…E PRA VOCÊ, MEU IRMÃO, O QUE É A PRAIA DA ESTAÇÃO?

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Longe de ser um “movimento organizado” de indivíduos com um único e mesmo objetivo, a Praia da Estação parece ser a confluência de uma heterogeneidade de pessoas que dão a ela sentidos e significados diversos…

Compartilhe aí nos comentários o modo como você vê e desfruta desse fenômeno praieiro e quais as suas possibilidades de desdobramentos!

28 Respostas to “…E PRA VOCÊ, MEU IRMÃO, O QUE É A PRAIA DA ESTAÇÃO?”

  1. Anônimo Says:

    Um bando de filinho de papai pagando de rebelde.

  2. Coala Croata Says:

    iniciativa fantástica, Luther.
    em breve produzo a minha versão.

    Pra ampliar as provocações:
    A Praia é um “movimento” ou “Desobediência Civil massiva”?
    Se restringe à Praça da Estação?
    É “movimento de artistas”? E quem não é artista, tá nessa de espectador?
    É festa?
    É movimento rizomático de pessoas e coletivos que questionam os usos pré-estabelecidos dos espaços da cidade através de ação direta?
    Questiona o urbanismo utilitarista e higienizador da prefeitoria?
    É piquenique libertário?
    Vai ser usado como mais uma arma da Prefeitura de higienização do hipercentro, trocando os tradicionais habitués da Praça por esta gente rica, elegante e não tão sincera?
    A Praia não tem líderes, ou pelo menos nunca teve, como se dá a representatividade? Ou não se dá? Mas e aí, como resolvemos reuniões, audiências e tralalá?
    é intervenção artística?
    é subversão pelo prazer da subversão?
    é reinvenção? do quê? pra quem?
    é modinha /hype/?

  3. Pata Says:

    Que é hype é.

    Mas não precisa ser SÓ isso.
    Eu acho que muita gente que vai na praia tá nessa porque é uma ‘forma descolada de protestar por um bom governo’.

    E tem gente que tá na praia pra questionar a própria espacialidade pública, pra questionar a cidade e seus usos; tem gente que tá lá em um combate que eu chamaria de “libertário”, um combate porque reconhece inimigos e reconhece que é preciso pular cercas para poder ocupar.

    A praia, por enquanto, é mais de uma coisa acontecendo. Tem pelo menos essas três (hype, protesto, combate), ao mesmo tempo. Ou mais: tem também a festa pros moradores de rua, que deve ser estruturalmente diferente das que enumerei.

    Tem a praia “evento cultural” e a praia “contracultural”. Qual delas vai prevalecer?
    Eu aposto no “evento cultural”, infelizmente. Mas não tenho certeza de nada.

    Tem mesmo que um prevalecer? Não pode surgir um híbrido estranho? Estamos mesmo precisando desses.

    Essas são as linhas de fissura que eu vejo atravessando a praia.

    Sem querer imputar nenhuma falta com a palavra “fissura”.

    Enfim, a praia pra mim é essa experiência. A experiência de não saber aonde aquilo vai dar. E o prazer de deitar no cimento, claro😉

  4. R Says:

    Só sei que é o lugar com mais mulheres lindas (para meus padrões) por metro quadrado de belo horizonte.

  5. Bento Epaminondas Says:

    Bom, acho que as visões são muitas sobre a praia… Problema?

    Não sei…

    Faltaria um manifesto que a definisse? Acho que não.

    Como são muitos desejos reunidos no mesmo lugar, que vão do simples consumo, ainda que não monetarizado, até a reinvidicação pelo direito à cidade, devo falar do que gostaria que fosse…

    Gostaria que fosse um espaço para se repensar e propor outra(s) cidade(s). Um espaço de conversas e de criações que mostrassem para o prefeito e sua turma que a cidade é bem mais do que eles imaginam. Bem mais indomável, bem mais autônoma, bem mais criativa.

    Gostaria que fosse um lugar de convergência. Talvez não de todos os movimentos, não sei se ela é capaz disso. Mas que se tornasse um lugar onde outros problemas da cidade pudessem ser debatidos, ainda que com um olhar e uma linguagem mais lúdica do que nas assembleias e nas reuniões.

    Gostaria que fosse um espaço de troca, em que as pessoas pudessem propor outras formas de se apropriar da cidade.

    Mas não sei se ela já foi ou será isso…

    São muitos desejos ali… não sei se encontro muitas correspondências para os meus.

    De todo modo, ela é um fantasma… que assombra as noites de nosso estimado prefeito… acho que só por isso ela já valeu.

