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Praia de Nudismo

janeiro 11, 2014

Praia de Nudismo

Ninguém nasce com roupa
Todos nascemos pelados
Assim como ninguém nasce mau
Se torna mau quando ensinado

Ver um corpo despido
Altera tanto o seu estado?
Te faz perder os sentidos?
Trocar o certo pelo errado?

Ondé que tá o pecado?
Caralho, peito, vagina
Tudo isso é tão natural
E a natureza não é divina?

Qual é PSTU?

dezembro 21, 2011

Desde 2010 ajuventude de BH começou a se mobilizar com mais intensidade. Em 2011 o Movimento Fora Lacerda e o Grupo Anonymous deram o tom das manifestações nas ruas de BH! Um levante que acontece em todo mundo, lutando por melhores condições de vida, dignidade e justiça para todos. Lutamos contra o sistema Neo-liberal corrupto e elitista que governa em prol de grandes empresas e empresários.

Os motivos da luta são antigos, nova é a forma de organizar, mas não para todos. Os partidos políticos ainda não entenderam esta nova fase, não entenderam o que é um movimento sem lideres e sem rosto, não entendem o que é uma organização horizontal e rizomática. Caso soubessem já teriam optado por esta forma de organização para as bases partidárias. Mas não, continuam impondo hierarquias e modus operanti do século passado, acreditando que militante é o início da massa de manobra.

Mas nem todos agem assim, alguns militantes de diversos partidos de esquerda – PSOL, PSTU, PCB, PCR – aderiram aos movimentos. Isso é muito importante para a democracia, trocar idéias, aprender uns com os outros, compartilhar posturas e construir juntos. A maioria entendeu isso e participa dos movimentos com discrição e respeito.

Mas não é o caso do PSTU, aliás, é preciso separar: não é o caso da direção local do PSTU. É preciso respeitar o cidadão, o militante partidário, que está na luta e acredita na proximidade com estes novos movimentos. O problema da direção local do PSTU é acreditar que as manifestações de rua são o momento para o partido se mostrar. É acreditar que ao levar bandeiras para os movimentos estarão mostrando sua solidariedade. Infelizmente isso não é a verdade.

Quando o PSTU chega com suas bandeiras, sempre em maior número que os demais partidos e que o próprio movimento, está aparelhando a manifestação. Está dizendo para a população: olha nos fazemos parte disso. E não é verdade. Quem faz parte disso são alguns militantes do PSTU, o partido em si não ajuda em nada os movimentos que estão se articulando.

Assim PSTU vocês estão conseguindo ser antipatizados por todas as organizações. Jovens, sedentos por participação política se vem impotentes e desmoralizados por uma atitude ignorante e velha, ultrapassada.

E demais a mais, vai um desafio. Façam uma grande marcha de contestação a administração municipal. Mobilize suas bases, construam alguma coisa ao invés de querer se aproveitar das construções alheias. Na hora de fazer a janta ninguém aparece,  mas na hora de servi o prato são os primeiros da fila. É triste ver uma parte da esquerda desnorteada e sem saber como convencer os jovens de suas posturas, principalmente quando não conseguem nem mesmo criar um diálogo com os movimentos.

Se não conseguem se aproximar de forma digna e construir um movimento juntos, com diálogo, como podem escrever uma carta assinando em nome de um movimento do qual o partido nem faz parte? Que brincadeira é esta de conclamar uma união dos partidos de esquerda, usando um movimento?

Esperamos que estejamos juntos em todas as manifestações, venham de coração aberto e se possível ajudem a construir, antes de querer aparecer.

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz! Coragem, coragem, eu sei que você pode mais!

junho 21, 2011

Click e ouça a trilha. 

O histórico do povo Brasileiro nas ruas é logo e muito importante, apesar de escondido pela mídia. Existe uma vontade de mostrar um povo bom e pacífico, ordeiro e acomodado. Ah, o Brasileiro prefere uma cerveja a lutar por seus direitos. Mentira!

