Piores de Belô. Devido a queixa prestada pela Fundação Bienal à polícia paulista, a pixadora Carolina Pivetta, então com 22 anos, foi encarcerada, acusada de se associar a “milicianos” com fins de “destruir as dependências do prédio” da Bienal, segundo a denúncia do Ministério Público.

Peraí. “Milicianos”? “Destruir as dependências do prédio”? Vê-se como os termos são, no mínimo, rasos. Tanto no caso dos pixadores paulistas quanto no dos belorizontinos não estamos lidando com criminosos deste calibre, e a interpretação dada aos fatos deturpa a dimensão da pixação. Milicianos, assim como formadores de quadrilha, não se unem para pintar paredes. Pintar paredes, por sua vez, não destrói coisa alguma, antes constrói significados, redes e subjetivações do espaço através da produção de imagens. Importante reforçar: é, antes de tudo, mais um modo de incidir politicamente na cidade.

A crosta da cidade, território do pixo

Fascismo velado à la mineira. A resposta do público diante das notícias da prisão dos Piores de Belô traz à tona a violência recalcada da tradicional família mineira. Pelas páginas de comentários nas redes da internet, por trás de um anonimato covarde, proliferam desejos de execução sumária, exclusão e tortura. “O pixador, esse grande filho da puta, tem que morrer!”, grita afoito o pai de família. A demonização deste ator/ativista controverso das metrópoles deveria nos fazer pensar. Na cidade, onde proliferam mazelas de todos os tipos, onde os desequilíbrios e carências se dão em instâncias essenciais da vida de milhões de seres humanos, é de se questionar a atenção dispensada a uma mazela visual. A pixação é simplesmente a letra escrita, exposta como ferida, mas contra ela se legitimam facilmente o ódio, a tortura e a manobra política.

O território de atuação da pixação – a superfície da cidade – é uma superfície política. Quando o pixo age sobre esse espaço político  se choca com o uso mercantil que é feito da cidade, expõe uma expressão do marginalizado onde normalmente só se faz esconder, maquiar e especular. A prisão dos Piores de Belô é igualmente superficial. Não se trata de uma solução no sentido forte, mas um remendo, uma tentativa controversa de estancamento da ferida social por onde jorra tinta. Sem nos esquecermos de contextualizar este fato dentro de uma onda de intolerâncias que vem se mostrando nas ações da administração pública de BH. Nem segurança pública, nem poluição visual e nem mesmo a própria pixação (ou os problemas sociais que a estimulam) encontram na manobra do Ministério Público uma resposta adequada. O tratamento dado aos personagens da suposta “quadrilha” fede a artimanha de ditadura.

SOLIDARIEDADE

Por tudo isso, se faz necessário gritar LIBERDADE AOS PIORES DE BELÔ! Este grito deve ser levado a cabo por cada um que seja minimamente solidário com a liberdade de expressão e com a manutenção da vida na cidade. Da mesma forma devem ser lembrados os desalojados das Torres Gêmeas e os ameaçados das ocupações urbanas de BH, os impedidos de entrar nas praças públicas e todo aquele que morre de alguma maneira na mentira de um “centro vivo”. Somente por meio da solidariedade que se identifica com o seu igual e tece, a partir daí, uma rede horizontal de resistência podemos fazer a oposição necessária ao disparate que é a prisão dos Piores de Belô, bem como os processos de mercantilização e cercamento das cidades.


LIBERDADE AOS PIORES!
SOMOS TOD@S PIORES DE BELÔ!

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45 Respostas to “SOMOS TOD@S PIORES DE BELÔ”

  1. Pixo: política pública ou criminalização? « Praça Livre BH Says:

    […] – Somos todos Piores de Belô – por Praça Livre BH […]

  2. Tweets that mention SOMOS TOD@S PIORES DE BELÔ « Praça Livre BH -- Topsy.com Says:

    […] This post was mentioned on Twitter by Luiz Carlos Garrocho, Luiz Carlos Garrocho. Luiz Carlos Garrocho said: Somos todos Piores de Belô: mais sobre a criminalização do pixo: http://bit.ly/9oO9cS […]

  3. Cristiano Rezende Campos Says:

    É lamentável ver isso acontecer aqui em Minas, somos tradicionalmente libertários e hospitaleiros. Mas ai vem o anuncio de uma copa do mundo, onde a hipocrisia reina e todos fingem que o mundo esta perfeito e que a terra onde esta sendo realizado é realmente como esta sendo mostrado, só que na verdade é apenas uma maquiagem. O Pref. Márcio Lacerda esta maquiando BH com projetos superficiais, obras concretas para melhoria de vida não vemos nenhuma, vejo apenas empenho em autorizar guarda municipal e multar e antar armada, sem qualquer preparo digno para isso.

