Posts Tagged ‘Praia da Estação’

Praia de Nudismo

janeiro 11, 2014

Praia de Nudismo

Ninguém nasce com roupa
Todos nascemos pelados
Assim como ninguém nasce mau
Se torna mau quando ensinado

Ver um corpo despido
Altera tanto o seu estado?
Te faz perder os sentidos?
Trocar o certo pelo errado?

Ondé que tá o pecado?
Caralho, peito, vagina
Tudo isso é tão natural
E a natureza não é divina?

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A bola da vez:

julho 2, 2011

QUALQUER COINCIDÊNCIA É MERA SEMELHANÇA!! NÃO AO NEPOTISMO!!

Manifesto Macumba

março 18, 2011

Marcio Lacerda, prefeito da capital

Queremos lhe mostrar o carnaval.

Veja esta cidade feliz

Do jeito que você não quis.

 

Lacerda vamos lhe pedir em forma de reza

Um mantra, macumba pra ver se pega.

 

Lacerda seu desmiolado

Não deixe o parque fechado.

 

Lacerda seu incoerente

Libere a praça pra gente.

 

Lacerda seu mentiroso

Não derrube a mata do Cardoso.

 

Lacerda você nos une

Reforme o Chico Nunes.

 

Lacerda amigo dos empreiteiros

O centro precisa de banheiros.

 

Lacerda amigo do Aécio e do Pimentel

Nós vamos te internar no Pinel.

 

Lacerda isso não ta certo

Derruba o decreto!

 

Este texto foi lido em coro na porta da PBH no sábado de carnaval. A idéia inicial era lavar a escadaria, mas por algum motivo inexplicável nenhum caminhão pipa animou ir até lá. Lavamos a escadaria em gesto simbólico, mas nossas reivindicações são sérias.  Por tanto Sr. Lacerda, tome tento, mude de postura, não adianta tentar tampar o sol com a peneira, ou com publicidade enganosa.

 

Carta enviada a Prefeitura de Belo Horizonte, endereçada ao Sr. Prefeito Márcio Lacerda, datada de 17 agosto de 2010

agosto 18, 2010

Ao honradíssimo e reverendíssimo Senhor meu Márcio Lacerda.

Senhor ilustríssimo,

Primeiramente peço-lhe desculpas por tão longo inverno sem notícias. Por alguns dias imaginei que os meus serviços não fossem mais precisos. Enganei-me e hoje lhe reporto com urgência as últimas.

Depois da reunião do dia vinte e um de junho do corrente ano, quando o Senhor recebeu alguns banhistas na Prefeitura, novo fôlego foi dado ao movimento.

Atento as movimentações já lhe informo que eles se preparam para atacar o decreto publicado no Diário Oficial do Município dia cinco de maio, onde se regulamenta a utilização da Praça da Estação. Eles destacam esta parte: “a necessidade de prévia autorização para realização de manifestações à luz da legislação;” Por esta infeliz colocação, o decreto se torna inconstitucional por ferir o artigo Quinto da Constituição Federal. No discorrer do mesmo, a palavra “manifestação” é substituída por “evento”. Como já visto na reunião ocorrida na Prefeitura, não sabemos como diferenciar evento de manifestação. Assim como não é claro o que caracteriza um evento de interesse público, ou não.

Meu Ilustre Senhor, sinto que estamos caindo numa armadilha linguística e semântica, além de grande equivoco cívico. Insistir em cobrar pela utilização de espaço público aberto é chance maior de sermos taxados de fascista e autoritários. A Praça foi refeita para abrigar grande eventos e manifestações, se o Museu que ali está não consegue conviver com a Praça Viva, melhor mudá-lo de lugar. Aliás, aproveito para sugerir que aquele Prédio Público que hora abriga um acervo particular de amiga vossa, seja reintegrado a cidade em forma de um centro de apoio ao morador de rua. Há uma enorme carência de banheiros, locais de atendimento psicológico e encaminhamentos para empregos, para a população de rua.

Faço-lhe estas recomendações porque sei de uma nova movimentação. A Praia vai voltar! E agora com um número maior de pessoas, cidadãos que foram à abertura do FIT e encontraram a Praça cercada por tapumes. Entendo a sua precisão em contratar uma empresa particular para substituir a Guarda Municipal no controle do evento. Sei também que o aluguel de tapumes e banheiros pelos organizadores é uma iniciativa que impulsiona empresas particulares, já que a BELOTUR não dispõe de equipamentos para tal fim.