Esquecem dos estudantes que lutaram contra a ditadura, da eterna luta dos professores, que já foram recebidos por jatos d’água no centro de Belo Horizonte, a mando do então Governador Tancredo Neves, na década de 80. Esquecem da Greve dos Pedreiros de 1979, quando em dois dias Belo Horizonte parou com a revolta dos trabalhadores que pediam; segurança e melhores condições de trabalho. Esquecem a luta pelas Diretas Já, menos beligerante, mas fundamental para o fim do Regime Militar e ainda o Impeachment Collor. Aqui é preciso lembrar que o movimento estudantil, que ficou conhecido como “caras pintadas”, só foi televisionado depois de quatro meses de constantes manifestações, quando Sinhá Mídia percebeu que não dava mais para esconder a onda de manifestações que ocorria em todo o Brasil.

Os tempos mudaram, um operário virou Presidente, as manifestações ficaram mais brandas, os movimentos Sindicais acomodados, os Grêmios Estudantis também foram aparelhados por diversos partidos. Durante a primeira década do novo século apenas os movimentos sociais apartidários mantiveram combativos. Todo Primeiro de Maio há uma grande marcha de trabalhadores em todo o País, que não sai na mídia. Este ano, por exemplo, eram quase duas mil pessoas acampadas na porta da Assembléia Legislativa de Minas, durante três dias e não saiu nada nos Jornais.

Aliás, parece que os jornalistas aceitaram de vez o cabresto dos patrões. Hoje temosem Minas Geraisa luta dos Professores Estaduais, dos Policiais, Militares, Civis e Bombeiros e nada disso sai nas mídias. E ainda, a luta dos assentamentos em risco de despejo, dos Barraqueiros do Mineirão, dos Artesãos e Moradores de rua. Como também não saiu quase nada sobre a Manifestação pela Liberdade de Expressão que aconteceu dia 18 de junho no centro de BH.

A Marcha surgiu da proibição da Marcha da Maconha, reprimida com violência em várias capitais, mas não defendia apenas a liberação da Cannabis, lutava pelo direito de livre expressão, coisa que muita gente não entendeu. E havia outra Marcha, no mesmo dia e que se encontraram na Praça da Estação. A Marcha das Vagabundas ou SlutWalk é um protesto que surgiu no Canadá depois que um Policial afirmou em uma palestra que as mulheres incentivavam o estupro com suas roupas.

Homens e mulheres, de todas as idades e classes sociais, da zona sul aos moradores de rua, do Movimento pelo direito das Mulheres ao Comitê Popular dos Atingidos Pela Copa 2014, uma diversidade de gritos ecoando juntos. E com tantos desejos diferentes havia algo em comum, a luta pela Liberdade! Contra um estado opressor e elitista que governa de acordo com multinacionais e interesses econômicos. Mas nem todo mundo percebeu a beleza dessa diversidade e não entenderam que lutamos juntos.

O que aconteceu em frente a Prefeitura de BH foi triste, lamentável e mostra o perigo de termos um prefeito que vê a cidade como uma empresa e trata os cidadão como público alvo. No caso, alvo das cacetadas e spray de pimenta da guarda municipal. Uma guarda despreparada e truculenta, arrogante e prepotente, igual a seu comandante maior, o prefeito. Pois na porta da prefeitura, quando manifestantes mais combativos ameaçavam invadir a escadaria, – nunca entendi porque limitam a manifestação ao passeio, toda vez é a mesmo coisa – quatro guardas se sentiram ameaçados e sacaram seus cassetetes sobre os manifestantes. Logo o confronto ampliou e o que era uma “briga” entre dois sujeitos de lado opostos, virou um tumulto generalizado. Outros guardas se juntaram ao mais valente lacerdista e com sprays em punho miravam os olhos dos manifestantes. O que se viu em seguida é algo grotesco. Os guardas não tentavam manter a ordem, tentavam agredir os manifestantes, tomaram a questão como pessoal. Neste vídeo é possível ver o que rolou. Depois de muito spray, até contra eles mesmos, pois o despreparo é tanto que acertaram o próprio colega de farda, a PMMG interveio e separou. Pasmem! A Polícia Militar foi obrigada a proteger os cidadãos da agressividade da guarda municipal!

