Carta aberta a Marcio Lacerda

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Praça da Estação em 11 de dezembro de 2010

Marcio, querido, rogo que escute os conselhos desta sua velha tia. Tenho observado, muito de perto, as feridas que tem aberto nesta cidade e a proliferação delas me causa um grande desconforto. Sempre admirei sua capacidade administrativa e os seus dotes empresariais. No entanto, mesmo sendo sua tia, não consegui acreditar nas promessas do jovem Neves e de Pimentel a nosso povo, pois sabia do enorme abismo que separa um bom administrador de um grande Prefeito. E foi o que lhe disse, não é mesmo? No exato dia em que me confidenciou que iria se candidatar ao cargo. Desta feita, escrevo esta cartinha, porque você não é mais o menininho que posso colocar de castigo e estou muito preocupada com a integridade de Belo Horizonte e com a sua, uma vez que, meu filho, tentas administrar, enquanto deveria governar, a capital do estado dos inconfidentes e tenho sentido muita reprovação dos cidadãos belorizontinos às suas ações.

No domingo pela tarde, combinei com alguns amigos, de reviver os velhos tempos na Estação, apenas nos sentarmos no hall e observarmos as pessoas indo e vindo, o trem chegar e partir, tomar um café e jogar conversa fora. Sim, não há mais o trem, mas temos o metrô, a dona Maria que vende balas e ainda costumamos nos reunir por lá anualmente, até que a memória dos trens morra conosco. O acontecido foi que, ao me aproximar de um dos mais importantes e belos espaços cívicos da cidade, cai estupefata, pois havia no horizonte da Praça da Estação, um muro. Vendo aquela imagem, recordei do muro de Berlim, e, como ele já caiu há muitos anos, pensei estar, nos altos de minha idade, dentro de um delírio senil. Foi triste perceber que aquilo não era produto de minha velhice. Então, percorri todo o muro sem entender como um espaço Público pode tornar-se privado, como pode uma prefeitura transformar a Estação em praça privada? Imagine que já tenho muitas limitações, mas tamanho era o meu assombramento, que tive energia suficiente para dar a volta completa na praça. Aquela belíssima Praça, espaço de transição para os que acessavam a Estação, espaço de trocas, de encontro, de civilidade, de humanidade: murada! E eu, cidadã belorizontina, obrigada a ficar do lado de fora.

E isto não foi tudo, no meio da volta, vi que alguns cidadãos iam se aproximando e eram recebidos por policiais que os revistavam um a um. Como pode uma prefeitura receber seus nobres habitantes em praça pública, com revista policial? Pelo vão de acesso, onde haviam vários policiais, vi um palco no interior da praça. Descobri que iria acontecer um Show em comemoração à Declaração Universal dos Direitos Humanos e ao aniversário de Belo Horizonte. Como acompanhei o 1° Show dos Direitos Humanos, ainda durante a ditadura, resolvi entrar para assistir um pouco, contudo fui informada que era preciso ter ingressos. Ingressos para entrar na Praça Pública? Então, olhei de fora o monumento para À Terra Mineira, um homem livre até das roupas e que alça aos céus uma bandeira, e ele também estava cercado e murado, abaixei a cabeça e com outros belorizontinos, desingressados, fui embora.

Meu filho, exatamente no Show dos Direitos Humanos, presenciei a sociedade sendo privada de seu direito mais elementar, que é o de ir e vir e em plena Praça Pública. Não se impõe ao povo a lei e a ordem restringindo seus direitos. É necessário organizar a vida em sociedade, sim, mas é preciso o diálogo para isso. Cercar, murar, coagir, recriminar, despejar, remover… de nada irá resolver os problemas da população, e nem os seus, enquanto administrador.