No entanto, Senhor Meu, é com humildade que lhe digo; pegou mal demais obrigar a todos a passarem por um corredor Polonês, para receber uma senha e adentrar a Praça. Seguranças de terno e gravata fazendo o papel de Guardas foi uma cena que chocou muitos Belorizontinos. Não lhe digo pelos gastos extras que a organização do evento e a Prefeitura tiveram, lhe digo isso, do fundo do meu coração, é porque sei que irão usar contra o Senhor os seus erros e de seus assessores. O Senhor está prestes a ser cobrado por erro que sei não ser só seu. E tenha certeza, antes da primavera uma nova onda vai tomar conta da Praça da Estação.

Rogo a Deus que lhe proteja e lhe dê tranquilidade para enfrentar estes baderneiros. Eles podem se reunir, podem encontrar novos e diferentes adeptos, mas sei que o Senhor pode mais! Alerte Viana Cabral! Chamem as tropas! Reúnam a Guarda Municipal e Militar! Se preciso for, mostre-os os rigores da lei! Pois de uma coisa estamos certos! Alguém tem que governar e colocar ordem nesta cidade, custe o que custar. Me despeço beijando vossa mão e rogando a Deus bênçãos e dádivas para o Senhor e todos os Seus.

Do Baixo Belô, no dia 17 de agosto do ano de 2010

O fiel observador de vossa senhoria.

Q.

Brasil: Multidões fazem Praia numa Cidade de Montanha

junho 5, 2010
Este post foi originalmente publicado no website GLOBAL VOICES em Inglês a 4 de Junho de 2010, com versão em Português adicionada a 5 de Junho de 2010.

Quando no final do ano passado, a prefeitura de Belo Horizonte publicou um decreto proibindo eventos de qualquer natureza numa das praças mais populares da cidade, certamente não esperava trazer “vida de praia” a uma cidade nas montanhas do interior brasileiro.

Belo Horizonte é a cidade capital do estado de Minas Gerais na região sudeste do Brasil. Longe da costa, rodeada de montanhas, a cidade tem uma vida cultural vibrante com espaço para todas as sub-culturas e contra-culturas co-existirem e se expressarem em várias ocasiões prazeirosas. Praça da Estação é um dos lugares mais populares proporcionando tais encontros.

Fotografia: João Perdigão

Foi aqui que a cidade nasceu literalmente, pois é aqui o local da velha estação central, que servia de “porto de entrada” para pessoas e materiais durante a construção de Belo Horizonte no final do século XIX. A ferrovia ainda é usada por quem chega das regiões oeste e norte da cidade, e possui uma linha até à cidade de Vitória, capital do estado vizinho Espírito Santo. O velho edifício da estação foi transformado no Museu de Artes e Ofícios trazendo turistas ao centro da cidade. A enorme praça em frente da estação foi renovada nos últimos anos e até possui duas convidativas fontes construídas ao nível do chão da praça para poderem ser desligadas quando de grandes aglomerações. Praça da Estação é também o ponto de partida da Bicicletada de Belo Horizonte, e o principal ponto do popular festival anual Arraial de Belô, assim como outros shows ao vivo e eventos variados que iluminam a vida social dos Belorizontinos. Ou era?

Em Dezembro último, num decreto publicado pelo Prefeito da cidade, a praça ficou condenada a se tornar num espaço vazio com base na necessidade de garantir a segurança pública, manter aglomerações no minimo e preservar o patrimonio público. Imediatamente, a decisão encontrou forte oposição dos cidadãos, para quem a praça é parte essencial da vida cultural da cidade e que, com seus impostos, contribuíram para a sua renovação. Blogueiros discutiram a nova lei, pondo a possibilidade de que o decreto seja um passo no caminho para a gentrificação, em preparação para os jogos olímpicos de 2014.

Um protesto chamado Vá de Branco tomou lugar a 7 de janeiro, juntando cerca de 50 pessoas que procuravam respostas:

Porque a Secretaria de Segurança Patrimonial não propôs um debate com a população sobre a depredação na Praça da Estação?
Porque os eventos foram proibidos na Praça da Estação e não na Praça do Papa?
Porque poucas pessoas entram no Museu de Artes e Ofícios que fica na Praça da Estação?
Qual é o maior espaço central para eventos gratuitos em Belo Horizonte? Quais foram as depredações dos últimos eventos?

