VOLTAMOS! Novo login aberto!

abril 30, 2011 by

Tivemos problemas com o primeiro loggin aberto divulgado e no retorno a utilização do Blog. Mas enfim, estamos de volta a ativa.

Site: www.wordpress.com
Login: praceirxx
Senha: livrelivre

O primeiro login divulgado, praceirx, foi deletado pelo WordPress pelo fato de ter publicado material protegido por lei de direitos autorais.

Então, cuidado com isso! Não vamos dar o mesmo vacilo duas vezes! Leia o resto deste post »

Praia de Nudismo

janeiro 11, 2014 by

Praia de Nudismo

Ninguém nasce com roupa
Todos nascemos pelados
Assim como ninguém nasce mau
Se torna mau quando ensinado

Ver um corpo despido
Altera tanto o seu estado?
Te faz perder os sentidos?
Trocar o certo pelo errado?

Ondé que tá o pecado?
Caralho, peito, vagina
Tudo isso é tão natural
E a natureza não é divina?

Algumas pessoas falando sobre as Assembleias Populares de BH…

junho 26, 2013 by

Eis abaixo, a opinião de algumas pessoas sobre as Assembleias Populares de BH.

As assembléias são um espaço de discussão horizontal e aberto a todas as pessoas. Ocupando um espaço da cidade para repensa-la.

Vendavais e pocilgas (.3-II)

junho 19, 2013 by

r e e n t r â n c i a s    n o    c o r a ç ã o   d a

t o r m e n t a

Existem infinitos modos de se argumentar as convulsões humanas, seus sacolejos, aqueles momentos de descarga em que nada se perde e qualquer ato pode atingir seu limiar mais sereno ou explosivo. Não só a “fome por bugigangas”, mas também os estágios mais frágeis da fome, da falta, do desespero. Não só a guerra, mas também estados de paz dissimulada, que colocam as guerras sob o véu dos acordos. Porém, convenhamos, esses argumentos vêm necessariamente de um pôr-se- à-distância e posicionar-se sobre os acontecimentos. O que normalmente se pode esperar de quem narra sobre as emergências das revoltas é que esse alguém está caindo em especulações, justamente por se querer distante da tormenta. É incapaz de explicá-la por não estar no seu coração,  o lugar onde estão suas próprias explicações. Suas motivações não podem ser universais, pulsam como tudo que é orgânico, tudo que respira compondo essa musicalidade espontânea e compassada de paixões.

É momento despertar.

…estas ruas

                                                     transbordam

em corpos

                                             indignados…

+ infos: atingidoscopa2014.wordpress.com

Pé na jaca

abril 15, 2013 by

Reportagem na revista Piauí de abril de 2013, disponível em http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-79/esquina/a-fila-da-jaca

A fila da jaca

Em Belo Horizonte, um cadastro organiza o acesso à coisa pública

por Nuno Manna

São seis da manhã de uma terça-feira de março, e os primeiros visitantes começam a circular pelas aleias do Parque Municipal Américo Renné Giannetti – uma grande área verde em pleno Centro de Belo Horizonte. No prédio administrativo, um funcionário recebe um senhor e o conduz até o depósito onde há equipamentos de jardinagem e quatro grandes barris de plástico verde. Ele pergunta o nome do visitante e confere se está na lista. Em seguida destampa um dos barris, de onde exala um cheiro forte, e tira dali um fruto esverdea-do de casca grossa, do tamanho de um leitão. É tempo de jaca, e é chegada a vez daquele cidadão.

Um a um, outros visitantes se apresentam à administração. Ao encarar o porte da fruta que lhe foi reservada, um jovem, despreparado, se assusta. “Levar isso no ônibus vai ser fogo.” Mas o assistente administrativo Wallace Barbosa vem em seu socorro. Escolhe uma jaca mais modesta e entrega ao rapaz, que sai dali equilibrando a fruta nas duas mãos. Aos 24 anos, o baiano Barbosa é uma peça central na gestão das jacas do Parque Municipal. Não fosse pela sua diligência, a fila não andaria.

Barbosa faz funcionar o procedimento criado pela administração do parque para regular a cobiça irrefreável dos visitantes pelos frutos de suas dez jaqueiras. A fim de garantir o acesso democrático ao patrimônio público, foi instituído há mais de vinte anos um cadastro de pretendentes. Quem quisesse jaca que se inscrevesse e aguardasse a vez de colocar as mãos na graúda. No dia da sorte grande, o telefo-ne traria a boa-nova: uma jaca madura aguardava o felizardo na administração, pronta para ser levada para casa.