    A maior quadrilha da historia desde país esta em brasília, é de dar inveja em Severino Lampião.
    Como a constituição penal do Brasil ultrapassado, acharam um jeito de distorcer a lei a favor da repressão, e contra o direito e expressão e liberdade.

    Os piores de Belô assim como os antigos PE (Pichadores de Elite) são sim, movimentos legítimos que estão de sua maneira, e muitas vezes a única maneira que tem para eles é esta, mostrando a sua indignação com a desigualdade social, muitos vivem a margem da sociedade. Quem não preferia estar cursando faculdade, passeando de carro, assistido shows e viajando. mas o que o Brasil ofereceu a eles foi trabalhar desde 12 anos de idade para ajudar em casa e brinquedos ganhados dos outros…

    Pichação é a diversão, é a revolução, é a forma de expressão, daqueles que estão inconformados com as coisas da forma com que elas são.

    Cadê o operação “Vila linda” Rebocando as paredes das vilas e favelas
    Cadê o operação “SUS sem fila” horas e ate dias para atendimento de um clinico geral que lhe trata mal em uma consulta que dura 5 minutos (Dr. não encosta na pessoa)
    Cadê a operação “Rodovia da vida” Todo mundo vê todos os dias o massacre que é a BR 381 e por um empasse entre governo federal e estado nada é feito.
    Cadê a operação “Iluminando Vidas” Isentando pessoas que ganhem ate 1 salario MICRO de pagar a conta de luz se o consumo for abaixo de um minimo extipulado. Minimo digino de respeito. Lembrando que o Salario MICRO é R$510,00. com dois desde o Gov. lhe qualifica como classe media. KKKKKKK
    Cadê a operação ” Escrevendo meu futuro” Onde alunos da rede publica tenho a mesma qualidade de estudo das escolas particulares.

    “Pichar e crime no país onde roubar é só um detalhe na ficha”

    Viva o Tiririca,Frank Aguiar, Romário, Bebeto, Mulher Melão, Jader Barbalho, Sarney O rei do Maranhão, Collor, Malluf, Arruda,
    Morte aos Pichadores que destroem as nossas vidas colorindo nossa cinza cidade.

    Já fui um Piores de Belô, sei bem como é, sei que o que importa para o GOV. e o que o Inglês vai ver! Não inutilizamos nada, apenas alteramos a forma de ver.

  4. Maria da Couves Says:

    Muito bom seu comentário, Cristiano!

  5. VID - CJD_LDA...... Says:

    realmente como nosso amigo disse pixar é crime em um pais onde roubar é apenas um detalhe.

    LIBERDADE AOS PIORES DE BELÔ. motivo de inveja pra muitos, mas de inspiração pra muitos mais, o pixo nunca vai parar, maneira de mostrar sua indignação para a sociedade, maneira de mostrar que você existe, maneira de reconhecimento.

    • Anonymous Says:

      Errado. Apenas uma maneira de ficar num nível ainda mais baixo que o da má administração que tanto “denunciam”.

      Denunciam nada. Estão lá só para piorar ainda mais a cidade. Servem apenas como uma escada para Lacerda e sua trupe subirem.

      Pichadores, vão consumir crack até morrerem, por favor. Vocês não são necessários.

      • Desônimos Letargicus Says:

        Comeu e falou merda, amiguinho anônimo! Segura essa língua que o bafo tá foda, mermão!

  6. Pixo: política pública ou criminalização? Says:

    […] Somos todos Piores de Belô – por Praça Livre […]

  7. André Bueno Says:

    O mito de que somos hospitaleiros e libertários é tão errado como a noção de que a prisão dos “Piores” é uma resposta ao anúncio de uma Copa do Mundo vindoura. Tais ações já se replicam antes mesmo de pensarmos em sediar tal evento, quando pronunciaram membros do MST no mesmo tipo penal: formação de quadrilha. A juventude sempre irá se reunir, assim como todo movimento revolucionário só é possível enquanto reunião. Crime é crivar balas no peito dessa gente, aos moldes da ditadura, tão longe e tão presente.

