Archive for the ‘Apoio a causa’ Category

Vendavais e pocilgas (.3-II)

junho 19, 2013

r e e n t r â n c i a s    n o    c o r a ç ã o   d a

t o r m e n t a

Existem infinitos modos de se argumentar as convulsões humanas, seus sacolejos, aqueles momentos de descarga em que nada se perde e qualquer ato pode atingir seu limiar mais sereno ou explosivo. Não só a “fome por bugigangas”, mas também os estágios mais frágeis da fome, da falta, do desespero. Não só a guerra, mas também estados de paz dissimulada, que colocam as guerras sob o véu dos acordos. Porém, convenhamos, esses argumentos vêm necessariamente de um pôr-se- à-distância e posicionar-se sobre os acontecimentos. O que normalmente se pode esperar de quem narra sobre as emergências das revoltas é que esse alguém está caindo em especulações, justamente por se querer distante da tormenta. É incapaz de explicá-la por não estar no seu coração,  o lugar onde estão suas próprias explicações. Suas motivações não podem ser universais, pulsam como tudo que é orgânico, tudo que respira compondo essa musicalidade espontânea e compassada de paixões.

É momento despertar.

…estas ruas

                                                     transbordam

em corpos

                                             indignados…

+ infos: atingidoscopa2014.wordpress.com

Rezo por você pobre diabo!

dezembro 11, 2012

Definitivamente não vivemos em um jardim florido com mil maravilhas. A vida tem espinhos e são muitos. Mas a vida de alguns é muito mais espinhosa. E não digo daqueles que não tem nada, ou muito pouco. Não falo dos carentes e miseráveis em nossas esquinas. Por incrível que pareça eles são mais ricos e livres que outros pobres diabos.

Não deve haver açoite maior para o espírito do que ser um funcionário público comissionado. O cidadão que não se dignou a estudar para um concurso, que pelos caminhos tortos da vida encontrou dificuldades para se firmar em sua profissão e acabou refém de algum político. O cidadão que vive de favor, atrelado a relações espúrias com um político. Eu rezo por eles.

Rezo para que encontrem novos caminhos, para que consigam desatar o nó que os prendeu em um emaranhado de interesses, onde o dele, ter um salário, é apenas uma moeda de troca, pobre e frágil.

Estes sujeitos que na administração municipal de BH passam dos cinco mil, em número indeterminado, – já afirmaram ser 20 mil – apinham secretarias e gabinetes com postura arrogante e prepotente, dignos dos que precisam esconder alguma coisa, ou provar para si mesmo que tem poder.

Ah, o poder! O pobre diabo inventa poderes para si, precisa acreditar que há algum valor no que faz. Pede carimbos, assinaturas, pareceres, protocolos e novos documentos. Não sabe ao certo o que faz, mas sabe que é preciso manter a burocracia como lhe apresentaram. Não teve um curso de preparação para assumir o cargo. O padrinho apenas lhe disse: consegui a vaga para você, começa amanhã.

Segundo as boas línguas os vereadores de BH têm direito a 40 cargos cada um na administração municipal. Mas nem só de baixo clero vive o nosso estado. O filho do prefeito e a irmã do prefeito são funcionários do Estado, contratados pelo governador. Seria isso o tal do nepotismo cruzado?

Escrevo sobre estes pobres diabos porque tive um encontro interessante no último mês. Um sujeito, do segundo escalão da PBH, ocupando cargo de apadrinhamento chegou até mim para conversar sobre o Movimento Fora Lacerda. Depois de muita lenga lenga: vocês tem que ser propositivos, vocês não reconhecem os avanços da PBH… veio a pérola: vocês deveriam mudar o nome do movimento, isto é política personalista e ultrapassada.

Depois de explicar ao sujeito que o nome do movimento foi uma forma de resumir a sentença: contra o governo neo-liberal, administração elitista, que persegue a população pobre, incentiva a verticalização, a especulação imobiliária, prioriza as parcerias público privadas e não dialoga com os movimentos sociais. Expliquei que tudo isso não era exclusividade do Márcio, outros políticos agem assim, mas ele personifica o aprofundamento dessas políticas em nossa cidade. Simples e didático.