Neste encontro ficou assente a necessidade de iniciar um movimento de raízes populares, não partidário e a favor de uma cultura local e gratuita. E das discussões que se seguiram, uma nova ideia nasceu: encontros na praça aos sabádos, com pic-nic, bebidas, bikini e calção, toalhas, chapéus, tambores e guitarras. Em resumo, fazer da praça uma praia na cidade. Uma ideia espalhada pelas redes sociais cibernáuticas e posta em prática por cidadãos locais.

Fotografia: Luiz Navarro

Desde então, a Praia da Estação tornou-se paragem obrigatória nos circuitos rotineiro de sábado dos perambulantes urbanos. Um protesto tranquilo, com humor e no entanto assertivo, um ato de desobediência civil que faz as delícias de vendedores de rua e bares à volta da praça. As fontes, que normalmente são ligadas às 11h e 17h em ponto, permanecem estranhamente fechadas aos sábados, mas os manifestantes ocasionalmente fazem uma coleta e pagam para que um camião-pipa venha dar umas mangueiradas na multidão.

Outras tentativas para agitar a Praia da Estação foram os Eventões, uma chamada à população para trazer “eventos de qualquer natureza” a uma praça onde supostamente estes foram proibidos. Os Eventões juntaram centenas de pessoas e causaram alguma tensão quando a polícia interveio para não deixar o povo instalar sistemas de som. O primeiro Eventão acabou com os “veraneantes” ocupando a estrada e bloqueando o trânsito, até chegar no também popular Viaduto, a apenas alguns quarteirões da praça, bem conhecido como o local do Duelo de MCs de Belo Horizonte todas as sextas à noite.

O blog aberto Praça Livre BH tornou-se mais do que um mero informativo de todos os acontecimentos na praia. O seu foco foi ampliado a temas de gentrificação, despejos e ocupações, oferecendo solidariedade a outros movimentos populares no Brasil, como o dos estudantes de Florianópolis, que lutam por transporte público grátis. E alguns dos veraneantes que protestam relaxadamente ao sábado, levam as coisas bem a sério durante a semana, participando em audiências públicas na Prefeitura. A primeira aconteceu a 24 de março e apesar da ausência de altos membros do poder local – como o Prefeito Márcio Lacerda, o presidente da fundação para a cultura local Taís Pimentel, o secretário de administração local Fernando Cabral, e o presidente da Belotur (companhia de turismo da cidade) Júlio Pires – os manifestantes puderam articular suas preocupações em relação aos usos dados a espaços públicos pagos com dinheiros públicos, à chefe do gabinete regional Ângela Maria Ferreira que representava os mencionados representantes de poder público local. Foram por ela assegurados que a situação era temporária.

Finalmente a 4 de maio, o decreto foi revogado. Mas com uma alteração. Eventos na praça estão agora sujeitos a uma taxa minima de R$9000, o que só permitirá eventos financiados pelo setor privado:

Tal medida materializada pelos decretos 13.960 e 13.961 e editada na ultima terça-feira 4 de maio,  pretende dar aos espaços públicos o mesmo tratamento dos “salões de festa”, pode?

E assim, parece agora que a praça irá receber a copa virtual patrocinada pela coca-cola. Barraquinhas de comes e bebes, banheiros quimicos, écrans gigantes, segurança e as inevitáveis bilhetes pagos tomarão conta da praça, e intensifica-se a discussão à volta dos usos a ela dados pela Prefeitura. Os cidadãos se perguntam agora se é este o futuro de seus espaços públicos: controlar quem tem acesso à praça e cobrar por isso.

Essas intervenções se definem por moldes dos velhos projetos característicos de todas as modernas cidades erguidas sob os pressupostos unitários do capitalismo: limpeza de aspecto fundamentalmente classista, projetos infra-estruturais de custos estratosféricos, restauração de pontos turísticos e outros.

Tais preocupações vão ao encontro dos debates atuais pelo mundo fora relativamente à função dos espaços urbanos. Em anticipação do próximo campeonato do mundo de futebol em 2014, que ocorrerá no Brasil, e os Jogos Olímpicos que terão lugar no Rio de Janeiro em 2016, os cidadãos começam agora a ver os primeiros sinais de uma política pública de gentrificação, importada do exterior como parte da tendência global do poder para aumentar o controle exercido sobre a população mundial. No Brasil, tais preocupações já se fazem sentir e são denunciadas em várias cidades, particularmente no Rio e São Paulo.