Ultimamente, porém, o sistema não vinha funcionando bem. Como a temporada de jacas só vai de janeiro a março e o número de inscritos era grande, as jaqueiras não estavam dando conta de atender à demanda crescente. A espera entre o cadastro e a entrega da fruta podia chegar a anos. No fim de 2011, havia mais de mil sem-jaca registrados no livro de cadastros.

Naquele ano, numa tentativa de colocar ordem na casa, a administração decretou a moratória de inscrições. As jacas das últimas temporadas se destinariam a honrar os pedidos já protocolados. Muitos tinham se inscrito há tanto tempo que não apareceram para buscar o prêmio. “Às vezes a pessoa já tinha morrido, mudado”, disse Barbosa.

Quando chegou a temporada de jacas deste ano, a administração decidiu adotar uma medida extrema. Zerou a lista de espera e estabeleceu um novo método de entrega. Agora, o nome dos interessados é recolhido ao longo da semana. Na segunda-feira, quando o parque fecha para o público, as jacas maduras são colhidas. A terça é o dia que os inscritos têm para buscá-las, por ordem de chegada. O precipitado que aparecer sem ter feito cadastro é convidado a se inscrever na lista da semana seguinte, para não prejudicar quem já aguardava a vez. O ciclo é retomado a cada semana, enquanto houver frutas no pé.

 

A jaqueira é natural da Índia e foi trazida ao Brasil durante a colonização portuguesa. É uma árvore de até 20 metros de altura que dá frutos de sabor pronunciado e textura viscosa que não deixam ninguém indiferente. Uma jaca caprichada pode chegar a 15 quilos. Temerariamente, ficam suspensas a muitos metros de altura. Em lugares públicos, convém que sejam colhidas antes que se espatifem sobre a cabeça de um desavisado.

No Parque Municipal, os jardineiros que colhem as frutas maduras estão sempre alertas, manejando uma vara de bambu de mais de 6 metros para alcançar as mais altas. Para colher uma jaca, eles cutucam a dita com uma vara a-fiada na ponta (uma chacoalhada no galho ajuda a desprender as mais renitentes). No solo, uma espécie de tapete de lona apara as frutas, que costumam resistir incólumes à queda.

Todo o cuidado não impede que, vez ou outra, um fruto caia espontaneamente (não há registro recente de vítimas no parque). Quando o inevitável acontece, as regras do cadastro deixam de valer. “Se estiver no chão, pode levar”, explicou Barbosa. Mas os guardas municipais que circulam pelo Parque Municipal não têm tolerância com quem tentar furar a fila e cutucar as jaqueiras com seu próprio bambu.A administração teme especialmente os moradores de rua que habitam o parque – um total de 215 pessoas, segundo o úl-timo censo feito pela Guarda. Como o cadastro dispensa comprovante de endereço, Barbosa lembrou que nada impede que eles sigam os requerimentos formais para postular legitimamente uma fruta.

Enquanto caminhava lentamente à sombra das jaqueiras, Barbosa metralhou a explicação dos procedimentos necessários para o cadastro sem tropeçar em nenhuma sílaba, com um sotaque baiano residual atenuado por dez anos vivendo em Minas. O assistente contou que de vinte a trinta jacas foram distribuídas por semana na temporada 2013. “Pela quantidade que ainda resta, vai ter jaca até as primeiras semanas de abril”, sentenciou.

Quando aparece uma jaca muito volumosa, Barbosa pode se oferecer para parti-la ao meio. “Facilita o transporte e assim mais gente leva jaca para casa.” O funcionário disse ainda que, às vezes, a administração dá prioridade a pedidos emergenciais de idosos ou gestantes, mesmo que não seja terça-feira. “Grávida, né? Tem que atender.” A generosidade já lhe rendeu potes de doce de jaca e outros mimos em retribuição.

Quando a procura não está alta, os funcionários do parque aproveitam para se incluir na partilha. Para Barbosa, porém, trabalhar com o nariz nas jacas não é uma tentação. O baiano contou que na casa de sua avó há muito mais que dez jaqueiras, e que ele já comeu sua cota. Mas chamou a atenção para uma virtude pouco lembrada da fruta: laçar o coração de uma mulher. “Na próxima coleta, vou levar para a namorada. Estou só esperando aparecer uma bem madurinha.”

janeiro 17, 2013 by

caminhão

Rezo por você pobre diabo!

dezembro 11, 2012 by

Definitivamente não vivemos em um jardim florido com mil maravilhas. A vida tem espinhos e são muitos. Mas a vida de alguns é muito mais espinhosa. E não digo daqueles que não tem nada, ou muito pouco. Não falo dos carentes e miseráveis em nossas esquinas. Por incrível que pareça eles são mais ricos e livres que outros pobres diabos.