    • Sol Says:

      Salve!

      Fiquei pensando: que tipo de consumo não monetarizado poderia haver ali?

      • Ana Banana Says:

        Quando penso em consumo “não monetarizado”, como falado acima, penso em uma relação com a praia de consumidor mesmo. Vai lá como quem vai a um bar, aproveita o evento, o que foi realizado pelas demais pessoas, sem criar vinculos ou se apropriar da praia.

  6. Érica Èmito Says:

    Acho que a Praia, que foi um momento fundado na desobediência, na soma de desejos lúdicos e de questionamentos políticos, hoje só pode ser a repetição de mais um evento estéril de fim-de-semana (ou, mais pontualmente, de férias). Um ótimo benefício cultural para a cidade, sem dúvida, o que potencialmente a coloca na fila das novas ondas de entretenimento consumista.

    Observo bem as expressões da maioria das pessoas ali presentes quando surge algum chamado pra debater: cara de tédio despolitizante. Não quero dizer que DEVE ser isso ou aquilo, que TEM que ser evento político. Mas por que esse tem sido o seu caráter mormente desprezado, muitas vezes? Talvez porque a classe média belo-horizontina queira , sobretudo, a garantia de férias serenas e sem qualquer distúrbio de cunho confrontador.

    É dessa regularidade de coisas que se aproveitam os gestores, quando decidem aumentar preços de tarifas de transportes, acirrar operações de despejo etc, etc, sempre nessa temporada de final e abertura de ano. O risco de desarticulação de qualquer iniciativa contrária a esses ataques à comunidade de BH é quase sempre um dado previsto.

    Concordo com Epaminondas, no espírito de sua escrita. A Praia catalisou muitos aprendizados para a cidade, não há como negar isso – digo, em âmbito cultural, político, artístico, social, etc. Instigou muitos encontros e muitas trocas, até certo ponto. Carburou a desobediência e colocou pôs freio no medo de estar nas ruas por algo mais do que um rolêzinho. Mas se limitou demais a ser mantida, a sobreviver em si mesma, desfocou e perdeu de vista muitos aspectos elementares, que faziam dela, em certa medida, um ruído inequívoco, uma plataforma de fazeres interessantíssima. Contudo, não soubemos valorizar o próprio teor nascente desse levante, valorizar a efemeridade do que o teceu.

    Passou o tempo de inventarmos outros modos de ação, a não ser que queiramos as bocas dos tubarões.

    • Ana Banana Says:

      Èmito
      Acho que entendo o que diz, não que concorde com tudo:

      Ainda vejo a praia como um ponto interessante de discussão da cidade. E acho que enquanto ela existir, mesmo que nas ferias e tals, juntamente com outros movimentos da cidade, a prefeitura terá motivos para se sentira observada antes de tomar medidas politicas nas férias, como por exemplo aumentar as tarifas de onibus.

      JÁ É TEMPO DE INVENTARMOS OUTROS MODOS DE AÇÃO!

      • Érica Èmito Says:

        E aí, Banana? Não só as tarifas já aumentaram, como o auxílio-passe (ainda que restrito) está para entrar em vigor. Há quem se queixe?

        Nada surpreendente que esse seja o primeiro presente da cidade ao 2011 que temos pela frente. “Da cidade”, eu disse – porque é um presente que NÓS nos damos quando nos empapuçamos de otimismos com as ondas. É o caldo que nos damos quando ficamos saudosos e perdemos de vista estar em movimento e mudar os modos de ação.

        Será que a PBH está de fato se sentindo ameaçada por olhos tão miúdos? Pois olhos grandes estão investindo e consumando projetos, pressionando por dentro, enquanto as ondas hypes, do “lado de fora”, vão contribuindo para higienizar o centro da cidade.

  7. Ana Banana Says:

    A Praia pra mim é um ponto de encontro. Uma festa que tem sua raiz politizada, que gera (já gerou mais, mas ainda gera) discussão e material para se pensar a cidade de outras formas, sob uma perspectiva mais ativa, por parte das pessoas.

    Uma grande importancia dela é a de criar um ponto de discussão sobre a cidade, de uma maneira sedutora que atrai pessoas diversas e que muitas vezes nunca se viram envolvidas nesse tipo de discussão. Acho que esse aspecto, concordando com o comentario da Érica Èmito, precisa ser resgatado.

