Archive for the ‘Boletim’ Category

Lacerda & Lacerdinha

julho 17, 2011
Em tempo:

Durante a Audiência Pública da última terça-feira, o prefeito Lacerda foi acusado de nepotismo por ter dado, ao pimpolho Lacerdinha, o cargo de presidente do comitê da Copa.

Eu não concordo e provo, com um vídeo, que esta indicação foi precedida de um debate ético-filosófico de grande profundidade e foi a bem do interesse público!

Assistam e tirem suas próprias conclusões:

Lacerda e Lacerdinha
<http://www.feirahippie.com/documentos/lacerdinha/lacerdinha.htm>

Parece piada?

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Novo ataque à Serra do Curral

julho 7, 2011

Fonte: http://kikacastro.wordpress.com/

Texto de José de Souza Castro:

“Esta serra tem dono. Não mais a natureza a governa. Desfaz-se, com o minério, uma antiga aliança, um rito da cidade. Desiste ou leva bala. Encurralados todos, a Serra do Curral, os moradores cá embaixo.”

Versos de “Triste Horizonte”, poema escrito em 1976 por Carlos Drummond de Andrade, em protesto contra a concessão dada pelo regime militar a uma mineradora para explorar o minério daquela serra, rico símbolo da capital mineira. Passados 35 anos, é preciso protestar de novo em favor desse nosso “destroçado amor”, destas pedras que “se vão desfazendo em forma de dinheiro”.

Desta vez, sem o poeta que morreu em 1987 e sem o risco de levar bala, mas com os cuidados necessários para não levar um processo nas costas. Pois vamos protestar contra a ação de grupos econômicos poderosos que planejam cavucar parte da serra para construir mais uma avenida pavimentada, dezenas de ruas e centenas ou milhares de prédios residenciais e comerciais. E que já demonstraram grande poder de fogo junto ao Judiciário.

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Movimentos sociais ocupam prédio do IPSEMG.

maio 4, 2011

Na manhã da segunda-feira, 02 de maio, militantes de diversos movimentos sociais, liderados pelas Brigadas Populares e com a participação do Comitê Popular dos Atingidos Pela Copa 2014, ocuparam o prédio do IPSEMG na Praça da Liberdade.

A ação foi construída para denunciar os desmandos do Governo Estadual e divulgar a licitação fraudulenta realizada recentemente e atualmente investigada pelo Ministério Público. Na licitação, que só teve um concorrente, a rede de hotéis fasano conquistou o direito de explorar o prédio por 35 anos pagando 15 mil reais mensais. O prédio ainda tem alguns funcionários trabalhando, mas a grande maioria já foi transferida para a cidade administrativa.

Com a licitação o prédio que é público e faz parte do conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade, será transformado em um hotel de altíssimo luxo, administrado pela iniciativa privada, lesando o povo em prol de particulares. Por isso é importante que a comunidade se mobilize e não admita tal arbitrariedade. O Ministério Público esta estudando o caso e avaliando as irregularidades da licitação. Nessa hora é importante a pressão popular! Estas informações saíram precariamente na mídia e logo foram abafadas. O Senador Aécio é amigo íntimo dos Fasano e segundo indícios, trabalhou para manipular a licitação.

Esta ação é apenas o início do que vem por ai. A Comunidade Camillo Torres está em ameaça de despejo em uma ação de reintegração de uma posse, que nunca existiu. A articulação entre o judiciário e o executivo impediu qualquer tentativa de se manter a ocupação, que é legítima e organizada em terreno público que não era usado. Misteriosamente este terreno passou a ser de posse da Victor Pneus, empresa que nunca utilizou a área.

As Comunidades Dandara e Irmã Doroty também estão em situação semelhante. Além da Mata dos Wernek, da Mata do Planalto e outros prédios público que podem do dia para a noite serem passados para a iniciativa privada. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto o patrimônio público, que é de todos nós, é doado para os amigos dos governantes. E todas as ações são justificadas como obras para a Copa 2014. Aproveitando a paixão do Brasileiro pelo futebol nossos governantes roubam os bens públicos!

Funcionários terceirizados chegaram a tentar impedir a ação, pois estavam preocupados em realizar a mudança para a cidade administrativa. Depois de acalmá-los e garantir que o movimento não interferiria em suas atividades normais, restaram apenas caras feias, de quem vive à custa de favores no emprego público.