Agora pergunto: “E você? Por que não foi ao Show Direitos Humanos? A comemoração do aniversário da cidade que tentas presidir? Sabes que não sou a tia ranzinza. És um filho para mim, e só lhe chamo a atenção quando a situação fica realmente crítica. Sabemos que esta sua ação na Praça não foi pontual. Contando as feridas que tem deixado expostas neste último ano, relembro: Em janeiro proibiu a realização de eventos, de qualquer natureza, na Praça da Estação (sem falar que, em 2009, proibiu cães, bicicletas, skates, patins em todas as praças e jardins da capital); Em março tentou proibir o FIT, Festival Internacional de Teatro; Em abril, expulsou os índios pataxós da feira Hippie e os pipoqueiros das ruas da cidade; Em maio, abandonou os parques e jardins da cidade, a despeito de vários pedidos de espaço verde em orçamentos participativos; Em junho, transformou a Praça da Estação em apoteose da Coca-cola e conseguiu transformar a exibição daquele que é consagrado como esporte com maior capacidade de socialização em um evento particular (você alugou a Praça!); Em agosto, anunciou que vamos perder mais uma chance de termos um transporte público digno e cancelou os investimentos no metrô para copa de 2014; Em setembro, retirou o Quarteirão do Soul das ruas e expulsou os moradores da Torre Gêmeas, a despeito do apelo da consultora da ONU, Raquel Rolnik; Em outubro retirou as feiras de produtores de verduras das ruas e prometeu retirar alguns sacolões ABC, de preços populares, compostos por hortifrutigranjeiros de pequenos produtores da região; Em novembro, decidiu vender importantes terrenos e imóveis de domínio da prefeitura, tal como a residência oficial do prefeito, na orla da Pampulha (com mobiliário que inclui um quadro de Guignard), e também decidiu pela ampliação da pavimentação do Arrudas, com a intenção ampliar as vias de transporte e esconder a podridão em que se encontra o ribeirão onde papai pescava; E ainda promete que 20.000 cidadãos belorizontinos serão despejados de suas casas.

Meu querido, sei que suas intenções não são as piores, mas você esta utilizando os referenciais errados e caminha na contramão do desenvolvimento histórico do Brasil. Filho, você jamais conseguirá varrer a pobreza para debaixo do tapete da periferia, pois a classe baixa também trabalha no centro e na Zona Sul e está em todos os lugares, inclusive estará na copa de 2014. Jamais conseguirá resolver o transporte investindo em meios privados, quanto mais se ampliam as vias, mais se multiplicam os carros e o problema continua sempre o mesmo (veja o exemplo da Linha Verde). Jamais conseguirá fazer com que a cidade se torne segura, reprimindo a população, lotando as ruas de guardas municipais e policias, retirando feirantes, pipoqueiros, aniquilando a vitalidade da rua.

Querido, depois de anos de desenvolvimento e muitos tropeços, a classe baixa no Brasil tem o mesmo direito de habitar a cidade que a classe alta, e o urbanismo contemporâneo busca meios de qualificar a vida nas vilas e favelas, mantendo os moradores em suas casas, nas regiões centrais. Remoção e despejo são itens do século passado. Hoje se investe recursos no transporte público, como meio de melhorar o transito na cidade – você não tinha me falado que ficou impressionado com o transporte público em Paris? Pois bem, saiba que ele é publico e subsidiado pelo Estado, e não privado como aqui. A segurança publica se dá quando os habitantes se sentem pertencentes a um território e eles mesmos cuidam, vigiam, e também por isto é importante que a vivacidade dos espaços públicos seja garantida, com a presença de pipoqueiros, vendedores ambulantes. A cidade não é uma empresa. Não se pode atropelar cidadãos pensando apenas no desenvolvimento econômico, enriquecimento dos cofres públicos, no crescimento eficiente, higiênico, homogêneo, lucrativo. A cidade não é mercadoria, é o local do encontro, da civilidade, de urbanidade, da diversidade e assim deve ser tratada.

Tenho visto muitas manifestações ocorrerem em frente à prefeitura, na praça, nas ruas. E soube que você sempre sai pela porta de trás e ainda é recebido com vaias inflamadas em todas as aparições que faz em público. Meu filho, você é muito novo, mas a Belo Horizonte que não conheceu tinha bonde (utilizado por pobres e ricos), tinha um parque aberto no centro da cidade, tinham muitas praças realmente públicas, tinha um ribeirão e vários córregos limpos, abertos e utilizados pela população, e tinha, principalmente, uma população convidada a participar da política de Belo Horizonte e um Prefeito que ouvia os cidadãos belorizontinos, um a um, no hall de entrada da prefeitura, transformado em seu gabinete.

Então, rogo que avalie as suas posturas e repense as suas ações em nossos Horizontes. Caso contrário, nunca chegará a se tornar um Prefeito.

Com todo respeito e carinho,

Da tia querida, que muito te admira, sempre de perto.

13 de dezembro de 2010

 

 

Priscila Musa

39 Respostas to “Carta aberta a Marcio Lacerda”

  1. Ludmilla Zago Says:

    que carta! absurdamente representativa da agonia da cidade.