    Fazer um ret

    • Flor Says:

      Boto fé nessa potencialidade da Praia ser um importante ponto de encontro e de troca, dentre outras milhões de significações que ela possa receber. Talvez ela seja importante para manter o calor da ARTICULAÇÃO entre as pessoas.

      Também boto fé na fala que propõe a fusão entre evento cultural e contracultural:

      Compreendo o receio de que a Praia seja cooptada ou caia nas garras de quem a queira patrocinar, perdendo o seu caráter inicial de desobediência civil. Mas tenho gostado da idéia do seu retorno e da maneira como ele se deu: as duas últimas divulgações das praias de dezembro enfatizaram o chamado para discutir e questionar a cidade num horário marcado. Isso pode permanecer como ponto permanente da programação, assim como é o caminhão-pipa, que cá entre nós, é uma delícia.

    • Érica Èmito Says:

      “Acho que esse aspecto, concordando com o comentario da Érica Èmito, precisa ser resgatado.”

      Banana: eu preferiria que esse aspecto fosse resgatado para a vida cotidiana de cada um… não exclusivamente para a Praia. Vê como os nomes já estão se fazendo mostrar? Não é à toa, minha menina! Daqui a pouco já teremos bons motivos para que algumas pessoas finalmente tenham os títulos de lideranças e condutores das ações. Já percebeu que ninguém que hoje responde a uma entrevista à grande mídia é Luther Blissett? Por que será? Talvez porque já estamos no processo de dar nomes àquilo que se fez no “indefinido”. E alguns estão no processo de dar os seus nomes como porta-vozes e guias do que chamaram de “movimento” – vide depoimentos e promessas em https://pracalivrebh.wordpress.com/2010/12/25/acoes-entre-arte-e-politica/.

      É nesse momento que lidamos com o que há de mais pernicioso na política: quando já percebemos a olhos nus que, da política, saltamos fundo para o plano da representação, quando certas ações já não conseguem sair do plano da aparência (do aparecimento!).

      E Luther? Onde está Luther Blissett? (Para além do nome, claro!)

      • Omar Motta Says:

        sobre a identidade:
        concordo com o receio, Érica, mas dando uma olhada neste blog, se não vi muitos Luther, tampouco vi muita gente com nomes correspondentes a algum RG. Confio que a questão tenha que ser sempre levantada, mas não acho que tenha havido qualquer inteção de se apropriar da praia. Há é uma imprensa escrota, isto sim.

        sobre a praia:
        acho as críticas todas excelentes, mas acho que estamos perdendo algumas coisas de vista.

        o primeiro decreto CAIU. beleza, veio um outro, o revide da comédia, e depois toda uma política nova, mas a praia continuou mobilizando gente chamando a atenção para diversas questões. Dos espaços abertos pelas barricadas da praia, não só nos sábados, mas neste blog, na lista e outros, surgiram e surgem idéias e outras intervenções que continuam a incomodar.

        A Praia não é a revolução, claro, talvez nem mesmo levante, mas nem por isto pode se deixar de perceber suas vitórias. Seria ingênuo. Um evento autogestionado, de grandes proporções, gratuito, aberto, permeável, fundado na crítica e onde os acordos de convivência são feitos não só à margem da burocracia do Estado mas fundamentalmente feitos como afronta mesmo aos gestores.

        A Praia trouxe o espírito do NaTora para fora do campus universitário. Noto apenas uma distinção, de curioso interesse: enquanto em um espaço os convivas se organizam em torno de lenha e fogo, no outro a água é o foco.

        Um espaço liberado, não o “público” no sentido de estatal, mas um espaço popular, citadino, de todos, gerido por todos. Não é pouco.

        Não é, todavia, tudo. A copa, os pixadores perseguidos, os 20 mil despejados de suas casas pela prefeitura, os sacolões, flanelinhas, moradores de rua, a especulação imobiliária, o autoritarismo, a higienização da cidade, tudo isto está aí, cafungando na nossa nuca.

        Mas paramos de divulgar o blog, paramos de passar listas de emails nas Praias, paramos de divulgar textos e informações na Praça! Paramos de nos comunicar! Acredito que seja disto que precisamos: voltar a nos falar.

        Sem cercas, com dignidade!
        Viva a Praia da Estação! Viva o Que Trem É Este! Viva o Wikiurbanismo! Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu!