  8. Ludmilla Zago Says:

    entristece mesmo…. acho um absurdo que a solução para nossos piores, tantos que temos, seja, simples e absolutamente, reprimir. penso que o pixo envolve a questão da invisibilidade social, e a questão da apropriação do espaço público. veja bem: pixa-se o que não é julgado como seu. e, veja a ironia, nosso caro prefeito inaugurou o gesto de cercar a pça da estação, mesmo no fit, tão suado fit…..
    me parece, então, que as questões acima citadas merecem tratamento.
    e um tratamento que não é policial, pois implica a nós e às autoridades.
    acho que o regime asséptico pega bem, mas, se o sr. lacerda continuar cuidando de nosso patrimônio como tem feito, pode pegar mal: se o sr. cuida mal do nosso patrimônio, como vai prender o pixador?
    como se eleva uma contravenção a crime, assim, tão facilmente??????????????????
    estou indignada com o tratamento dado a esses problemas pelo prefeito.
    pra mim, o pior de belô é esse regime repressor que tenta se impor, que atravanca o teatro oficina, o fit e tudo o mais.
    chega!!!!!!!!!!!!!!!!
    temos gente pensante nessa cidade e nesse país.
    o pior de belô, o pior do PT foi ter contribuído para eleger o atual prefeito.
    lamentável!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  9. O graforisco: pixo, poesia do acaso e política pública Says:

    […] – Somos todos Piores de Belô – por Praça Livre BH […]

  10. Liberdade ao Piores de Belô! « Praça Livre BH Says:

    […] https://pracalivrebh.wordpress.com/2010/09/30/somos-tods-piores-de-belo/ […]

  11. bud Says:

    Concordo quando critica o estilo “1984” de segurança pública, mas não concordo com comentários que dizem que é uma forma de contestação social… Em relação à alguns pixadores, não mesmo.

  12. Nova cruzada moral e caça às bruxas: o pixo em Belo Horizonte Says:

    […] – Somos todos Piores de Belô – por Praça Livre BH […]

  13. Bruno César Says:

    Antes de fazermos qualquer analogia a respeito, é preciso estudar a historia da pichação em Belo Horizonte, que se difere radicalmente da de SP por exemplo. Óbviamente que não podemos julgá-los (os piores de belô) por formação de quadrilha uma vez que não condiz com o ato, mas não seremos hipócritas de mencioná-los como inocentes, pois ninguém quer a parede da sua sala pichada,nem o muro da sua casa. Ao contrario do que foi dito pelo Cristiano, a pichação em BH nunca teve qualquer cunho de protesto, nem com os piores de Belô e muito mesnos com a PE, o que volto a dizer que se difere de Sampa. O único sentido da pichação aqui sempre foi o então conhecido ibope, e descordo também quando é mencionado a questão social, porque não é verdade que a maioria mora em regiões periféricas, a grande maioria mora em bairros de classe media, como os 5 que foram presos,(santa afigenia,santa monica,gloria e etc…)Sendo assim, devem ser julgados sim, mas como prevê a lei, e não serem ultilizados como bode espiatórios deste governo mentiroso de Belo Horizonte.
    Não vivemos uma anarquia. Pelo menos não declarada.

  14. Marcão Says:

    Os pichadores quando saem na calada da noite para pichar muros e paredes publicas e de particulares estão aceitando as consequências desse ato. E o que fazem é um ato covarde contra toda uma população que desaprova esse tipo de intervenção arbitrária e autoritária na cidade. A estética do pichador é um elogio ao mau gosto. São traços que não representam nada além da disputa entre gangues de bairros, muitos deles de classe média, onde picham não pela arte, mas para ter importância na hierarquia das gangues. E, ao contrário do que dizem os seus defensores, os pichadores, via de regra, desenvolvem estreita relação com traficantes.
    E triste do país que tem gente que defende esse tipo de iniciativa. Pois, isso demonstra o quanto somos sem educação. Basta ver que as cidades civilizadas do mundo como Paris, Tóquio, Barcelona, Londres, Praga etc não cultivam esse tipo de manifestação. Mas o que esperar de pichadores que mal sabem ler e escrever? Pichação antes de ser uma arte é um grave sintoma de manifestação de pessoas ignorantes e semi-alfabetizadas. Nem mesmo o talento dos ancestrais que desenhavam nas cavernas os pichadores de hoje têm.