Eu rezo para este sujeito! Rezo porque em nosso papo ele demonstrou uma característica clara da administração Lacerda: desconhece os inúmeros problemas da cidade. Definitivamente não tem a mínima ideia do que fazer para melhorar a vida por aqui.

Estes pobres diabos, empregados por apadrinhamento, nunca se envolveram realmente com a vida, com a cidade, lhes cabe apenas batalhar o pão de cada dia. Vamos rezar meus amigos! Contra a ignorância, a incompetência e a falta de ética, só o Pai Eterno pra nos salvar! Aleluia!

Fantasia de Carnaval de BH, nas melhores casas do ramo!!

fevereiro 14, 2012

Os mega-eventos e o Choque de Ordem no Rio de Janeiro: uma reflexão anarquista

setembro 2, 2011

Fonte: diasemcompras.wordpress.com

Esse panfleto está circulando com a proposta de acrescentar aos atuais debates sobre as revitalizações urbanas, higienismos e os eventos da Copa 2014 e Olimpíadas 2016. Uma reflexão anarquista sobre o atual contexto do Rio de Janeiro, voltada principalmente para redes de movimentos de resistência, ocupações urbanas e iniciativas libertárias espalhadas pelo mundo afora.

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Genocídio e Espetáculo

Algumas palavras sobre os processos vividos no Rio de Janeiro dentro de uma perspectiva anarquista

O seguinte texto surge de uma reflexão coletiva realizada entre indivíduxs que circulavam na okupação anarquista Flor do Asfalto, que se situa no olho do furacão dos projetos de reurbanização e consequente endurecimento da repressão no Rio de Janeiro. A presente reflexão pretende contribuir, partindo de uma ótica anarquista, para o esclarecimento quanto aos processos de criminalização da pobreza e violência estatal declarada contra os movimentos de resistência rebelados frente a tais projetos. Motivou muito a elaboração desse ensaio o seu poder de acrescentar mais elementos aos debates que já fervem no Rio de Janeiro e outras cidades, para que pessoas que não tiveram a oportunidade de vivenciar em suas próprias peles esta realidade tão particular possam, enfim, respirar um pouco desses ares. Essa iniciativa surge, também, com a intenção de contribuir para a guerra social, já que as estratégias do poder hierárquico já há séculos se reproduzem e se repetem em diferentes regiões e distintas épocas. Afinal, acreditamos que o que hoje se vivencia aqui pode ser nada mais que um estágio avançado dos próprios sintomas das grandes cidades, pelo menos no que diz respeito ao território controlado pelo Estado brasileiro.

Rio de Janeiro, futura sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, emblemática metrópole erguida através de um paradisíaco e admirável ecossistema(1). Aqui é onde, em cada mínima fração de seus bairros e ruas, fazem-se evidentes os contrastes próprios do reino mercantil: espalhada por várias zonas da cidade, a pobreza gritante, a decadência profunda, o abandono administrativo em estado cru; em contrapartida, em outras regiões, o luxo higiênico faz a roupagem do cenário simulado e superficial de uma vida consumista e cômoda, constantemente vigiada por câmeras e policiamento ostensivo. Esse chão de tantas histórias, de tantas tramas conhecidas como parte de uma dita “história geral do Brasil”, é o palco onde também se produzem extremismos de caráter urbano que só neste lugar podem ser vivenciados, pelo menos na proporção em que se manifestam.

Segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – medida comparativa internacional para classificar o “desenvolvimento” econômico em âmbito territorial – na cidade do Rio convivem IDH`s de alguns dos bairros mais ricos do mundo, equivalente ao dos países mais acomodados da Europa, enquanto várias favelas têm o IDH equivalente ao de alguns dos países mais pobres do continente africano. A raiz disso pode ser encontrada no fato de sempre ter sido uma cidade onde coexistiram a extrema riqueza e a extrema pobreza, tendo sido um dos maiores portos de seres humanos sequestrados da África e vendidos como escravos. Além disso, durante 12 anos foi a capital do império português e, posteriormente à “independência”, foi a capital do Brasil até meados do século XX. Se antes os contrastes envolviam os palácios da nobreza e as senzalas e demais redutos negros, hoje ela se manifesta entre os opulentos bairros ricos – dignos de uma Beverly Hills – e as inumeráveis favelas.

