Archive for maio \31\UTC 2011

Sexta-feira, 03/06:: II Juventude Okupa a Cidade

maio 31, 2011

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Massa Crítica em Junho x2!

maio 31, 2011

Ajude essa divulgação a ganhar as ruas! Baixe o arquivo PDF do cartaz, imprima numa folha A3 e cole pela cidade com uma fita! Fácil assim!

Nos vemos nas ruas!

[informes] Fogo Grego!

maio 31, 2011

A Tradição Praiera Insurgente de Belo Horizonte

maio 28, 2011

por coletivo [conjunto vazio]

(o presente texto não pretende ser uma versão definitiva sobre as movimentações de Belo Horizonte, principalmente sobre a Praia da Estação, já que sua proposta desde o início era a de não eliminar os vários discursos e motivações que a compunham )

Belo Horizonte, no início de 2010 foi tomada pela Praia da Estação, ação aliando estética e política com a proposta de questionar os processos higienizadores que a cidade passa (cujo um dos pontos mais evidentes foi o decreto Nº 13.798 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2009 do prefeito Márcio Lacerda que proibia “eventos de qualquer natureza” na Praça da Estação). Durante quase um ano (mesmo que com alguns períodos esparsos) pessoas vestidas com roupas de banho, cadeiras de praia e guarda-sóis aproveitavam as manhãs de sábado para ocuparem a praça de uma forma divertida e debater sobre questões relativas à cidade.

É verdade que a Praia permitiu vários e preciosos encontros e a partir dela muitas articulações foram organizadas, por outro lado, isso não impediu que depois de alguns meses ocorresse um certo apaziguamento de suas propostas, fato que acabou transparecendo na recepção da Praia como apenas mais um evento cultural e fetichizado (um risco que já havia sido tratado pelo próprio [conjunto vazio] em um texto publicado logo após a primeira Praia e que outras pessoas também haviam apontado) .

O que deveria ser um espaço aberto para vivenciar e discutir a utilização da cidade acabou por se tornar um local mais para ver e ser visto, um point obrigatório e descolado. A apreensão da imprensa muitas vezes ajudou a reforçar apenas esse lado festivo, a reportagem da revista Encontro intitulada “Até Parece A Lapa” aparece como a mais sintomática nesse aspecto. A matéria não expõe, nem mesmo superficialmente,as críticas feitas ao Prefeito Márcio Lacerda que com seus mandos e desmandos foi o mote para a primeira praia, no relato da revista jovens aparecem, como que em um passe de mágica,usando trajes de banho e tomando sol na Praça com o intuito de revitalizar o Centro.

Também nos parece significativo que vários banhistas da Praia fossem sistematicamente convidados para participarem de debates sobre os novos rumos da cultura na cidade. Alinhando discursos com os de alguns grupos artisticos, os quais não vão além da crítica reformista e mais preocupados comas leis de incentivo e a “classe artistica”. Muitas dessas discussões acabavam por personalizar prefeito Márcio Lacerda como “o” inimigo, atacando apenas a representação do poder. É absolutamente claro que o prefeito faz uma das gestões mais desastrosas e totalmente alinhada com os interesses mercadológicos, mas não nos parece uma boa estratégia elegê-lo como o único e maior mal da cidade, como se bastasse apenas trocar o prefeito para que os problemas de Belo Horizonte se resolvessem .

Não se trata de negar o caráter estético e alegre que a Praia TAMBÉM teve, mas de explicitar a hipótese de que houve a perda de um potencial político e questionador em prol de seu lado cultural e lúdico. Importante frisar que para muitos dos frequentadores da Praia e das pessoas que a discute (no blog e na lista de e-mails), isso não é de fato uma questão relevante, mas nos parece problemático que uma movimentação com um tamanho potencial agregador e crítico seja tomada apenas como mais uma atração divertida no final de semana. Ou seja, ao invés da Praia (e das relações que se criaram dentro dela) conter críticas revestidas de um senso festivo e estético, sua inversão a transformou em um produto cultural com leve um verniz crítico.

