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A criminalização do artista – Como se fabricam marginais em nosso país

agosto 14, 2011

Abril de 2011. A intolerância ao diferente apoiada por uma campanha de higienização social em Belo Horizonte, assume ares de politica repressiva de caráter criminal.

À administração municipal, policia militar e mídia se associam na tarefa de criminalizar o artista de rua, artesãos nômades portadores de um patrimônio cultural brasileiro que deriva da resignificação do movimento hippie das décadas de 60 e 70. Uma cultura com mais de 40 anos.

Mas quem criminaliza o estado?

Com expressões próprias na arte, na música e no estilo de vida, os artesãos são perseguidos, saqueados em seus bens pessoais e presos por desacato ao exercer a legitima desobediência civil.

Artigo 5º da Constituição Federal:
II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

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As vésperas da Audiência Pública, mais uma tentativa de criminalizar os artistas!

agosto 13, 2011

agosto 10, 2011

Mais uma vez a violação dos direitos humanos contra os artesãos nômades

A prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com a mídia e a policia, desencadeia uma ação difamatoria criminalizando o artista.

O jornal “Estado de Minas” publicou nota unilateral, sem ouvir os artesãos, os acusando de serem sujos, agressivos e não serem artesãos, que seriam marginais fingindo ser “hippies”, chamando sua arte de “quinquilharia”.

Já é fato noticioso na mídia a atual campanha de higienização social promovida pela atual gestão do Prefeito Márcio Lacerda. Que diga-se de passagem, esta a beira de ter seus bens bloqueados, a promotoria de Defesa do Patrimônio Público propôs uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa.

Mais uma vez, artesãos foram presos, durante a operação foram confiscados bens pessoais, como materiais de higiene, roupas, ferramentas e matéria-prima. Ao serem avisados do erro, pelos próprios artesãos, os fiscais não souberam alegar qual artigo do código de posturas da cidade justificaria tal apreensão. Em breve os videosserão postados  no blog: belezadamargem.wordpress.com

Por enquanto fiquem com a matéria do estado de minas, entre a nausea e o repudio, mais uma vez a imprensa mineira demonstra seu alinhamento com o autoritarismo e a violação do estado de direito democratico.

Jornal Estado de Minas – 9-8-2011

Titulo: Agressividade e Mau cheiro

Um grupo que começou com cinco ou seis pessoas e gira hoje em torno de 40 a 50 tomou conta do quarteirão fechado da rua Rio de Janeiro, entre a Praça Sete e a rua Tamoios, centro de Belo Horizonte, a pretexto de vender artesanato, se intitula hippie. Eles não tomam banho, comem ali mesmo, penduram roupas sujas e pernoitam. São agressivos e o mau cheiro é insuportável.
“Se tirar foto da gente, quebramos você e a maquina”, ameaçam. De acordo com a secretaria municipal adjunta de Assistência Social, eles não aceitam ser tratados como moradores de rua, o que lhes abriria as portas dos abrigos municipais para alimentação e higienização, e a prefeitura já ofereceu a eles outro local para expor e vender as quinquilharias. Eles compõe um cenário proporcionalmente inverso às pretensões de quem se candidatou a uma subsede da Copa do Mundo. Turista não gosta de sujeira nem de ser tratado com grosseria, e adora tirar fotografia.

Repórter: Arnaldo Viana
A foto que ilustra a pauta é Paulo Filgueiras

 

Matéria exibida na TV Alterosa:

http://www.alterosa.com.br/html/noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=59042/noticia_interna.shtml