  2. Tweets that mention Carta aberta a Marcio Lacerda « Praça Livre BH -- Topsy.com Says:

    […] This post was mentioned on Twitter by Fórceps and Jacqueline, dj yuga. dj yuga said: Carta aberta a Marcio Lacerda « Praça Livre BH http://ow.ly/3qwkE #espalheapalavra […]

  3. Cinthia Says:

    Capacidade administrativa?

  4. Rafael Says:

    Um texto inspirador…E uma constatação trágica…

  5. Luana Borges Says:

    Lindas palavras.
    Emocionei.

    Você só esqueceu da lei que tirou as mesas de bares das calçadas

  6. José Lúcio Says:

    Emocionante.

    Isso mostra um pouco da realidade, ainda que decadente, de BH.

  7. alexarreguy@yahoo.com.br Says:

    Vamos TODOS lembrar das atitudes anti-culturais do Sr. Márcio Lacerda nas próximas Eleições. Quase acabou com o FIT e outros encontros culturais de BH agora fecha a Praça.
    ISSO É QUE DÁ VOTAR EM DESCONHECIDOS.

  8. Danilo Says:

    Que idiotice. Custa entender que para um realizar um grande evento é necessário, por motivos de segurança das pessoas e preservação do patrimônio, fazê-lo atender a uma previsão de público? Se, para tanto, são necessárias grades, é um uso legítimo e, se o prefeito endossa tal atitude, deve ser elogiado, não criticado.
    Aliás, prefeitura não expulsou ninguém das Torres Gêmeas, ela não tem nem pessoal para isso, agora se em um prédio (pessimamente conservado pelos seus moradores) pega fogo e fica absolutamente inseguro para moradia ele tem de ser interditado. Só falta dizer que a prefeitura que incendiou o prédio.

    • Fidélis Says:

      Danilo,
      que insegurança é esta que acontece nos grandes eventos abertos?
      A polícia não consegue controlar? Me explique isso melhor.
      Freqüento eventos na Praça da Estação há muitos anos e sempre foi tranqüilo. Depois da grade começaram as confusões, acho que você não foi a Praça no domingo. Teve confusão para entrar por causa da exigência de ingressos e revista dos seguranças, tiveram filas enormes para comprar bebidas e comidas nas poucas barraquinhas e para fechar com chave de ouro uma atuação brava da polícia militar que desceu o sarrafo na galera que tentava comprar cerveja em uma fila confusa e sem organização.
      Se não tivesse as grades vendedores ambulantes poderiam minimizar este problema e ainda poderíamos ir até os bares vizinhos e comprar comida e bebida mais barata. No meio do tumulto ficaria mais fácil correr e inocentes não apanharia de graça.
      É preciso ficar esperto, as justificativas da Prefeitura parecem verdadeiras, mas são mentiras. Praça livre, povo livre para ir e vir!
      Abç,
      Fidélis

    • Enila Devassa Says:

      Querido Danilo, esse é o discurso que colocaram na sua cabecinha, até onde eu sei grades nunca serviram de aparato de segurança, apenas de diferenciação (do que está do lado de dentro e o que está do lado de fora ou melhor de quem pode ficar do lado de dentro e de quem deve ficar do lado de fora dessas delimitações). Vai me dizer que as grades, muros e cercas elétrica que cada um coloca em volta da propriedade privada é para proteção? Não, essas coisas foram feitas para falar que o que tá dentro do que foi delimitado(seja por muros, cercas e afins) é local/propriedade especial, voltada a um número limitado de pessoas. A idéia que grades, muros e cercas trazem proteção é balela que nos tentam enfiar goela abaixo a todo custo. E não é que geral compra boi disso e acredita? Vivemos na era de uma arqueologia totalmente opressiva, que é travestida pelo discurso da segurança, do bem estar e de um conforto singular. Daí surgem cercas, grades, muros, shopping (afinal shopping nada mais é do que a domesticação da rua,né? Pra que se sujeitar as ruas, aos perigos das ruas se eu tenho um lugar ideal, com lojas especiais , segurança total? Hm?). Agora, como se faz isso em praça PÚBLICA? Meter grade e falar que ali é um espaço limitado a um certo número de pessoas? Se realmente estivesse preocupado com o bem-estar das pessoas que ali estavam para assistir aos shows, o “honradíssimo” e “queridíssimo” prefeito teria, ao invés de colocar grades, fechado o trânsito local (próximo aos bares) e deixado toda aquela área pra livre circulação da população, evitando dessa maneira os tumultos (que inclusive aconteceram vários devido as grades!). Se quiser continuar lambendo o saco do prefeito, fazer o que? Você é tão cidadão como eu e deve expressar sua opiniões também. Afinal democracia é isto,né? Você fala, eu posso discordar e ainda assim (sobre)vivemos bem. Agora, vai me falar que é democrático cercar uma praça pública e falar “só 7 mil pessoas entram aqui?”(pasmem, era aniversário de BH… quantos milhares de moradores temos aqui? Pior ainda, evento de Direitos Humanos? Hahaha! Daí se tem uma noção de onde os “nossos” direitos em que tanto acreditamos como naturais, inquestionáveis e legítimos surgem,,,, da DESIGUALDADE ou melhor da PRIVAÇÃO DO ACESSO. Saca? Tenso, né?