E aqui rendo uma homenagem aos comandantes militares que acompanharam a manifestação. Graças a eles menos gente apanhou! E ao final a PM ainda fez mais bonito, se retirou e deixou a rua fechada para o povo! E isso foi outra demonstração de civilidade, para quem precisa aprender a manifestar na rua.

Ocorreu o seguinte, a manifestação saiu da porta da prefeitura, alguns “lideres de Facebook” puxaram a Marcha e deixaram vários manifestantes para trás, abandonados a própria sorte. Outros, percebendo a falta de companheirismo, voltaram e se juntaram aos sujeitos que lavavam o rosto e olhos de spray. Juntamente com os PMs que os protegiam da sanha da guarda municipal se reintegraram a manifestação.

A Avenida João Pinheiro, que já foi Avenida da Liberdade, foi tomada e a manifestação chegou até o Palácio. Interditaram a faixa de trânsito sentido centro/savassi, ali continuamos a manifestar e a gritar palavras de ordem. A PM, fazendo o seu papel, exigia a liberação de uma pista. Alguns manifestantes concordaram, não achavam correto fechar o trânsito e tentavam convencer os demais, alguns já incorporados como porta vozes do movimento.

A PM sugeriu duas opções: ficar por ali mais 15 minutos e depois irmos para a Praça da Liberdade ou ficar o tempo que quiséssemos e liberar uma faixa imediatamente. Os porta vozes iam e vinham com as propostas, o povo assentou no chão e quando perguntados sobre quanto tempo ficariam, um coro ressoou: até a Copa! até a Copa! até a Copa! Os porta vozes se indignaram: como assim, levem a sério, o Choque vem ai, não podemos fechar o trânsito totalmente! Pense nas pessoas que precisam passar de carro aqui.

Insatisfeitos com os manifestantes que não arredavam a bunda do chão, um a um, os porta vozes foram se retirando. A “liderança de Facebook” recolheu seu megafone e foi embora. Com a bola do jogo – megafone – debaixo do braço saíram da contenda, fizeram certo, aquilo não era para eles. Aquela manifestação era para gente de fibra e coragem. Era coisa de mulher que sofre preconceito todo dia, de negro que não aceita mais ser discriminado, de morador de rua que tem seus pertences roubados pela prefeitura, de barraqueiros do entorno do Mineirão que perderam sua fonte de renda, de cidadão indignado que não admitem que o governo esconda suas contas e da população pobre que está sendo expulsa da cidade em prol de grandes empreendimentos. Aquela não era uma luta por uma bolinha, é uma luta contra uma bolada! Uma bolada de desrespeitos que sofremos todos os dias, que às vezes nem percebemos e que vai aos poucos nos aprisionando.

Depois que os sujeitos donos da bola, que acreditavam serem também os donos da manifestação, se retiraram, a coisa mudou. Um cidadão, gente fina, disponibilizou um novo megafone e quem quis pode se expressar. Dos mais de 800 manifestantes, restaram aproximadamente 200, das cinco viaturas da PM, apenas uma. O trânsito foi desviado no quarteirão de baixo e não houve o dito confronto. Com megafone em punho, as minorias presentes se manifestaram por mais de uma hora, prazo maior que o prometido; pelos diretos das mulheres, dos negros, dos professores, dos moradores de rua, das famílias ameaçadas de despejo, contra os abusos de toda a ordem para a realização da Copa. A diversidade de falas, de cores, de bandeiras, de gente, mostra um povo que está amadurecendo, que luta junto, que entende o outro, que respeita e está se juntando. Ao final, todos deram as mãos e fizeram uma grande ciranda que tomou as faixas nos dois sentidos em frente ao Palácio e de longe uma viatura da PM assistia, tranquilamente. Desconfio que muitos deles, que estão em luta salarial e por melhores condições de trabalho, também queriam dar as mãos naquela ciranda da diversidade!