A questão racial está inerentemente ligada à história do Rio de Janeiro. Se hoje existe uma política de barbárie assediando esta cidade, seguramente é por ela ser herdeira direta do regime escravista. Esse dado remonta ao momento da formação de um poder público autônomo e da própria constituição do Estado brasileiro. Com a chegada da família real portuguesa em 1808, a polícia carioca foi criada para edificar uma ordem pública que buscava enfrentar a população escravizada na rua, aterrorizando as pessoas negras e pobres com castigos físicos em público e eliminação física, além de combater a resistência que acontecia de diferentes maneiras, políticas e culturais, organizadas ou não. Desde as fugas rebeldes e consequentes formações de quilombos(2),  a capoeira, luta surgida na rua e ferramenta inseparável dxs negrxs revoltadxs, até revoltas organizadas que ocorreram ao longo de todo este período. A favela é filha e neta dessas resistências, berço de belíssimas manifestações culturais afro-descendentes, reduto de gente que nunca separou a luta do sorriso.

A origem das favelas no Rio de Janeiro remete a meados do século XIX, quando com o fim da escravidão uma parte das pessoas libertas se deslocou para a capital federal se fixando informalmente em lugares que passaram a ser denominados Favelas. O primeiro desses lugares a ser chamado de favela foi o Morro da Providência, localizado próximo à zona portuária, no centro do Rio, ocupado em 1897 por soldados negros do exército brasileiro, que  voltavam da Guerra de Canudos e haviam deixado de receber o soldo; sem condições financeiras, passaram a habitar o morro em barracos provisórios. O termo favela remonta ao arraial de Canudos, que estava situado na Bahia e havia sido construído num morro que tinha muitas plantas de uma espécie conhecida popularmente por Favela ou Faveleiro. Esta planta foi também encontrada no Morro da Providência e fez com que o mesmo inicialmente fosse denominado Morro da Favela. Com o tempo, o termo passou a ser usado para designar lugares de habitações populares. A favela, dentro da ótica urbana, é herdeira das senzalas, surge como um dos maiores expoentes do agudo segregacionismo, do isolamento, o refugo humano dentro de um regime que havia substituído o trabalho escravo pela escravidão assalariada, já que os tempos eram outros e exigiam novas formas de exploração.

Em contrapartida a favela é expoente da resistência cultural negra que seguiu se desenvolvendo, ambiente de manifestações culturais como o samba, a capoeira e as religiosidades afro-descendentes (como o candomblé e a umbanda), além de ser o hábitat natural da genuína malandragem. Portanto, o policial carioca é o capitão-do-mato moderno, que apenas substituiu o chicote pelo fuzil. Se antes a desvalorização da vida se traduzia na imagem dx negrx escravizadx, hoje passa a ser refletida na figura dx faveladx. (more…)

Movimento Novo Ato convoca!

julho 3, 2011

Movimento Novo Ato é o morro pelo morro! E pede ajuda a todas as autoridades: principalmente às pessoas do bairro.

Artistas, atletas, políticos, religiosos, empresários, pais, mães…

Doações de tintas, cimento, tijolos, materiais de construção em geral. Juntos vamos pintar o bairro 1º de Maio!

Rua Marechal Rondon, 30 (final da rua Volts) – bairro 1º de Maio.

A bola da vez:

julho 2, 2011

QUALQUER COINCIDÊNCIA É MERA SEMELHANÇA!! NÃO AO NEPOTISMO!!

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz! Coragem, coragem, eu sei que você pode mais!

junho 21, 2011

Click e ouça a trilha. 

O histórico do povo Brasileiro nas ruas é logo e muito importante, apesar de escondido pela mídia. Existe uma vontade de mostrar um povo bom e pacífico, ordeiro e acomodado. Ah, o Brasileiro prefere uma cerveja a lutar por seus direitos. Mentira!