Funcionários Públicos concursados, soldados, cabos e sargentos da Polícia Militar foram solidários com os manifestantes ao saberem da legítima reivindicação. Todos foram unânimes ao reclamar da ingerência do Governo Estadual. A ocupação e a desocupação aconteceram de forma ordeira e não causou nenhum dano ao patrimônio público. Agradecemos a compreensão e apoio que recebemos de diferentes cidadãos que durante a manifestação também demonstraram a sua indignação.

Ps. Devido há alguns problemas não temos como anexar fotos junto aos textos, o wordpress barrou este serviço.  Para ver fotos da mobilização, click aqui.

SOMOS TOD@S PIORES DE BELÔ

setembro 30, 2010

[Este texto vêm na esteira de outros textos e discussões puxados sobre o assunto recentemente através da internet. Trata-se de um texto sem autoria, criado a muitas mãos durante as últimas semanas. Sua reprodução é permitida e desejada]

SOMOS TOD@S PIORES DE BELÔ

Enquadrados como…?

No último dia 24 de Agosto, numa terça-feira, seis homens foram presos em Belo Horizonte acusados pelo crime de formação de quadrilha. Os seis são mais conhecidos por seus nomes de guerra: Lic, Lisk, Fama, Goma, Sadok e Ranex, e a “quadrilha” em questão ganhou popularidade na cidade como Os Piores de Belô. O crime praticado por eles, enquanto “quadrilha“, não é dos mais comuns nessa classificação: pixação.

A prisão extraordinária de pixadores pelo crime de formação de quadrilha faz parte de uma história um pouco mais complexa, que começa pelo anúncio de uma Copa do Mundo no Brasil, passa por políticas públicas imediatistas e autoritárias, e não temos idéia de onde vai parar. Nesse caso específico, o episódio é protagonizado pelo “Movimento” Respeito por BH, que de movimento não tem nada, consiste em mais um programa do governo de Márcio Lacerda. Por iniciativa do pseudo-movimento, o Ministério Público e a Polícia Civil passaram a investigar os pixadores de Belo Horizonte através da internet e de buscas em suas residências (com a conhecida “gentileza” das forças policiais), onde apreenderam desnecessariamente computadores e outros itens dos acusados.

Por fim, como um ápice cinematográfico das chamadas operações BH Mais Limpa, buscaram mais uma vez os Piores de Belô em casa, de viatura, e os encaminharam para uma penitenciária onde aguardam julgamento por um crime que não lhes diz respeito. Aguardamos, juntos, a mais uma condenação pública da liberdade de expressão mineira.

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Torres Gêmeas: já tinha cara de desalojo…

setembro 26, 2010
Postado em http://ocupacaodandara.blogspot.com/2010/09/torres-gemeas-o-povo-esta-na-rua.html

Governo do Estado e Prefeitura impedem famílias das Torres Gêmeas (prédio nº 100) de voltarem para suas casas e não oferecem nenhuma alternativa digna. Enquanto isso, crianças, adultos e idosos ficam ao relento.


Desde a última segunda-feira, dia 20 de setembro, cerca de 80 famílias que moram no prédio nº 100 da ocupação vertical mais antiga de Belo Horizonte estão impedidas pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros de retornarem para seus apartamentos. A PM, comandada pelo Governador Antônio Anastasia, cercou ostensivamente o prédio em que ocorreu o incêndio e mantém guarda com armas de grosso calibre, cães, bombas etc. O Corpo de Bombeiros, por sua vez, nega-se a apresentar o resultado do laudo da perícia realizado ontem (21/09) atestando se houve ou não comprometimento da estrutura do edifício. Ao mesmo tempo, as organizações que apóiam as famílias são impedidas de realizar perícia complementar com engenheiros e arquitetos autônomos.

Esse quadro de incertezas é agravado pela postura do Governo Estadual e Municipal em não dialogar, como em outros conflitos urbanos de BH. A Prefeitura solta notas à imprensa, mas não oferece nenhuma resposta às famílias desalojadas. O prefeito Márcio Lacerda mantém a postura de intransigência e propõe como solução o abrigamento indigno. O Governo do Estado, que não constrói nenhuma casa em Belo Horizonte há mais de 15 anos, também não oferece nenhuma alternativa digna.

Enquanto isso, dezenas de crianças estão sem banho, comendo mal e sem irem à escola. A Defesa Civil fornece apenas duas refeições ao dia. Não foram disponibilizados banheiros. Não há qualquer assistência à saúde dos desalojados. A situação é desoladora…

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Copa 2014 em Belo Horizonte: 2.600 famílias na rua?

agosto 29, 2010

por Raquel Rolnik

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/copa-2014-em-belo-horizonte-2-600-familias-na-rua

 O projeto de melhoramento e adequação do Anel Rodoviário não prevê recursos para a população que será removida. Quase 2.600 famílias moradoras da Vila da Luz e da Vila da Paz, em Belo Horizonte, estão ameaçadas de remoção em função da obra de melhoramento e adequação do Anel Rodoviário.