A cada cidadão que participou daquele momento a minha saudação e certeza: começamos bem e vamos contaminar! Este vídeo ficou muito bonito!

Belo Horizonte cria Parceria Público Privada na educação

maio 9, 2011

É isso mesmo. Marcio Lacerda, depois de reduzir a verba para educação e aumentando na publicidade (só assim mesmo para convencer a população de que ele não é mau gestor, mas ele é sim!), eis que agora a Prefeitura de Belo Horizonte vai criar parcerias público-privadas para a educação da cidade!

Leiam a notícia abaixo:

Belo Horizonte cria Parceria Público Privada na educação

 A iniciativa privada será responsável pela construção e gestão dos serviços não pedagógicos de 37 novas escolas, relata o Valor

A prefeitura de Belo Horizonte assinou um convênio para criar a primeira Parceria Público Privada (PPP) na educação. Segundo o jornal Valor Econômico, a previsão é de um investimento de R$ 200 milhões.

O projeto prevê a construção de 37 escolas, sendo 32 de ensino infantil e as outras de fundamental. A iniciativa privada será responsável pela construção e gestão dos serviços não pedagógicos, como limpeza, segurança e compra de materiais, por exemplo.

As novas escolas atenderão 20 mil alunos. Belo Horizonte tem hoje 54 escolas infantis e 186 de ensino fundamental.

O secretário de Desenvolvimento, Marcello Faulhaber, disse à repórter Beth Koike que o “consórcio vencedor terá um contrato longo, entre 30 e 35 anos, para administrar as escolas”. Segundo ele, este é “o tempo para pagar e remunerar o investimento, que será totalmente feito pela iniciativa privada”.

O responsável pelo estudo de viabilidade econômica, técnica e jurídica do projeto é o International Finance Corporation (IFC), órgão do Banco Mundial para o setor privado. O diretor do IFC, Mauricio Portugal Ribeiro, acredita que “com uma empresa administrando os serviços de suporte, o diretor da escola terá mais tempo para cuidar de questões pedagógicas”.

O jornal informa que o consórcio deve ser contratado até o final deste ano e as obras das escolas comecem nos primeiros meses de 2012.

 A PPP na área educacional é firmada oito meses após a criação de uma Parceria Público Privada na área da saúde, para a reforma de 80 dos 147 postos de saúde da capital mineira.

Mais uma vez gritamos: NÃO A MÁRCIO LAMERDA!

Desperta, desperta: a Mata do Planalto, em Belo Horizonte, pede socorro!

fevereiro 8, 2011

Estamos prestes a testemunhar mais um ato de total irresponsabilidade e desrespeito com a natureza. Trata-se da derrubada da Mata do Planalto, no bairro Planalto, uma das últimas reservas ambientais de Belo Horizonte, MG, com aproximadamente 300.000 metros quadrados e que é considerada o pulmão verde da região norte da capital.

A Mata do Planalto acolhe mais de 60 espécies de aves, possui árvores nativas raras como, por exemplo, o Ipê Amarelo e a Copaíba, que está ameaçada de extinção, além de abrigar uma grande variedade de répteis e anfíbios. Conta também com mais de vinte nascentes, que por sua vez originam o córrego Bacuraus, afluente do Ribeirão Isidoro, que deságua no Rio das Velhas, principal afluente do Rio São Francisco. A Mata do Planalto, em conjunto com a Lagoa do Nado e da Pampulha, é de vital importância para o equilíbrio da biodiversidade da região.