O que se chamou e o que se pretendia como constituição de um movimento, não conseguiu dar um passo a frente em direção a uma crítica mais radical, contundente e aprofundada, tampouco conseguiu dialogar com outras agitações da cidade e com outros locais da cidade (mesmo que se tenha tentado, e é necessário destacar, outras ações como o “Que Trem é esse?” e a Praia no Aglomerado da Serra). Novamente, cabe dizer que também não sabemos qual seria esse próximo passo e o problema permanece aberto ( sem que isso seja um demérito, pelo contrário, só nos instiga a propor mais questionamentos e ações).

Cabe aqui então desmontar a idéia de “novidade”, que acaba por fascinar muita gente e nublar as discussões, historicizando e dando a ver uma série de ações questionadoras da cidade que já continham uma estética “praiera”. Então, apresentaremos um pequeno panorama do que chamamos (pomposamente e de maneira idiota) de “Tradição Praiera Insurgente” .

Não morreremos na Praia!



Grupo Galpão – Queremos Praia

Em 1989, o Grupo Galpão criou o happening “Queremos Praia”. O grupo convidou atores e bailarinos de vários grupos teatrais de Belo Horizonte para essa intervenção urbana, realizada na Savassi e na Praça Sete. Todos vestidos em trajes de banho, saem às ruas convocando a população para um protesto em que reivindicavam a criação de uma “praia” em Belo Horizonte.



Lotes Vagos

“Lotes Vagos” foi um documentário de 2006, realizado por Ines Linke e Louise Ganz que retratam a ocupação de seis lotes vagos. Esses lotes tinham tamanhos e características diversas, estavam espalhados por vários bairros da cidade e em cada um foi dado um uso específico, tentando fazer dialogar esse lote com o espaço em torno. Em um desses lotes, foi criado uma praia, com piscina de plástico, espreguiçadeiras e guarda-sóis.



[conjunto vazio] – A Ilha

O coletivo [conjunto vazio] em meados de 2008 realizou a intervenção urbana “A Ilha”, que se propôs a ocupar rotatórias e espaços aparentemente sem uso.

Com uma proposta bem simples, ocupávamos a cidade com nossos amigos, avós e alguns traseuntes para uma tarde divertida e despretensiosa.



Banho de Sol na Praça Raul Soares

 Em julho de 2008 a designer Márcia Amaral ia de maiô à praça Raul Soares, aproveitar a fonte e o sol. Reivindicava o uso e a tomada desse espaço, para que famílias fizessem piqueniques, que as crianças, cadeiras e cangas pudessem ficar no gramado (ainda hoje não é permitido utilizar o gramado). Em agosto de 2008, Marta foi presa enquanto tomava sol na praça, segundo os policiais por desacato à autoridade.



Coletivo Azucrina – Rotatória de Praia

O coletivo Azucrina em dezembrol de 2009 promoveu a rotatória de Praia (importante frisar que o coletivo já estava a alguns anos fazendo festas temáticas e shows em rotatórias), que ocupou com shows a Praça da Estação.



Praia da Estação


Iniciada em 16 de janeiro de 2010, a Praia da Estação é uma ação direta, uma festiva e lúdica forma de ocupar a cidade.



Praia Atlântico Clube

Intervenção artistica realizada por Ines Linke, Louise Ganz e Daniel Carneiro em agosto de 2010 que transformou um espaço clube-praia com a intenção de discutir temas como consumo, espaços urbanos e lazer. Foram vendidas cotas para se tornar sócio do clube por R$0,50.



Praia da Estação em Coronel Fabriciano

Em maio de 2011 inspirados pela Praia da Estação de Belo Horizonte alunos de Arquitetura da Unileste-MG realizaram uma praia na Praça da Estação de Coronel Fabriciano na “17ª Semana Integrada de Arquitetura“.


Piscinão de Ramos em Belo Horizonte

Se você acha a Praia da Estação elitista, não tem mais desculpa: venha para o Piscinão de Ramos da Rodoviária!” em tom de humor e ao mesmo tempo crítico, o Piscinão de Ramos de Belo Horizonte é herdeiro direto da Praça da Estação. A partir da constatação de que era pouco discutir e ocupar apenas a Praça da Estação, sua proposta é levar a praia para um um lugar visto apenas como de passagem, onde habitualmente apenas mendigos e prostitutas se aventuram a permanecer.