  8. Fidélis Says:

    Bom dia Pessoal!
    Acho que a Praça é muito mais do que um encontro aos sábados.
    É claro que foi na Praça da Estação – e pela praça -, um espaço público, que surgiu o movimento, mas ele já ultrapassou e muito os limites físicos. E ultrapassou também o seu motivador, o decreto de proibição de eventos, e levantamos outras bandeiras.
    A lista de discussão, este blog, o wiki e outras formas de conversa e troca de informações são partes da Praia. E hoje a maior força dela. A preocupação da Prefeitura não é apenas com o encontro aos sábados, mas sim com a força que temos de mobilização na web. Vista disso é que já contrataram estagiários de comunicação para acompanhar a nossa movimentação e para defender a Prefeitura. Os anônimos que por aqui aparecem são remunerados.
    Lacerda e sua equipe estão perdidos, pois a sua administração está sendo escancarada e suas falhas comentadas em diversos círculos, ultrapassando mais uma vez os nossos limites.
    A Praia da Estação é uma constante derrubada de barreiras!
    Beijo e abraço,
    Fidélis

    Ps. O caixa do supermercado Epa: -O Rapaz, eu ti vi outro dia na Praça da Estação com mais uma porção de gente o que era aquilo?
    Em 5 minutos de conversa metade das filas do supermercado estavam de orelha em pé para saber o que era aquilo que aconteceu na praça.
    E o caixa, Lúcio, falou que qualquer hora vai com os amigos curtir um sol por lá tb. Afinal a praça é para todos!

  9. Paula Says:

    Me divirto com os que não tem coragem de se identificar e escrevem ( Um bando de filinho de papai pagando de rebelde.)

    Pra mim a praia antes de tudo é uma praça com gente SIM, bonita elegante e sincera, se encontrando para confratenizar e trocar informações.

    A Praça é publica, que bom que está sendo ocupada.. existe sim um protesto político, mas tem gente que está lá presente e nem sabe disso. Antes de tudo a praia é uma praça pública onde cidadãos de uma cidade sem praia resolveram se banhar aos fins de semana.

    è um movimento liberto onde cada um te sua opinião e todos um mesmo objetivo, ocupar os espaços públicos da cidade — afinal todos os espaços públicos são de propriedade da população e não existe protesto nenhum nisto.

    Não é um movimento de artistas, somente uma praça e ela é de todos!!!

    Porque vocês não saem do teclado do computador, principalmente você aí ô anônimo.. e vem pra praia sábado que vem, compartilhar do espaço público, encontrar seus amigos e se divertir com os banhistas?

    E outros tantos por aqui.. querem só tomar sol? venha
    Quer só ver as meninas bonitas? venha
    Quer participar de uma ação política? Venha

    não tem padrão, é só uma praça/praia numa cidade sem mar.

    simples assim…

    PS- me impressiona quando vejo a população junta e as pessoas ao invés de unir força, ficam em casa, só ” desconfiando”

    Seja você aí, a mudança que você quer no mundo!

    • Coala Says:

      Oi paula!
      só algumas perguntas, preu tentar entender seu ponto, tá?

      a praia se confunde com a cidade e com seus outros usos, correto? mas… tem alguma diferença?

      E onde entram aí os outros espaços praianos, como este blog, a lista de discussão, as reuniões que vira e mexe acontecem… pergunto mesmo para entender seu argumento!

      beijocas a todos

  10. Juca Says:

    Lição da praia: proponha-você-mesmo o seu evento.

  11. Duda Fonseca Says:

    Olá,
    Somos do site Bom de Humor, da Natura, e fizemos um post sobre Praias Urbanas – citamos vocês. Se quiserem dar uma conferida, fiquem à vontade. Segue o link: http://www.bomdehumor.com.br/materia/2970-Saia_da_laje.htm

    Obrigado pela atenção,
    Grande abraço.
    Equipe Bom de Humor

  12. Rodrigo Sousa Says:

    Ótima iniciativa, quem sabe o resto dos belorizontinos tomem vergonha na cara e comecem a exigir seus direitos. Acorda BH!

    • lnfr Says:

      Se a praça estivesse liberada para eventos, como exigem vocês, o protesto PRAIA DA ESTAÇÃO nem mesmo poderia ocorrer, pois este sábado provavelmente já estaria reservado para mais um culto evangélico. Vocês alienados estão sendo usados como massa de manobra por pastores espertalhões e nem se dão conta disso! 🙂

  13. lnfr Says:

    Há um motivo justo para a proibição de eventos na Praça da Estação (BH): uma vez que a prefeitura não podia negar o espaço a nenhuma organização, na prática o que acontecia é que as igrejas evangélicas abusavam desse direito e tomavam TODA A AGENDA DA PRAÇA. Todo final de semana – sem exceção – havia cultos por lá. Houve anos em que ocorreu um único evento laico na praça, sendo todos os demais eventos evangélicos, sem que a prefeitura tivesse meios para dividir melhor o tempo – até porque cada um dos pedidos de uso era feito por uma igreja diferente.