Diante de tão grande valor que essa mata representa para a sobrevivência de inúmeras espécies, não podemos nos calar frente a um iminente crime ambiental: a derrubada da mata por uma construtora paulista – Construtora Rossi – que pretende erguer no local um condomínio com dezesseis edifícios de quinze andares cada um – 780 apartamentos de luxo -, que irá gerar impactos ambientais irreversíveis que afetarão as gerações atuais e futuras.

A compactação do solo fará com que as nascentes deixem de existir. O excesso de concreto despejado na mata contribuirá para a elevação da temperatura ambiente. As enchentes nas redondezas irão aumentar drasticamente, uma vez que um lado da mata fica situado em um vale para onde, em dias de chuva, as águas das regiões mais altas escoam e logo são absorvidas pela terra. Vale lembrar também que existe uma linda lagoa no interior da mata. Ou seja, a Mata do Planalto é um verdadeiro oásis no meio da capital mineira que sofreu um rápido e desenfreado processo de urbanização.

Sendo assim, estamos mobilizados e não assistiremos de camarote a mais uma demonstração de total desrespeito à natureza, movida pela cobiça e irresponsabilidade de grupos empresariais, alimentada pela negligência das autoridades, fortalecida pela indiferença de grande parte da população e respaldada pela insensibilidade do poder judiciário, que despreza o clamor da natureza e rejeita a voz daqueles que dão a vida pela causa ambiental.

Por fim, deixamos um último apelo em nome de todas as espécies da fauna e da flora que deixarão de existir e também em nome das gerações futuras que, certamente, colherão o fruto das nossas decisões. Convocamos a toda sociedade para, juntos, nos engajarmos nesta causa digna de nossa atenção, que é a preservação da Mata do Planalto. O que está em jogo é um futuro melhor para todos. Unidos podemos virar esse jogo e, assim, iremos conquistar uma grande vitória!

Reivindicamos que o prefeito Márcio Lacerda e o COMAM não conceda licenciamento ambiental para o massacre da Mata do Planalto, que deve ser preservada na sua integralidade.

ACPAD Associação Comunitária do Planalto e Adjacências

AMACOR Associação dos Moradores e amigos do Coração Eucarístico

ANDEMAS – Associação Nacional de Defesa do Meio Ambiente Sustentável

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.”(Tiago 4:17)

Conheça mais sobre a Mata do Planalto, acesse os endereços eletrônicos abaixo e junte-se a nós:

www.matadoplanalto.blogspot.com – http://twitter.com/matadoplanalto

www.salvematadoplanalto.nafoto.net – www.google.com (digite Mata do Planalto)
Contatos: Iury Valente (31) 8797-2971 / ligerim1@yahoo.com.br – Magali (31) 9671-6406 / (31) 3495-1271 – ACPAD (31) 3055-3084 / (31) 8857-9949 – Frei Gilvander: (31) 9296 3040.

 

Anastasia e o chavismo que no dos outros (quer dizer, no dos mineiros) é refresco

dezembro 18, 2010

Procê ver como a imprensa brasileira é uma coisa especial. Hugo Chavez e Antônio Anastasia tomam a mesma medida: decidem pular o legislativo e fazer as leis eles mesmos.

Segundo a imprensa brasileira, na Venezuela isso é terrível,  atentado à democracia, digno de repúdio na capa dos jornais.

Já em Minas? TOTALMENTE NORMAL E ACEITÁVEL! Bonito, até! Vale uma notinha de rodapé e olhe lá!

Essa é a imprensa brasileira, turminha. Minas Gerais caminha para ganhar o título de Novo Pará: Terra sem lei onde os que tem grana e poder fazem o que querem, enquanto a imprensa só se movimenta pra bater em pobre.

Articulação final (7/11) – Curso de manejo de SEMENTES CRIOULAS em BH – 4 e 5/12/10

novembro 5, 2010

Foto: Roger Smith sob licença Creative Commons

É com muita saúde e liberdade que escrevemos essa convocação. Ela é referente ao curso de manejo de sementes crioulas e temáticas envolvidas, que irá acontecer nos dias 4 e 5 de dezembro, em Belo Horizonte/MG.