  15. JOTA Q.E.A ! Says:

    liberdade aos piores!

  16. Acre dai gse mb Says:

    pixar e a nossa sina por isso que gostamos tanto de adrenalina; poriso somos o que somos e nao devemos nada a ninguem. simplemente Acre .

  17. Alberto Says:

    Há vários motivos que levam as pessoas a picharem, comigo foi a socialização no ambiente escolar. Ainda me lembro que na 7ª série, tinha 13 anos na época, alguns colegas meus já marcavam sua assinatura nas paredes do Bairro. Eu afim de me enturmar comecei marcar também, acabei gostando e acabei sendo um dos maires pinchadores da P.S.G na época, marquei na Cristiano Machado, Pedro II, Centro, etc.
    Parei de pinchar em 1997, quando meus pais descobriram, na época pinchar nem era crime ambiental, mas já existia um certa repressão pela polícia(militar) contra os pinchadores, lembrando que a partir de 1998 que foi aprovada que tipifica pichação como crime ambiental.
    A pichação de BH e SP tem muita semelhança, o principal delas é o reconhecimento que se procura. Sou de BH e morei em bom tempo em SP.

    Agora o que está acontecendo é perseguição pelo prefeito de BH .

    A PE reunia os 15 maiores pinchadores de BH na década de 90.
    Atualmente só AST inda está marcando ou voltou a marcar o restante não se sabe o paradeio.

    • Darcy Says:

      ah mano os maiores pixadores que eu vi em BH são: AST, BH, FODA, PACO, JIRAIA, GOMA, FUGA-RCS, COLHES, COSSI, ZANGO, CASACO, SKI, SALSA, BACK, FUGA-GVA, MORROU, LEO, SANGRO, SUKIN, GADE, POISON, PAVOR, COISA, SABRE, GAGO, PLOR, MAMAO, SIMPSON, INXS, GG, POISON-CPB, SATO, TOMATE-PSG, SKILO, SKID, SYCLO, IOG, BOGUS, – ESSA TROPA AI

  18. Anônimo Says:

    Parabéns para aqueles q colocaram esses bando de sem serviço na cadeia, o q eles fazem não é arte e sim vandalismo. Fico surpreendido de ver q ainda tem gente q os defenda tentado fazer deles hérois. Bandidos, esse é o nome q se deve dar a esses destruidores do patrimônio alheio. Trabalhe mesmo poder público, e coloque esses sem serviço na cadeia

  19. Igor Says:

    Não, você está muito enganado. Eu não sou um “pior de belô”. A pichação não é uma manifestação artística nem cultural. Para mim sua opinião é ultrajante. Belo Horizonte é uma cidade linda, que eu amo, mas as pichações são uma grande poluição visual na cidade, dá um aspecto de sujeira, lixo mesmo. É muito feio e desagradável. A arte pode até ser feia aos olhos de alguns(ou até mesmo da maioria) sem problema, mas uma obra artística sempre possui uma mensagem. Não é uma demarcação de território. Não é destruir a propriedade alheia. Como Acre disse, pichar é adrenalina, é algo muito emocionante. Eu entendo muito bem isso, quando eu era mais novo eu também fazia coisas loucas pra viver a emoção, já até pichei. Mas pensem gente, isso é um desrespeito muito grande. A Estação Central por exemplo, um cartão postal da cidade, há alguns anos atrás ele era todo pichada, era desgostoso de ver. Imagine a sua casa (mas acho que você deve morar em prédio), toda pichada. Você gostaria disso? Arquitetura é arte, estragar a pintura de um edifício não. Se alguém quer ser um artista, que pinte, cante, dance, escreva, mas que procure os próprios meios para fazer isso e não obrigue as pessoas a ver a sua arte. Vocês estão reclamando da prefeitura e os políticos, justo, cada um tem sua opinião. Mas se vocês não querem que eles façam com que se cumpram as leis, porra, o que vocês querem então? Os políticos roubam e são isso e aquilo e blá e blá. Tá bom, mas e o pichador que desrespeita a propriedade privada(ou a coletiva) o que ele faria? Os políticos são parte da sociedade, reflexo do que nós somos. Se a sociedade aceita crimes e contravenções(pichação) nada impede de aceitar a mão grande e bolso cheio dos políticos. É um desrespeito da mesma forma. Não, não, não. Eu tenho um tio que me orgulho muito, ele faz parte de um grupo de dança folclórico de BH. O que ele faz é manifestação artística e cultural e engrandece a cidade, não o coloquem no mesmo patamar de um bando de carinhas que querem aparecer a troco do desrespeito com o alheio. Começando assim, daqui a pouco estão achando que assalto e assassinato são performances artísticas, patrimônio da cidade. Sem mais palavras, já estou puto o suficuente.