Fonte:  http://comjuntovazio.wordpress.com/2011/05/28/tradicao-praiera

Piscinão de Ramos de Belo Horizonte

maio 20, 2011


Se você acha a Praia da Estação elitista, não tem mais desculpa: venha para o Piscinão de Ramos da Rodoviária!

Futebol, farofa, gente diferenciada e se fizer sol gente de sunga e biquíni.


Onde? Praça da Rodoviária – Belo Horizonte

Quando? Domingo, 29 de Maio, 13:00

Quanto? De graça!

Debate: Qual é a cidade que queremos?

Belo Horizonte passa por um período de proibições e possibilidades. A cidade com seus despejos, “revitalizações”, decretos forçados, prisão de pixadores, especulação imobiliária, parcerias público-privadas feitas por debaixo dos panos, poder público e a população seduzidos pela Copa, convivem com  movimentos populares, festas de rua, ocupações, com o Movimento Passe Livre, Brigadas Populares, Praia da Estação, Massa Crítica, Comitê Popular dos Atingidos pela Copa, Piores de Belô dentre outros.

Então de qual lado estamos? Qual é a cidade que queremos? Qual é a cidade que eles querem?

Se nos é negado o direito de permanecer em qualquer espaço público da cidade, ocuparemos esses espaços de maneira divertida, lúdica e  aparentemente despretensiosa. Todo espaço vago deve ser tomado!

Traga sua roupa de banho (bermuda, calção, biquini, maiô, cueca), boias, cadeiras, toalhas de praia, guarda-sol, cangas, farofa e a vitrolinha… e se fizer frio, traga seu calor humano.

Traga tambores e viola!

Traga bola, vamos mostrar que futebol vai para além da Copa!

Traga comida para um banquete coletivo!

Venha vivenciar a cidade!

Fonte: http://comjuntovazio.wordpress.com/2011/05/20/piscinao-de-ramos-de-belo-horizonte

Relato sincero de uma banhista assídua.

maio 18, 2011

( Breve observação da praça em dias de outono,pós praia!)

Depois da praia, a praça nunca mais foi a mesma.

Talvez não tenha sido a praça o que mudou, ás vezes foi o meu olhar sobre ela.

Agora, aqui, eu busco os sorrisos molhados dos banhistas.

As flores nas roupas e nos cabelos das meninas.

O arco-íris no meio da fonte.

Agora eu SINTO o vento que balança os cabelos de quem passa por mim.

Hoje,  a praça da estação é colorida, como ela sempre ficou com as cangas estendidas sobre o cimento abatido pelo sol.

O som daqui são as marchinhas cantadas em coro pelas pessoas a fim de alegrar a cidade silenciosa.

No fundo; as montanhas que complementam o cenário de prédios.

Nosso mar não é salgado.

Mas nosso povo é doce.

E se alguém desacredita da magia desse lugar, deveria no verão, se dar o prazer de vestir um calção e vir pra praia da estação!

E eu lhes garanto…

Depois da praia, a CIDADE nunca mais será a mesma!

Modernização do Mercado do Cruzeiro é tema de debate na ALMG

maio 17, 2011

O projeto de modernização do Mercado Distrital do Cruzeiro, em Belo Horizonte, apresentado à Prefeitura da Capital e as possíveis consequências de sua implantação motivaram o agendamento de audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A reunião, solicitada pelo deputado Délio Malheiros (PV), está agendada para esta terça-feira (17/5/11), às 15 horas, no Auditório.

De acordo com o projeto, a intenção seria demolir o mercado e transformar o espaço em um centro de compras e hotéis. Informações da assessoria do parlamentar dão conta que de que a Associação dos Cidadãos do Bairro Cruzeiro (Acomec) teria procurado Délio Malheiros mostrando-se contra a mudança. Ainda segundo o gabinete do deputado, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, teria suspendido o projeto até que seja debatido pela sociedade.