Nas andanças pelo mundo se monta um quebra-cabeça;

Essa convocação se faz devido a visita de dois membros de um instituto de preservação de sementes orgânicas crioulas localizado na França (http://www.kokopelli-seed-foundation.com/), que virão para o Brasil em dezembro compartilhar os conhecimentos que têm e suas experiências de sucesso no manejo, plantio, cultivo e conservação de sementes crioulas. O casal estará presente, nos dias 4 e 5 de dezembro, em Belo Horizonte/MG, para a realização do mesmo. Dentre as temáticas que eles sugerem abordar no curso, estão: definição de variedades; de variedades que crescem naturalmente até uma seleção mais ou menos restritiva, passando por sementes híbridas, clones e transgênicos; como fazer uma seleção sem alterar as variedades? como produzir sementes? a vida do solo: a chave para qualquer tipo de vida na terra; dentre outras.

Esse encontro está sendo planejado desde o fim de julho, começo de agosto, resultado do intercâmbio de conhecimentos realizado em encontros envolvendo a temática. Desde então, uma lista de discussão foi criada, e grupos e indivíduos tem se engajado, em BH e em outras cidades, para realizarem essa atividade.

Em BH, a certeza é sobre a data do curso: 4 e 5 de dezembro de 2010, datas em que o casal estará presencialmente em Belo Horizonte, para que possamos partilhar o que sabemos a respeito das sementes crioulas.

No entanto, outra série de questões precisam ser discutidas e, pensando numa forma horizontal, não-hierárquica e autogerida dos processos de educação, cultura e socialização, essa convocação tem como objetivo primordial a DIVULGAÇÃO DE UMA REUNIÃO PARA ARTICULARMOS O CURSO.

ESSA REUNIÃO ACONTECERÁ NA CASA SOMÁTICA, NO DIA 7 DE NOVEMBRO, ÀS 17:00 HORAS, EM BELO HORIZONTE, SEGUE O ENDEREÇO:

RUA ELZA, 220, SUZANA, BH/MG.
CEP 31260-530

(ONIBUS 5031 OU METRÔ DA ESTAÇÃO SÃO GABRIEL, PROXIMO DO VIADUTO DO ANEL ROD. SOBRE A AV. CRISTIANO MACHADO)

Algumas questões a algum tempo já estão sendo discutidas e segue um panorama sobre o que já foi pensado, que, é claro, serão o norte da discussão que acontecerá no domingo.

Para o curso:

– Escolher locais:

A localização do curso é temática abordada. A necessidade de locais para a realização do curso em BH se faz necessária pois o casal estará presencialmente na cidade, e considerando o caráter (in)felizmente “centralizador” urbano, a proposta é que grupos interessados se articulem para enviar representantes e participarem do curso. Como o casal ainda passará por outras cidades e a possibilidade de se deslocarem além dos locais do curso é mínima, fica o critério inicial de que serão necessários locais, preferencialmente em BH, para que o curso aconteça. A casa somática (www.casasomatica.tk ) é um espaço autogerido onde existem indivíduos interessados na temática e espaço para alguma articulação (Um dos responsáveis por ajudar na articulação do curso a nível França-Brasil, visitou o local e acredita na possibilidade que o encontro aconteça lá). Logo, a reunião será convocada para lá, mas nada impede que outros locais se ofereçam para sediarem 1, 2 ou mais dias do curso, observando, obviamente, a demanda apresentada. Outra idéia que pensamos em articular é um momento que ocorra na Universidade Federal de Minas Gerais, com o objetivo de dar visibilidade à temática, ao trabalho dos grupos presentes e despertar para a necessidade de diálogo de saberes.

– Escolher sementes a receber:

Quem semeia colhe, então, foram-nos ofertadas várias sementes crioulas do Instituto kokopelli. A principal pergunta a ser feita é QUAIS SERÃO? Pois o Instituto possui um catálogo com uma diversidade enorme de sementes, e precisamos pensar o que será solicitado. Existe um catálogo/manual impresso disponível para consulta na biblioteca da casa somática, o que deverá ajudar a nossa escolha.