    Ainda que fosse estabelecida em lei uma limitação de dias para eventos na praça (digamos, 12 por ano) ainda assim as igrejas tomariam todos ou quase todos. E se esses dias fossem separados para usos diversos – digamos, 4 dias para cultos, 4 dias para eventos culturais e 4 dias para eventos esportivos – não daria certo. Ou as igrejas questionariam isso na justiça ou se infiltrariam nos demais eventos – alegando que um encontro dos “Atletas de Cristo”, por exemplo, seriam um evento meramente esportivo. Vejam o caso da Marina Silva, que está estimulando todas as igrejas evangélicas a abrirem organizações ecológicas de fachada, só para desviar para elas recursos reservados ao meio-ambiente! Com um povo tão troglodita e mal-intencionado como esse, não dá para aplicar nenhum preceito de vida civilizada.

    É lamentável que esses alienados da internet, adeptos do movimento Praia da Estação, sejam tão mal-informados. Os apalermados são usados como massa de manobra por pastores e nem se dão conta disso!

    • Xara Says:

      Opa!
      Segundo a constituição federal, somos um estado laico e as pessoas tem o direito de manifestar a sua religiosidade.
      Fechar uma praça para impedir eventos religiosos é um absurdo. Inclusive, a sua precipitação em nos chamar de alienados, mostra que não conhece o movimento. Em 2009 foram 65 eventos religiosos, mas de um por semana.
      Sou agnóstico e não vejo problema algum em pastores e ovelhas se reunirem em praça pública. Se roubam, desvio dinheiro, ou sei lá o que, é outro problema, a manifestação e o culto são livres e devem ser defendidos. Defendo o direito deles também, mesmo não concordando com a religião, é uma questão de liberdade do cidadão.
      Agora o mais grave é usar da intolerância religiosa para impedir a utilização do espaço público. Segregar, descriminar e julgar é tudo o que não precisamos.
      Paz de Cristo, irmão! Mais amor e menos preconceito.

    • Jaci Pires Says:

      bom… um tanto de mentiras, né Infr?

      Arraiá de Belô, FIT, FID, Milton Nascimento, Skank, sempre tem evento laico na praça. Nunca ouvi contar de um ano em que só tinha evento religioso. E, de qualquer forma, concordo com Xara, “o mais grave é usar da intolerância religiosa para impedir a utilização do espaço público.”.

      A legislação atual, da prefeitoria, não resolve seus questionamentos, os religiosos continuam podendo fazer eventos. Só que agora tem que pagar. Claro que a festa da santa padroeira, da poderosa igreja católica, vai ser patrocinada pela prefeitura, mas não sei se o congado terá a mesma sorte…

      A praça, a cidade, precisam ser pontos livres de trocas entre pessoas, onde possam exercer sua dignidade, se conhecer, coexistir.

      sem cercas, sem repressão armada.

  14. [conjunto vazio] Says:

    Talvez mais importante do que pensar o que é a Praia é pensar as potencialidades dela… desde o ínicio pensavamos a Praia não como um fim em si, mas como uma espécie de chamariz para outros problemas que a cidade passa. É óbvio que sem esquecer que ocupar os espaços públicos de maneira alegre e lúdica mais que algo divertido é uma estratégia para não ser cooptado por essa visão dura e dogmática do que é protestar, “ser politizado”, “ser revolucionário”.
    Ainda achamos que há um passo a ser dado, em direção a que não se pode saber… mas ele tem de ser dado porque os encontros que a Praia ajudou a estabelecer são grandes demais para ficarem encarceirados. Novamente, há uma cidade inteira para ser tomada e há inumeras formas de fazer isso.

    “Não imagine que seja preciso ser triste para ser militante, mesmo que a coisa que se combata seja abominável. É a ligação do desejo com a realidade (e não sua fuga, nas formas da representação) que possui uma força revolucionária” Foucault

  15. João Flor de Maio Says:

    Viva os crentes, os descrentes, os moleques de rua, os riquinhos de esquerda, a putaria, a festa, o comércio, a política, a vida, a rua! A praça é cidade (civitas) lugar de conflitar de ser com e pelo outro! A praça é do povo!!!

  16. Eu mesmo Says:

    Esse infr aí tem um blog chamado Homensapiens, que só tem asneira do “universo masculino”. É um otário.

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