Convidados – Foram chamados para participar dos debates o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda; o presidente da Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec), Custódio Cruz de Oliveira e Silva; o presidente da Acomec, Wayne Stochiero Vasconcelos Caetano; a promotora de Justiça de Defesa da Habitação e Urbanismo de Belo Horizonte, Cláudia Ferreira de Souza; o secretário de Desenvolvimento da PBH, Marcello de Lima Santiago Faulhaber Campos; o secretário Adjunto de Gestão Administrativa da PBH, Hipérides Dutra de Araújo Ateniense; a presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Cláudia Teresa Pereira Pires; o presidente da BHtrans, Ramon Victor Cesar; e o diretor da Santec Empreendimentos, Júlio Cesar Santos Vidigal Amaro.

Fonte:

Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação – www.almg.gov.br

Rua Rodrigues Caldas,30 :: Bairro Santo Agostinho :: CEP 30190 921 :: Belo Horizonte :: MG :: Brasil :: Telefone (31) 2108 7715

Belo Horizonte cria Parceria Público Privada na educação

maio 9, 2011

É isso mesmo. Marcio Lacerda, depois de reduzir a verba para educação e aumentando na publicidade (só assim mesmo para convencer a população de que ele não é mau gestor, mas ele é sim!), eis que agora a Prefeitura de Belo Horizonte vai criar parcerias público-privadas para a educação da cidade!

Leiam a notícia abaixo:

Belo Horizonte cria Parceria Público Privada na educação

 A iniciativa privada será responsável pela construção e gestão dos serviços não pedagógicos de 37 novas escolas, relata o Valor

A prefeitura de Belo Horizonte assinou um convênio para criar a primeira Parceria Público Privada (PPP) na educação. Segundo o jornal Valor Econômico, a previsão é de um investimento de R$ 200 milhões.

O projeto prevê a construção de 37 escolas, sendo 32 de ensino infantil e as outras de fundamental. A iniciativa privada será responsável pela construção e gestão dos serviços não pedagógicos, como limpeza, segurança e compra de materiais, por exemplo.

As novas escolas atenderão 20 mil alunos. Belo Horizonte tem hoje 54 escolas infantis e 186 de ensino fundamental.

O secretário de Desenvolvimento, Marcello Faulhaber, disse à repórter Beth Koike que o “consórcio vencedor terá um contrato longo, entre 30 e 35 anos, para administrar as escolas”. Segundo ele, este é “o tempo para pagar e remunerar o investimento, que será totalmente feito pela iniciativa privada”.

O responsável pelo estudo de viabilidade econômica, técnica e jurídica do projeto é o International Finance Corporation (IFC), órgão do Banco Mundial para o setor privado. O diretor do IFC, Mauricio Portugal Ribeiro, acredita que “com uma empresa administrando os serviços de suporte, o diretor da escola terá mais tempo para cuidar de questões pedagógicas”.

O jornal informa que o consórcio deve ser contratado até o final deste ano e as obras das escolas comecem nos primeiros meses de 2012.

 A PPP na área educacional é firmada oito meses após a criação de uma Parceria Público Privada na área da saúde, para a reforma de 80 dos 147 postos de saúde da capital mineira.

Mais uma vez gritamos: NÃO A MÁRCIO LAMERDA!

Factóide sensacionalista do “Jornal O Tempo” criminaliza artesãos nômades e busca legitimar perante a população o abuso de poder da Gerência de Fiscalização da Prefeitura de Belo Horizonte.

maio 7, 2011

Marcando o retorno do blog, que tal sabermos o que aconteceu na Praça Sete no dia 29/4/2011? Todos jornais da capital estavam lá e vários canais de televisão, mas nenhum deles mostrou o outro lado da história…

Veja mais fotos no fim da página

Saiu no dia 28/4/2011, matéria intitulada “Com maconha liberada, praça Sete vira Amsterdã mineira”, veja aqui. A noticia já começa equivocada, afinal, em Amsterdã ninguém fuma maconha na rua e sim em Coffee Shops destinados a isso. Mas como toda matéria sensacionalista, precisa de um título de impacto, na sequência se apresentam algumas fotos de pessoas enrolando e fumando cannabis sativa na praça Sete, centro de Belo Horizonte. As fotos mostram um grupo de jovens da periferia e um suposto artesão consumindo a erva.