– Definir critérios de participação/seleção/inscrição dentro das limitações de espaço e público:

A idéia é grande, mas o espaço pode ser pequeno. Então, o que temos tentado pensar é quem e como será definida a participação de cada umx no curso, possibilitando que os grupos e indivíduos interessados se manifestem, a fim de que possam ensinar, aprender e socializar esses conhecimentos, gerando uma rede interessada e engajada na temática. A limitação de coro inicial está entre 40 participantes, critério esse sugerido pelo casal que virá.

– Definir outras atividades para acontecer:

“Ninguém sabe nada”, e é por isso que temos pensado que também podemos mostrar aquilo que conhecemos. Existe a possibilidade que o casal chegue cerca de 5 a 7 dias antes do acontecimento do curso (4 e 5/12), o que nos daria fim de novembro e início de dezembro para pensarmos atividades acerca da temática das sementes crioulas, agricultura orgânica, alimentação orgânica, biodiversidade, meio ambiente, ecologia, permacultura… que estejamos dispostos a desenvolver. Pensando nisso, também é possível que aumentemos o número de participantes (pois outras coisas podem ter um coro maior). Alguém se candidata?

Para a divulgação:

– Fazer a divulgação e entrar em contato com os possíveis indivíduos, movimentos e grupos interessadxs:

A convocação que está sendo feita agora é uma delas. Ajude-nos a espalhar essa notícia, pois a preservação da riqueza da biodiversidade pode ser de interesse de muita gente. Na reunião, serão decididas outras medidas possíveis/cabíveis para a divulgação do evento.

– Alojamento, higiene e alimentação:

Precisamos definir e criar condições para hospedagem de visitantes em BH. A casa somática está disponível como um espaço para que isso aconteça, mas, provavelmente, ela não dará conta de toda a demanda, logo, precisamos de alojamentos voluntários.

Higiene diz respeito a como autogerirmos o processo de limpeza e manutenção dos espaços que utilizarmos. Para assumirmos nossas responsabilidades e não terceirizarmos nada do que diz respeito ao impacto que geramos no local onde estamos.

Alimentação é fundamental. Logo, pensemos como oferecer alimentação para a quantidade de pessoas que participarão, os possíveis custos que isso vai gerar. Na casa somática a alimentação é vegetariana (temos um contrato informal com um sacolão onde recebemos algum excedente, sem custos, para nos alimentarmos) e tem fogão a lenha, o que eliminaria alguns custos, e a horta orgânica deve fornecer alguma coisa até lá. Mas, em compensação, precisamos de pratos, copos, panelas e outros, além de sabermos que cozinhar dá trabalho e se tod@s vão comer, tod@s podem se envolver no processo.

– Recursos materiais:

Ver os possíveis recursos materiais que serão necessários.

– Financeiro:
Se o conhecimento não pode ser quantificado em cifrões, precisamos encontrar meios de subsidiar os eventuais custos gerados, lembrando que a impossibilidade financeira não deverá ser fator limitante do acesso de nenhum individuo ao curso.

Essas e outras questões serão discutidas, reitero, na casa somática (www.casasomatica.tk )

NO DIA 7 DE NOVEMBRO, ÀS 17:00 HORAS, EM BELO HORIZONTE, SEGUE O ENDEREÇO:

RUA ELZA, 220, SUZANA, BH/MG.
CEP 31260-530

(ONIBUS 5031 OU METRÔ DA ESTAÇÃO SÃO GABRIEL, PROXIMO DO VIADUTO DO ANEL ROD. SOBRE A AV. CRISTIANO MACHADO)

Que possamos realizar um ótimo evento, junt@s, catalizando o potencial de tod@s @s seres e coisas.

Paz!

Atenciosamente;
Grupo das Minas.