O projeto, orçado em cerca de R$ 800 milhões, não prevê recursos para remoção e reassentamento da população envolvida e já teve o edital anulado pelo TCU (19/08/10), que alegou irregularidades correspondentes a um sobrepreço de cerca de R$300 milhões.

A ocupação, feita por famílias de baixa renda desde 1981, nunca recebeu investimentos públicos e vive em extrema precariedade há três décadas, sem serviços básicos de iluminação, abastecimento de água, esgoto ou coleta de lixo, e ainda sofre com os riscos decorrentes da proximidade com a rodovia.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) havia apresentado uma notificação aos moradores com o prazo de 15 dias para que se retirassem do local e sem apresentar qualquer alternativa. Os projetos de adequação do Rodoanel de BH têm sido divulgados pelo Governo do Estado de Minas Gerais como uma das obras de preparação da cidade para a Copa de 2014.

O Ministério Público já havia advertido o DNIT sobre a necessidade de garantia do direito à moradia digna neste projeto, porém a licitação foi aberta com a aprovação da Licença Ambiental pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte (COMAM) e sem qualquer proposta que se referisse ao equacionamento do destino das 2.600 famílias ameaçadas.

Manifestação contra o cancelamento do FIT na Praça da Estação

março 28, 2010

Em 2004 houve a extinção da Secretaria Municipal de Cultura, e surgiu a Fundação Cultural em Belo Horizonte. Programas como o Arena Cultural e BH Cidadania foram suspensos. Cortes no orçamento para a  cultura também ocorreram a partir daí. Este ano, a 10a. edição do Festival Internacional de Teatro (FIT) foi cancelada há apenas 5 meses de sua realização. A gota d’água veio quando o então prefeito recém eleito, Márcio Lacerda, sancionou uma lei que proibia manifestações artísticas nas praças da capital mineira. Essas informações compõem um dos inúmeros panfletos distribuidos pelos organizadores da manifestação que ocorreu nessa tarde, 27 de março, na Praça da Estação, uma das muitas que tem se dado por lá nos últimos sábados.

Vários jovens de bikini e bermuda, munidos de cerveja, instrumentos musical e voz ativa participaram do evento, que teve início numa concentração na Praça, sob a sombra rala de uma árvore, e continuou numa passeata que percorreu a rua da Bahia e a Av. Afonso Pena até a sede da Prefeitura de Belo Horizonte. Arrisco dizer que haviam entre 150 e 200 pessoas.

Alguns dos integrantes da banda Graveola também participaram, com muita música e samba para animar a galera. O show prometido para as 13h, divulgado pelo próprio twitter da banda, não havia saído até as 16h. Mas tudo bem, os manifestantes se contentavam com o sambinha sem vergonha que alguns alunos da música faziam. Aliás, membros da elite acadêmica não faltaram. Muitos universitários compunham a aglomeração, grande parte da música e da ciências socias, mas espécies da comunicação não faltaram, como eu, da turma Belas Artes, e Bruna e Hanna, elementos Soviets. Bruna, no entanto, se mantinha a parte da manifestação, demonstrando sutilmente que não estava de acordo com o que se passava ali.

Uma kombi com um sistema de som singelo falava sobre os problemas da prefeitura em relação à cena cultural belorizontina enquanto abria caminho pelas ruas. Uma das pistas era reservada a passagem de carros. Até as 16h não havia tido nenhum conflito entre manifestantes e polícia militar ou municipal.

Me exarcebo dizendo que a atitude dos presentes lembrava as diretas já (das quais não participei hehehe). Caras pintadas, muito grito, gesticulação e frases feitas entoadas com paixão. “Abaixo a baixaria, Cultura não é mercadoria!” e “Ei, Lacerda, seu decreto é uma merda!” foram berrados pelos manifestantes a plenos pulmões. A defesa da Cultura de BH era aplaudida por onde passávamos, e na Rua da Bahia fomos recebidos com muito confete improvisado pelos moradores dos edifícios. Alguns meliantes que vagabundeavam pelas ruas também ajudaram a engrossar o caldo da manifestação, que foi parar em frente à prefeitura. Mesmo vazia, estava munida de dois de paus, quero dizer, guardas municipais.