Com o claro intuito de criminalizar o grupo dos artesãos nômades, a matéria noticia “um grupo de hippies prepara os cigarros de maconha”, deste modo ela generaliza a ação de indivíduos a um grupo histórica e socialmente marginalizados pela sociedade. Como todos sabemos, o uso da cannabis sativa já não se configura em crime desde 2006, então não bastava esse fato para que a matéria alcançasse seu objetivo, eis que surge uma testemunha que não se identifica e diz “Fumam maconha, pedem esmola de forma agressiva e, às vezes, praticam pequenos furtos e defecam nas calçadas”, conta um pedestre.”

Uma acusação claramente fabricada para legitimar o teor de criminalização que a matéria tenta passar, afinal não existe nenhum caso de furto cometido na praça Sete por artesãos nômades, nem tampouco nenhuma autuação referente a fazer cocô na praça. Importante lembrar que em nenhum momento a reportagem procurou ouvir os artesãos e publicar sua versão dos fatos.

(more…)

Muitas leis e pouco direito

maio 6, 2011
Aristoteles Atheniense

Em seminário realizado no Rio de Janeiro, com o tema “Liberdade em Debate”, foi questionado o perigo da atuação estatal quando ultrapassa os limites da razoabilidade.
No encontro, foi reconhecido de que o excesso da intervenção do Estado tem efeitos negativos, afetando tanto a vida do cidadão, como a realização de negócios e o crescimento econômico.
Chegou-se a conclusão de que países onde há maiores restrições e censura constituem solo fértil para a corrupção, em prejuízo da democracia, como acontece, notadamente, na Ásia e no Oriente Médio.
Segundo o escritor americano David Harsanyi (“O Estado babá”), o excesso de leis restringe a liberdade de escolha e presta um desserviço à cidadania. Esses debates, ainda que incômodos, devem ser enfrentados como forma vantajosa para se aprimorar o regime, de modo que a estrutura governamental não se torne despropositada, sendo compatível com as reais necessidades do nosso povo.
No Brasil, o número excessivo de leis teve como consequência o aniquilamento do Direito, mesmo após o restabelecimento do Estado de Democrático com a edição da Carta Política de 1988. A experiência vem demonstrando que mesmo em países do primeiro mundo, esse fenômeno assumiu proporções preocupantes. Presentemente, foi deflagrado um movimento destinado à proteção da sociedade, de maneira que o serviço público possa protegê-la, ao invés de criar-lhe limitações abusivas, ao ponto de influenciar na formação dos jovens, fazendo com que percam a capacidade de discernimento.
Em cidades como Nova York e São Francisco, chegou-se ao ponto de determinar a quantidade de ração a ser dada a um cão, limitando-se o fumo até mesmo em ruas abertas. Em alguns estados, foram editadas leis que visam restringir alimentos gordurosos, como forma presumível de evitar a obesidade.
Recentemente – anotou David Harsanyi – pelo fato de um garoto haver se afogado num clube, foi promulgada lei que criou um sistema de fiscalização em todas as piscinas.
Mesmo que algumas dessas proibições não sejam ruins, as limitações impostas à liberdade de ação, se atingem a um grau elevado, tornam o cidadão covarde no meio em que vive, sem saber até que ponto poderia desfrutar da liberdade que a Constituição lhe assegura.
Não menos grave é a atuação do Estado, coercitando o direito de expressão através da censura. Ainda que não seja ostensiva, poderá ser exercida através de métodos dissimulados, que tornam ineficazes as garantias constitucionais.
Seria conveniente que o excesso cometido na regulação estatal, tal como focalizado naquele encontro, viesse a ser debatido, também, no Congresso Nacional e nas Assembleias Estaduais, que são os maiores responsáveis pelo abuso legiferante que tomou conta do nosso país.
Advogado e Conselheiro Nato da OAB