  20. pedro ramos Says:

    como faso para entra nos piores de belo

  21. DiaDemA Says:

    Acho é pouco….
    É como eu digo: CADA UM TEM O QUE MERECE.

  22. Anônimo Says:

    mais uma vez o pixo deixa sua cara…..como em 94,95,96,97…….apos 13 anos teve uma equipe que conseguiu chamar a atençao. isso eu digo. ibope…….pena q os pixo de hoje nao entendem isso….pra chegarem a fazerem o q os antigos fizeram vao ter de nadar muito……bruno breno……. piratas do suburbio…….p.e 96,97 sempre…..kkkkkkkkk…….viva os piores…..quase chegaram la…..

  23. Anônimo Says:

    LOOMBRRA , SAPOORRA TOOODÃ . PIIOOREES ! ‘

  24. thomaz dipaula Says:

    hj o oprimido e quem oprime

  25. Yago Henrique Says:

    deixa eu entra ae manows por favor???

  26. Anônimo Says:

    vaI CAGA

  27. Anônimo Says:

    SEUS OTARIOS

  28. Tony Says:

    Ninguém vai superar a P.E – Pixadores de Elite meu Jovem: 20 anos no TOPO : GG – INXS – COBRA – SIMPSON – SYCLO – BALA – PACO – AIR – HO! – POISON – SANGRÔ – JIRAIA – SKIN – CASACO – FUGA – SYSTEN – COSSI – FODA – AST – LEO – SHAMA – GADE – SUKIN – SKI – MORROU – ZANGÔ – SKOL .!

    A mais organizada e determinada de todos os tempos!

  29. flavio Says:

    ai mano deus abençoe sua noite na1000dade 100palavras liberdade aos piores de belÔ

  30. flavio Says:

    eu sou bons da vdp mano 100palavras liberdade aos piores de belO

  31. flavio Says:

    100 palavras liberdade aos piores de �bel

  32. flavio Says:

    satisfação total …

  33. flavio Says:

    bons-meno-faísca-felix-gugu-sica- v d p

  34. Andre Cunha Says:

    Pichação é coisa de povo sem cultura, não preza pelo bem comum, gosta de poesia? então escreva na porta da SUA casa. Aliás, manda tatuar na tua testa que fica bem legal, e se gosta de aparecer, amarra uma melancia no pescoço e pula de um prédio na Afonso Pena. Repintar uma casa ou um monumento custa muito caro e quem paga somos nó que trabalhamos e pagamos impostos, não vocês filhinhos de papai que não querem saber de trabalhar.

  35. Darcy Says:

    ah mano os maiores pixadores que eu vi em BH são: AST, BH, FODA, PACO, JIRAIA, GOMA, FUGA-RCS, COLHES, COSSI, ZANGO, CASACO, SKI, SALSA, BACK, FUGA-GVA, MORROU, LEO, SANGRO, SUKIN, GADE, POISON, PAVOR, COISA, SABRE, GAGO, PLOR, MAMAO, SIMPSON, INXS, GG, POISON-CPB, SATO, TOMATE-PSG, SKILO, SKID, SYCLO, IOG, BOGUS, – ESSA TROPA AI

  36. Alvaro Sena Says:

    PACO ! (Apareceu no fantástico 4 vezes) e COSSI, os maiores pichadores de minas gerais,…. ANOS 90 Melhor época, o resto é resto!

  37. leozim Says:

    aah mano o pixo é eterno mas us mais foda naum.. mas, de 90 ate 2014 teve muitos lokos.. tipo; PACO, FUI, SATO, AST, AS, BACK, COSSI, FUGA, MORROU, FIEL, TICO, ANJO, TELECO, JAMELY, INXS, NOK, GG, SABRE, PLOR, SYSTEN, COLHES, GOMA, SELTA, SUINO, COBRA, TELECO, JIRAIA, FATOS, SKILO, TITAS, PAVOR, SETA, SLIM, GASPA, COISA, CASACO, DÍC..

  38. bilikosk8 Says:

    Republicou isso em Caligrafia Paralelae comentado:
    Liberdade Já

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