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Torres Gêmeas: breviário de decomposição

setembro 9, 2011

Alguém aqui se lembra? Se você não ficar ligado, perde o bonde! E depois fica aí pensando que é tudo fruto de “coincidências”, “macabrezas” ou “modos administrativos”. Quem aqui paga pra ver a limpa geral que será feita em todos os arredores das Torres Gêmeas? Alguém tem expectativa de existir aquele tradicional e histórico campo de futebol do Santa Tereza até 2014? Ninguém estranha o fato de que, durante toda a espera dessa porra de leilão até os dias de hoje, foi mantida a vigilância do Choque, aqueles troncudos de merda, espalhada por toda a região do bairro Santa Tereza, Floresta e Santa Efigênia? Esperem e verão! Aguardem o verão! No ano que vem, nem favelinha, nem Torres Gêmeas, nem campinho de futebol! A Copa está aí… fazendo higiene de porco e enchendo de moedas as panças de leitões.

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Torre ‘gêmea’ será hotel para a Copa do Mundo

postado em: http://www.hojeemdia.com.br/minas/torre-gemea-sera-hotel-para-a-copa-do-mundo-1.335867

Imóvel que estava ocupado desde 1996 e pegou fogo em setembro passa por obras de adaptação até 2014

Celso Martins – Do Hoje em Dia – 3/09/2011 – 09:37

Prédio de 17 andares chegou a servir de moradia para sem teto

Um dos prédios abandonados conhecidos como  “Torres Gêmeas”, no Bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte, está em obras e vai ser transformado em hotel. O empreendimento será usado para a Copa de 2014. O edifício foi vendido por R$ 2,6 milhões em um leilão realizado pela Justiça, no dia 12 de junho deste ano.

O dinheiro da compra será destinado ao pagamento de dívidas da empreiteira que iniciou e abandonou a obra, sendo que as trabalhistas serão as primeiras. Segundo a assessoria de Imprensa do Fórum Lafayette, o leilão chegou a ser realizado duas vezes sem que houvesse interessados e foi cancelado uma vez, por falta de condições para sua realização. O juiz temia agressão entre os representantes dos proprietários e invasores que ocupavam o imóvel. A outra torre continua ocupada por pessoas sem teto.

Uma fonte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que algumas casas da região serão desapropriadas para a realização de obras para melhorar o acesso ao hotel. A intenção dos proprietários do empreendimento leiloado, João Pereira Evangelista e João Batista Noronha, é comprar a torre que ainda está invadida, segundo a mesma fonte da PBH.

A torre que será transformada em hotel pegou fogo no dia 14 de setembro do ano passado. A Defesa Civil Municipal determinou a interdição do prédio depois que o Corpo de Bombeiros emitiu relatório alertando para o risco de novo incêndio no local.

Os proprietários criaram uma associação, que é presidida pela dentista Andréa Lopes Mangnani, de 50 anos. Em 1991 ela investiu cerca de R$ 36 mil para comprar um dos apartamentos do edifício, que fica no número 50 da Rua Clorita. Uma das primeiras providências da associação será contratar um advogado para garantir que o dinheiro da venda do outro prédio seja usado para indenizar os proprietários lesados com a paralisação das obras.

A associação já tem nos seus quadros 20 proprietários, mas outros 50 já estão sendo contactados por Andréa Lopes para dar força à entidade. Em reuniões, eles decidiram destituir o atual advogado, Márcio José Ribeiro da Silva. Os proprietários alegam que ele não os habilitou no processo de venda, e agora o dinheiro do leilão pode ser usado para pagar as dívidas trabalhistas, dos órgãos públicos e de fornecedores.

O Sant Martin, como seria chamado, seria o primeiro condomínio fechado de Belo Horizonte. Construído numa área de 5 mil metros quadrados, com duas torres de 17 andares cada, foi projetado para ter duas piscinas, quadras de peteca, pista de caminhada e quiosques equipados com churrasqueiras.

Com a crise financeira da Jet Empreendimentos, as duas torres foram invadidas em 1996.

Por causa do incêndio em uma das torres, no dia 20 de setembro do ano passado, as famílias que a ocupavam foram retiradas a pedido da Defesa Civil Municipal.

“O leilão só foi marcado por causa da desocupação”, lembrou Andréa Lopes. Segundo ela, as chamas não danificaram a estrutura do prédio, o que ajudou a valorizar ainda mais o empreendimento. Ela ainda tem esperança de ter parte do dinheiro investido no sonho da casa própria de volta.

As “Torres Gêmeas” ficam em frente ao Shopping Boulevard Arrudas. A intenção do grupo que está construindo o hotel é instalar uma passarela ligando ao centro de compras, evitando que os hospedes passem pela Avenida dos Andradas. O projeto depende da aprovação da PBH. O shopping estaria interessado em investir na construção da passarela, mas o custo da obra não foi informado.

Torres Gêmeas: já tinha cara de desalojo…

setembro 26, 2010
Postado em http://ocupacaodandara.blogspot.com/2010/09/torres-gemeas-o-povo-esta-na-rua.html

Governo do Estado e Prefeitura impedem famílias das Torres Gêmeas (prédio nº 100) de voltarem para suas casas e não oferecem nenhuma alternativa digna. Enquanto isso, crianças, adultos e idosos ficam ao relento.


Desde a última segunda-feira, dia 20 de setembro, cerca de 80 famílias que moram no prédio nº 100 da ocupação vertical mais antiga de Belo Horizonte estão impedidas pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros de retornarem para seus apartamentos. A PM, comandada pelo Governador Antônio Anastasia, cercou ostensivamente o prédio em que ocorreu o incêndio e mantém guarda com armas de grosso calibre, cães, bombas etc. O Corpo de Bombeiros, por sua vez, nega-se a apresentar o resultado do laudo da perícia realizado ontem (21/09) atestando se houve ou não comprometimento da estrutura do edifício. Ao mesmo tempo, as organizações que apóiam as famílias são impedidas de realizar perícia complementar com engenheiros e arquitetos autônomos.

Esse quadro de incertezas é agravado pela postura do Governo Estadual e Municipal em não dialogar, como em outros conflitos urbanos de BH. A Prefeitura solta notas à imprensa, mas não oferece nenhuma resposta às famílias desalojadas. O prefeito Márcio Lacerda mantém a postura de intransigência e propõe como solução o abrigamento indigno. O Governo do Estado, que não constrói nenhuma casa em Belo Horizonte há mais de 15 anos, também não oferece nenhuma alternativa digna.

Enquanto isso, dezenas de crianças estão sem banho, comendo mal e sem irem à escola. A Defesa Civil fornece apenas duas refeições ao dia. Não foram disponibilizados banheiros. Não há qualquer assistência à saúde dos desalojados. A situação é desoladora…

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