Esquecem dos estudantes que lutaram contra a ditadura, da eterna luta dos professores, que já foram recebidos por jatos d’água no centro de Belo Horizonte, a mando do então Governador Tancredo Neves, na década de 80. Esquecem da Greve dos Pedreiros de 1979, quando em dois dias Belo Horizonte parou com a revolta dos trabalhadores que pediam; segurança e melhores condições de trabalho. Esquecem a luta pelas Diretas Já, menos beligerante, mas fundamental para o fim do Regime Militar e ainda o Impeachment Collor. Aqui é preciso lembrar que o movimento estudantil, que ficou conhecido como “caras pintadas”, só foi televisionado depois de quatro meses de constantes manifestações, quando Sinhá Mídia percebeu que não dava mais para esconder a onda de manifestações que ocorria em todo o Brasil.

Os tempos mudaram, um operário virou Presidente, as manifestações ficaram mais brandas, os movimentos Sindicais acomodados, os Grêmios Estudantis também foram aparelhados por diversos partidos. Durante a primeira década do novo século apenas os movimentos sociais apartidários mantiveram combativos. Todo Primeiro de Maio há uma grande marcha de trabalhadores em todo o País, que não sai na mídia. Este ano, por exemplo, eram quase duas mil pessoas acampadas na porta da Assembléia Legislativa de Minas, durante três dias e não saiu nada nos Jornais.

Aliás, parece que os jornalistas aceitaram de vez o cabresto dos patrões. Hoje temosem Minas Geraisa luta dos Professores Estaduais, dos Policiais, Militares, Civis e Bombeiros e nada disso sai nas mídias. E ainda, a luta dos assentamentos em risco de despejo, dos Barraqueiros do Mineirão, dos Artesãos e Moradores de rua. Como também não saiu quase nada sobre a Manifestação pela Liberdade de Expressão que aconteceu dia 18 de junho no centro de BH.

A Marcha surgiu da proibição da Marcha da Maconha, reprimida com violência em várias capitais, mas não defendia apenas a liberação da Cannabis, lutava pelo direito de livre expressão, coisa que muita gente não entendeu. E havia outra Marcha, no mesmo dia e que se encontraram na Praça da Estação. A Marcha das Vagabundas ou SlutWalk é um protesto que surgiu no Canadá depois que um Policial afirmou em uma palestra que as mulheres incentivavam o estupro com suas roupas.

Homens e mulheres, de todas as idades e classes sociais, da zona sul aos moradores de rua, do Movimento pelo direito das Mulheres ao Comitê Popular dos Atingidos Pela Copa 2014, uma diversidade de gritos ecoando juntos. E com tantos desejos diferentes havia algo em comum, a luta pela Liberdade! Contra um estado opressor e elitista que governa de acordo com multinacionais e interesses econômicos. Mas nem todo mundo percebeu a beleza dessa diversidade e não entenderam que lutamos juntos.

O que aconteceu em frente a Prefeitura de BH foi triste, lamentável e mostra o perigo de termos um prefeito que vê a cidade como uma empresa e trata os cidadão como público alvo. No caso, alvo das cacetadas e spray de pimenta da guarda municipal. Uma guarda despreparada e truculenta, arrogante e prepotente, igual a seu comandante maior, o prefeito. Pois na porta da prefeitura, quando manifestantes mais combativos ameaçavam invadir a escadaria, – nunca entendi porque limitam a manifestação ao passeio, toda vez é a mesmo coisa – quatro guardas se sentiram ameaçados e sacaram seus cassetetes sobre os manifestantes. Logo o confronto ampliou e o que era uma “briga” entre dois sujeitos de lado opostos, virou um tumulto generalizado. Outros guardas se juntaram ao mais valente lacerdista e com sprays em punho miravam os olhos dos manifestantes. O que se viu em seguida é algo grotesco. Os guardas não tentavam manter a ordem, tentavam agredir os manifestantes, tomaram a questão como pessoal. Neste vídeo é possível ver o que rolou. Depois de muito spray, até contra eles mesmos, pois o despreparo é tanto que acertaram o próprio colega de farda, a PMMG interveio e separou. Pasmem! A Polícia Militar foi obrigada a proteger os cidadãos da agressividade da guarda municipal!

E aqui rendo uma homenagem aos comandantes militares que acompanharam a manifestação. Graças a eles menos gente apanhou! E ao final a PM ainda fez mais bonito, se retirou e deixou a rua fechada para o povo! E isso foi outra demonstração de civilidade, para quem precisa aprender a manifestar na rua.