Não deve haver açoite maior para o espírito do que ser um funcionário público comissionado. O cidadão que não se dignou a estudar para um concurso, que pelos caminhos tortos da vida encontrou dificuldades para se firmar em sua profissão e acabou refém de algum político. O cidadão que vive de favor, atrelado a relações espúrias com um político. Eu rezo por eles.

Rezo para que encontrem novos caminhos, para que consigam desatar o nó que os prendeu em um emaranhado de interesses, onde o dele, ter um salário, é apenas uma moeda de troca, pobre e frágil.

Estes sujeitos que na administração municipal de BH passam dos cinco mil, em número indeterminado, – já afirmaram ser 20 mil – apinham secretarias e gabinetes com postura arrogante e prepotente, dignos dos que precisam esconder alguma coisa, ou provar para si mesmo que tem poder.

Ah, o poder! O pobre diabo inventa poderes para si, precisa acreditar que há algum valor no que faz. Pede carimbos, assinaturas, pareceres, protocolos e novos documentos. Não sabe ao certo o que faz, mas sabe que é preciso manter a burocracia como lhe apresentaram. Não teve um curso de preparação para assumir o cargo. O padrinho apenas lhe disse: consegui a vaga para você, começa amanhã.

Segundo as boas línguas os vereadores de BH têm direito a 40 cargos cada um na administração municipal. Mas nem só de baixo clero vive o nosso estado. O filho do prefeito e a irmã do prefeito são funcionários do Estado, contratados pelo governador. Seria isso o tal do nepotismo cruzado?

Escrevo sobre estes pobres diabos porque tive um encontro interessante no último mês. Um sujeito, do segundo escalão da PBH, ocupando cargo de apadrinhamento chegou até mim para conversar sobre o Movimento Fora Lacerda. Depois de muita lenga lenga: vocês tem que ser propositivos, vocês não reconhecem os avanços da PBH… veio a pérola: vocês deveriam mudar o nome do movimento, isto é política personalista e ultrapassada.

Depois de explicar ao sujeito que o nome do movimento foi uma forma de resumir a sentença: contra o governo neo-liberal, administração elitista, que persegue a população pobre, incentiva a verticalização, a especulação imobiliária, prioriza as parcerias público privadas e não dialoga com os movimentos sociais. Expliquei que tudo isso não era exclusividade do Márcio, outros políticos agem assim, mas ele personifica o aprofundamento dessas políticas em nossa cidade. Simples e didático.

Eu rezo para este sujeito! Rezo porque em nosso papo ele demonstrou uma característica clara da administração Lacerda: desconhece os inúmeros problemas da cidade. Definitivamente não tem a mínima ideia do que fazer para melhorar a vida por aqui.

Estes pobres diabos, empregados por apadrinhamento, nunca se envolveram realmente com a vida, com a cidade, lhes cabe apenas batalhar o pão de cada dia. Vamos rezar meus amigos! Contra a ignorância, a incompetência e a falta de ética, só o Pai Eterno pra nos salvar! Aleluia!

Marcio Lacerda por Delio Malheiros

outubro 1, 2012 by

Mestres do Viaduto – Dia 01 de Junho no Centro Cultural da UFMG

maio 24, 2012 by

Mestres do Viaduto

 

abril 30, 2012 by

BH vai parar

abril 14, 2012 by

Imagem

BH vai parar, assim cantavam junto à batida de palmas os rodoviários na Praça Sete. Vai parar? Que nada, já parou. Parou o respeito com o cidadão de bem, com o professor que não tem direito a um salário digno, com as motoristas e cobradoras de coletivo que não têm direito de ter banheiro feminino nos pontos finais e até com os estudantes que enfrentam uma burocracia desanimadora para ter direito ao meio passe no transporte. Quando foi que BH parou? Não, eu não sei exatamente, mas sei quem ajudou.

E olha, olha mesmo, a Praça da Estação também parou. As fontes que deveriam jorrar água sempre, não jorram mais, pararam. Às vezes elas até funcionam, mas isso é raro. Cadê a água? Eles estão com medo de virar praia. É, isso mesmo, praia! “Praia da Estação”, que tal? É o que propôs um grupo de pessoas inconformadas com o mau uso de um dos principais pontos turísticos da cidade e que foram pra lá, manifestar de bermuda e biquíni. A Praça da Estação, aquela que era estacionamento de muita gente importante e que gastaram milhões de reais para revitalizá-la com a mentira de que o local se tornaria um espaço cultural para a população belorizontina. Lá só o carnaval, o réveillon e grandes eventos de importantes empresas conseguem liberação da prefeitura.

BH vai parar! BH parou! E o trânsito apenas acompanhou…

http://blogdobaldi.blogspot.com.br/