      Quanto a questão das Torres Gêmeas é lamentável ver a realidade em que vivemos, onde não só o acesso a moradia é limitado, mas também os acesso as informações. Não é por isso que devemos deixar de refletir a respeito, né? Nunca se explicaram o incêndio que aconteceu nas Torres Gêmeas (diga-se de passagem que é uma das ocupaćões mais antigas de bh). Mas, os fatos ficaram claro o após as medidas tomadas poteriormente. MUITA ingenuidade acreditar que a prefeitura nada tenha a ver com a remoção das pessoas dali (não duvido nada de um incêndio intencional. Provar não tem como… estamos mexendo com cachorros dos grandes, de costas largas). Se prefeitura tem gangue institucionalizada pra garantir o tal “bem-estar” e tal “segurança” que propunham ali pra praça da estação… não vai ter gente pra desalojar um bando de gente pobre que ‘enfeia’ bh morando em prédios há muito abanonado? Vale ressaltar que próxima aquela área ali, foi construído o maior centro de compras de BH. Sim, ali tem o maior e mais novo Shopping de BH? Legal,né? Mas é ruim ter aquele monte de gente pobre rondando por ali. O que fazer? Remoção? Melhor não, porque é ocupaćão antiga demais. Incêndio? ….. ?

  9. solanobicalho@yahoo.com.br Says:

    Aumento o preço do restaurante popular em 100%. Além de expulsar ela quer matar a população de fome. Lacerda, volta pra casa!

  10. Pata Says:

    @Danilo – eu até pensaria em comprar a desculpa do incêndio, se não estivesse já encaminhado o desalojo do resto das ocupações urbanas em BH. Além de que me lembro de ter lido aqui, muito tempo atrás, sobre o processo de investigação do incêndio, e achei tudo muito esquisito e mal explicado. Sim, tem cara de tramóia, ou no mínimo de oportunismo.

  11. Ana Banana Says:

    Danilo

    Não é só uma questão de grandes eventos, proteção de patrimonio.

    É UMA MANEIRA DE FAZER POLITICA, DE GERIR A CIDADE, QUE ENVOLVE VARIAS COISAS, DESDE PRIVATIZAR ESPAÇOS PUBLICOS, ATÉ EXPULSAR OS POBRES DA CIDADE.

    É uma gestão, onde, ao invés de fazer as pessoas se apropriarem da cidade, as afasta dela. Como se as pessoas da cidade fossem uma ameaça a ela. Se o problema é conservação de patrimonio, a solução não é simplesmente cercar praças, que são publicas, e deveriam estar abertas.

  12. Luiz Augusto Sinfronio Says:

    Se o evento fosse aberto e ocorresem alguns furtos, alguém publicaria uma carta alegando que em plena comemorção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi furtado e a policia não consegui achar o bandido, e que a sociedade é uma merda e blá blá blá.
    Não foi a primeira e nem será a ultima que a Praça da estação é lugar de show e eventos fechados, sempre ocorrem shows gospel lá e outros shows!

    Papo furado!

    • Maria das Couves Says:

      que fique claro, os shows gospel eram abertos. e sem confusão.
      que se critique este ou aquele aspecto da religião de alguém, mas os eventos gospel na Praça eram sem confusão, abertos e democráticos. acho que este último era o aspecto que mais incomodava certa classe média que adora criticar o Bispo Macedo mas ama a CNBB.