Ocorreu o seguinte, a manifestação saiu da porta da prefeitura, alguns “lideres de Facebook” puxaram a Marcha e deixaram vários manifestantes para trás, abandonados a própria sorte. Outros, percebendo a falta de companheirismo, voltaram e se juntaram aos sujeitos que lavavam o rosto e olhos de spray. Juntamente com os PMs que os protegiam da sanha da guarda municipal se reintegraram a manifestação.

A Avenida João Pinheiro, que já foi Avenida da Liberdade, foi tomada e a manifestação chegou até o Palácio. Interditaram a faixa de trânsito sentido centro/savassi, ali continuamos a manifestar e a gritar palavras de ordem. A PM, fazendo o seu papel, exigia a liberação de uma pista. Alguns manifestantes concordaram, não achavam correto fechar o trânsito e tentavam convencer os demais, alguns já incorporados como porta vozes do movimento.

A PM sugeriu duas opções: ficar por ali mais 15 minutos e depois irmos para a Praça da Liberdade ou ficar o tempo que quiséssemos e liberar uma faixa imediatamente. Os porta vozes iam e vinham com as propostas, o povo assentou no chão e quando perguntados sobre quanto tempo ficariam, um coro ressoou: até a Copa! até a Copa! até a Copa! Os porta vozes se indignaram: como assim, levem a sério, o Choque vem ai, não podemos fechar o trânsito totalmente! Pense nas pessoas que precisam passar de carro aqui.

Insatisfeitos com os manifestantes que não arredavam a bunda do chão, um a um, os porta vozes foram se retirando. A “liderança de Facebook” recolheu seu megafone e foi embora. Com a bola do jogo – megafone – debaixo do braço saíram da contenda, fizeram certo, aquilo não era para eles. Aquela manifestação era para gente de fibra e coragem. Era coisa de mulher que sofre preconceito todo dia, de negro que não aceita mais ser discriminado, de morador de rua que tem seus pertences roubados pela prefeitura, de barraqueiros do entorno do Mineirão que perderam sua fonte de renda, de cidadão indignado que não admitem que o governo esconda suas contas e da população pobre que está sendo expulsa da cidade em prol de grandes empreendimentos. Aquela não era uma luta por uma bolinha, é uma luta contra uma bolada! Uma bolada de desrespeitos que sofremos todos os dias, que às vezes nem percebemos e que vai aos poucos nos aprisionando.

Depois que os sujeitos donos da bola, que acreditavam serem também os donos da manifestação, se retiraram, a coisa mudou. Um cidadão, gente fina, disponibilizou um novo megafone e quem quis pode se expressar. Dos mais de 800 manifestantes, restaram aproximadamente 200, das cinco viaturas da PM, apenas uma. O trânsito foi desviado no quarteirão de baixo e não houve o dito confronto. Com megafone em punho, as minorias presentes se manifestaram por mais de uma hora, prazo maior que o prometido; pelos diretos das mulheres, dos negros, dos professores, dos moradores de rua, das famílias ameaçadas de despejo, contra os abusos de toda a ordem para a realização da Copa. A diversidade de falas, de cores, de bandeiras, de gente, mostra um povo que está amadurecendo, que luta junto, que entende o outro, que respeita e está se juntando. Ao final, todos deram as mãos e fizeram uma grande ciranda que tomou as faixas nos dois sentidos em frente ao Palácio e de longe uma viatura da PM assistia, tranquilamente. Desconfio que muitos deles, que estão em luta salarial e por melhores condições de trabalho, também queriam dar as mãos naquela ciranda da diversidade!

A cada cidadão que participou daquele momento a minha saudação e certeza: começamos bem e vamos contaminar! Este vídeo ficou muito bonito!

Dia 02/06, quinta-feira: Sarau no espaço Ystilingue!

junho 1, 2011

Sejamos sinceros: estão numa idéia de “revitalizar” o condomínio Maletta. O que isso pode significar, sei lá. Agora, os seguranças do prédio começaram a aparecer com umas ordens esquisitas a cumprir: não pode sentar no chão (?); não pode divulgar poesia (?); não pode amendoim (?); não pode isso; não pode aquilo…

E poder, pode o quê?

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Sexta-feira, 03/06:: II Juventude Okupa a Cidade

maio 31, 2011

[informes] Fogo Grego!

maio 31, 2011