Belo foi ver tantos jovens tão engajados com a causa cultural. O fato de hoje ser dia Internacional do Teatro explicava porque tanta revolta trazia essa gente toda num sábado de sol desses a se manifestar. O que colocava lenha na fogueira era a forma que a prefeitura escolheu para comemorar esse dia, com um desfile na pampulha das figuras da Disney. Manifestantes espumaram a boca enquanto falavam à multidão (termo utilizado também hiperbolicamente) que o argumento de Lacerda era que eventos em praças acabavam por alterar o espaço físico, o que foi feito em demasia para a passagens da turma do Mickey na pampulha. Árvores foram retiradas de lugar para tal evento. Berravam: “uma rotatória foi removida para o Mickey passar! PARA O MICKEY PASSAR!”.

Logo antes de eu me retirar, os manifestantes desenhavam seus corpos a giz no asfalto em frente a prefeitura, e dentro escreviam recados mal educados ao prefeito Márcio Lacerda. Talvez estejam lá mesmo até agora, talvez até ao som de Graveola, para minha tristeza. Mas um sábado bem utilizado, sim, esse foi. Parabéns, jovens! Orgulho de ser mineira tive hoje.

Esse jacaré inflável é um grande símbolo da Praia da Estação

A farofa era completa, até cachorro tinha

Meninas de bikini não faltaram

E som pra animar os manifestantes

Bruna e Hanna, Soviets da Comunicação

Elemento da Música, UFMG

Rua da Bahia

Cruzamento Bahia com Afonso Pena

Afonso Pena

Prefeitura

Corpos falantes

Criancinha fofa

Criancinha fofa de novo

Ela escrevendo no corpo, fooofa

A praça é do povo? e o fit é de quem?

A taça do mundo é nossa, alusão ao argumento torto da prefeitura para cancelar o fit

..rda

Gabriel

Principais animadores

ERRATA: a banda Graveola não divulgou show! eles divulgaram a própria manifestação, mas eu e algumas outras pessoas confundimos. foi mal aê!

Texto: Aline Dacar

publicado originalmente em http://oquemeinquieta.blogspot.com

Panfleto “Nasce uma Rebelião a partir de um Decreto”

fevereiro 28, 2010

Abaixo a imagem de um panfleto mais…

uma voz mais,  que surge nessa onda de ocupação da cidade e resistencia contra o sitiamento de uma praça de Belo Horizonte e que tem interesse em fazer toda essa questão circular de outras formas,  em outros meios, por outras pessoas.

Caso queira imprimir, CLIQUE AQUI e baixe o arquivo em PDF, contendo tres panfletos por folha A4.

Imprima o quanto quiser, altere se quiser… distribua de qualquer forma.

Dúvida do leitor

fevereiro 6, 2010

Estado de Minas. Belo Horizonte, 4 de fevereiro de 2010. Opinião.

Opinião do leitor

Cartas à redação

Praça da Estação

Leitor estranha as intenções de grupo

Delvo José Vargas de Araújo – Belo Horizonte

Gostaria de saber se esse grupo de manifestantes que tem ocupado a Praça Rui Barbosa (da Estação), em repúdio à proibição de grandes eventos no local, quer o retorno da bagunça naquele espaço, que se tornava pequeno para acolher grandes aglomerações de pessoas. Igualmente, se querem o retorno das barulhentas pregações religiosas e das apresentações de shows musicais em alto volume, que tiravam o sossego dos vizinhos. Mas se desejam ver a Praça da Estação sendo usada de maneira democrática e humana, em que o cidadão possa circular livremente, assentar nos bancos para a prática da leitura, admirar suas belezas, observar a sincronia das fontes, passear com a família e amigos, ter o acesso livre para visitar o Museu de Artes e Ofícios e aproveitar o ambiente romântico para namorar, aí, sim, esse grupo terá todo o nosso apoio. Esperamos que a Comissão Especial de Regulamentação de Eventos da Prefeitura de Belo Horizonte tome decisões para proteger o espaço físico da praça, preservar o direito de circulação dos cidadãos e, principalmente, lembrar que, no seu entorno, moram pessoas que precisam ter preservado o seu sagrado direito de descanso. A praça deve ser sempre do povo, conforme o poeta, mas de um povo que aprecia a ordem e a tranquilidade. Para a promoção de eventos que possam gerar atritos entre a vizinhança e seus romotores, ela não deve ser cedida pela PBH.

A cobertura da Mídia Corporativa sobre as Praias da Estação

janeiro 25, 2010

Alguns posts que saíram na Mídia Corporativa:

Jornal Hoje em Dia

Uai

Globo

“Não curte a mídia? Seja a mídia!”