      E lá grade protege de furto, rapaz? Endoideceu?
      Eventos abertos maiores, muito maiores, acontecem cotidianamente em cidades mais violentas que BH sem problema nenhum. Da Virada Cultural de São Paulo aos shows de fim de ano em praias pelo Brasil. Mas em BH? Nããããão, BH é insegura demais, precisamos de fechar, cercar, vigiar, limpar, proibir, democracia nos incomoda.

      • méuri Says:

        E mesmo assim, os eventos gospel não estão corretos num estado laico, por mais que ainda fossem melhores que os atuais problemas de praça privada.

      • Maria das Couves Says:

        discordo, méuri.
        o Estado é laico, ou deveria ser, mas as pessoas não necessariamente. e elas devem poder expressar suas religiosidades nos espaços públicos sim.

        e isto para o Candomblé, Umbanda, Congado, Folia de Reis, missa da padroeira ou show gospel.

        que medo é este dos outros se expressarem, minha gente?

        o que falta é respeito, não silêncio.

  13. Bruno Vieira Says:

    Danilo,
    E desde quando grade é sinônimo de segurança pública?

  14. marcos magalhães Says:

    Fora Lacerda. O homem que gastou 4 milhões do próprio bolso para se eleger prefeito. Em 4 anos Márcio, vai faturar quanto neste investimento?

  15. rodrigo sampaio Says:

    E lembrando, como morador de santa tereza, acabaram com o mercado distrital de santa tereza e expulsaram os comerciantes que trabalhavam la a 54 anos na marra, a policia trancou os portões não deixando os comerciantes trabalharem, pq a prefeitura queria transformar o mercado em quartel da guarda municipal. Na época ajudei uma amiga a fazer um video sobre isto – http://www.youtube.com/watch?v=Ja6V8zy49r4 – mas não adiantou.

  16. Gabriella Says:

    Genial essa carta. Gostaria que Aécio Safado Neves também tivesse tias assim…

  17. Analise da Silva Says:

    Gostei da carta. Considero-a representativa do sentimento que me acomete a cada dia com maior dureza. Entretanto, me colocando não como a tia do POSTE, mas como cidadã belorizontina, considero desejável que nos lembremos de quem FORAM os responsáveis por plantá-lo entre nós. Lembro-me sozinha? Ou mais alguém se lembra das entrevistas de Pimentel e Aécio dizendo que com a popularidade que tinham elegeriam até um Poste? E foi isso o que fizeram. O voto foi dado pela maioria da população em confiança na indicação do 8º e do Neto. Lembremo-nos da Propaganda Eleitoral e tiremos a peneira da frente do Sol. Não nos esqueçamos: não se trata de um estilo de administrar ou de governar. A atual administração não está no caminho errado. Ela está no caminho que escolheu ficar. E esse caminho inclui os rumos da educação, da saúde, da geração de trabalho e renda, do meio ambiente, além da habitação e da cultura no lugar que amamos e que queremos ficar. Não se trata de um descaminho. É uma opção política!

  18. Ana Otto de Passos Says:

    Esse fórum está massa! Acho ótimo esse “encontro” de perspectivas tão conflitantes, embora eu ainda pense que estamos chegando num beco sem saída, sem muitas opções: os despejos estão prestes a se deslanchar, estão vendo? Eu gostaria de saber como cada acontecimento da cidade poderia servir de veículo para denunciarmos isso e, pelo menos, dificultarmos o processo. Tento não ser piegas, mas suspeito de que tem algo muito palpável na afirmação dos movimentos e dos moradores: essa operação é “massacre anunciado”. Só na Dandara são 800 casas a serem demolidas, têm idéia do que é isso?

  19. Anonimo Says:

    Queria muito é que pelo menos um terço desse bando de desocupados, que enchem a paciencia pq finalmente tentam proteger um patrimonio que havia sido abandonado pela cidade e seus usuários, realmente utilizassem esse espaço em momentos que não fossem para encher a cara e usar drogas fantasiados de rebeldes políticos. Quero ver é irem pra lá de graça, sem patrocinio de empresários e ainda tirarem dinheiro do próprio bolso pra pagarem o caminhão pipa.