Invariavelmente, as olimpíadas dão início a uma blitzkrieg contra pobres e moradores de rua, criando um verdadeiro estado de exceção. Zonas da cidade são praticamente fechadas a quem não tiver ingresso, as ruas são socialmente higienizadas e a polícia passa a agir com truculência animalesca contra os não convidados para a festança de gringo que vamos montar.

Assim, apesar de não haver espaço na praça para a toalha de um amante de praia durante a próxima copa, o Movimento Praça Livre continua a luta para libertar os espaços públicos, e pergunta no seu blog, se o novo decreto cairá como aquele que veio revogar. A resposta assenta em ação popular e a pergunta passa a ser: até onde crescerá este movimento e quantos mais como ele surgirão no Brasil durante a próxima década.

Praia da Estação sábado dia 08/05/2010

maio 14, 2010


Como todos já sabem, a praia da estação é um sucesso.
No último sábado tivemos o prazer de receber os amigos da Marcha da Maconha, um grupo de ativistas globais que lutam pela legalização da maconha.
O evento tomou proporções inesperadas.
Confira foto do google maps durante o evento do último sábado, dia 08/05/2010.

Se prepare para o próximo sábado. Traga sua cadeira de praia, a canga, a boia, e muita energia positiva.

Márcio Lacerda!
Até o GOOGLE diz que A PRAÇA É NOSSA!

Bicicletada de Praia!!!

março 19, 2010

Salve rapaziada! A Bicicletada engrossa o caldo da praia mais uma vez! Este sábado tem mais uma Bicicletada de Praia na Praça da Estação às 10hs da manhã!

Esta será um evento “extra”, lembrando que a Bicicletada é uma reunião de bicicleteiros, ciclistas e usuários de outros transportes não-poluentes que acontece no mundo inteiro sempre às últimas sextas-feiras do mês. Em BH nos reunimos na Praça da Estação, com concentração às 19hs e saída às 20hs. O percurso é tranquilo e pode ser acompanhado por iniciantes. A idéia é propor alternativas ao transporte motorizado e exigir espaços de convivência mais humanos! Esse mês a Bicicletada acontece dia 26!

Vídeo Protesto Praia da Estação dia 3

fevereiro 5, 2010

veja mais no youtube

corpos políticos

fevereiro 4, 2010

Corpos políticos são aqueles capazes de se expor. Aqueles feitos de movimento, carregados de transitoriedade, abertos ao conflito. É preciso deixar que o dissenso se pronuncie nesta cidade de linhas retas. É preciso aprender a ser impreciso em Belo Horizonte, com o perdão da visita ao trocadilho do poeta. Em nossa cidade, não se pode navegar. Tudo é cada vez mais preciso. É difícil reconhecer esse horizonte que vem sendo imposto na cidade que era nossa. Mas será que ela foi nossa? Há ainda praças em Belo Horizonte? Se não há mais, se nunca houve, como serão/foram feitos os encontros de idéias diferentes? Para aonde eles vão/foram? Belo Horizonte é, então, uma cidade em que as ruas são vias de acesso aos shoppings? Esses, também são sempre iguais e feitos das mesmas idéias: a abundância, a oferta, a falta de procura, as raridades dos encontros, o mesmo. Já as praias sempre têm essa vocação ineliminável de serem democráticas, a despeito do que se insiste em fazer delas. E nossa praia é feita de corpos. É feita de um mar de pluralidades. É feita de política. Uma praia é sempre uma praça, um espaço aberto convidando às manifestações de quaisquer naturezas. Nossa praia não se importa com nomes próprios, não precisa de nomes. É feita de gente. De alegrias e sons, de forças que descobriram a cidade. Ocupamos, finalmente, a cidade. Nossa praia é maior (e cada vez maior) que essa cidade militarizada e panóptica que fizeram de Belo Horizonte. Essa cidade feita de grades, de câmeras, de cercas incontáveis que insistem em privatizar os espaços públicos –, nela a praça seria só um cenário? Os parques seriam só para quem tem carro (afinal, em Belo Horizonte, não se pode andar de bicicleta nos parques, que não contam com bicicletários)? Querem a praça vazia? O espaço público, sem o coletivo? O parque cercado? A rua vazia? Querem sim, mas os corpos não deixam. Não deixam! Pois esses são corpos políticos. São feitos de movimento, é impossível controlá-los. Eles dobram a vida, multiplicam-se.

A cobertura da Mídia Corporativa sobre as Praias da Estação

janeiro 25, 2010

Alguns posts que saíram na Mídia Corporativa:

Jornal Hoje em Dia

Uai

Globo

“Não curte a mídia? Seja a mídia!”