    • Pata Says:

      Aparece na praia da estação que você vai ver esse pessoal (com orgulho, no meu caso) juntarem-se na praça sem ser pra encher a cara/se drogar, sem patrocínio de empresários e fazendo vaquinha pra pagar caminhão pipa. Aliás, esse ano vi acontecer todo tipo de coisa não-patrocinada e não-baseada-em-chapação rolando nessa mesma praça, de shows (Eventão) a saraus. Seu comentário demonstra uma gigantesca desinformação, ao meu ver.

  20. Pata Says:

    “Com orgulho” eu digo de ser desocupada. Desocupada o suficiente pra ocupar a cidade.

  21. Armando Pontes Says:

    Corrijo informações contidas nesse texto. Lacerda ainda não despejou o Quarteirão do Soul, nem os sacolões ABC, nem a feira da rua Paraná. AINDA não.

    Ver https://pracalivrebh.wordpress.com/2010/10/27/fora-com-a-feira/

  22. Ana Says:

    Muito bom o texto!

    Mineiro não é bobo não. Ou muda ou não tem reeleição!

  23. praça da estação at Rodrigo James Says:

    […] Não fiquei satisfeito. Que lei é esta? Porque fechar? Porque restringir o acesso? Fui colocar estas questões no twitter e recebi uma resposta de um amigo, Ricardo Costa, atualmente trabalhando na Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte. Ele me deu alguns dados e eu retruquei dizendo que a reação popular havia sido forte. E mandei mais dois textos: CARTA ABERTA AO PREFEITO MÁRCIO LACERDA https://pracalivrebh.wordpress.com/2010/12/16/carta-aberta-a-marcio-lacerda/ […]

  24. Priscila Mesquita Musa Says:

    Oi pessoal,
    Só hoje fui ver o comentário de vcs. Vejo que a carta está ecoando pela internet e já fico satisfeita. É isto que precisamos: manifestar nosso descontentamento nas ruas, na praça, na internet…Toda forma de participação política e cidadã é válida.

    Cyntia, a referência a capacidade administrativa é uma ironia.

    Armando, o Lacerda tirou o Quarteirão do Soul da Rua Guajajaras,onde tradicionalmente ela ocorria, porque segundo a PBH, eles estavam atrapalhando o transito. Sobre o sacolões do ABC na carta falo que é ainda uma promessa.

    Rodrigo Sampaio, que filme super interessante vou divulgá-lo também, parabéns pelo trabalho!

    Valeu Ludimila, Rafael, Luana Borges, José Lucio, Alexa, Fidelis, Solano, Gabriella, Ana Otto, Pata Rodrigo James e Enila, fico feliz que tenham gostado e peço que me ajudem a divulgá-la. A intenção é que chegue até a prefeitura e atinja o nosso alvo.

    Anônimo, sempre vejo com estranheza as pessoas que não se assumem suas posturas. Pergunto, porque te incomodamos tanto? Se você tem motivos factíveis, vá a Praça da Estação e se manifeste contrário a nós, contrário a praia, porque enquanto pudermos, a Praça será livre e todos são bem vindos.

    Análise da Silva, você tem razão, o Marcio Lacerda foi eleito pela população, mas isto não reduz o dever de nos manifestarmos contrários as políticas públicas que ele está implementando. Não temos que transformar o voto em culpa. Aliás, chegamos a esse ponto porque faz muitos anos que estamos isentos da vida política do país. E isto permitiu com que apolíticos como Marcio Lacerda chegarem à prefeitura. Meu voto foi nulo por protesto, mas quem votou também não teve muita escolha, o caminho da escolha política vem sendo tolhido há muitos anos. A eleição do Marcio Lacerda foi uma contingência assim como a do Anastásia.

    Luiz Augusto, quando vc for ao Show do Direitos Humanos e ocorrerem furtos, vá e escreva uma carta denunciando a falta de segurança pública na cidade. Agora, o fato de não ocorrer assim, não diminui em nada o valor da nossa denúncia.

    Danilo, como disse na carta, a segurança pública acontece quando as pessoas se sentem pertencentes a um território e por si só, zelam por seu espaço. Muro de nada adianta. Os moradores das Torres Gêmeas foram expulsos pela tropa de choque, e fazia 15 anos que eles ocupavam os prédios. Tenho acompanhado mais de perto este caso, não há nenhum dano a estrutura do prédio e o problema de segurança dos moradores é bem reduzido e fácil de resolver. Este caso continua sendo parte do velho processo de gentrificação, higienização, limpeza social. Você pode se colocar a favor das ações do Marcio Lacerda, não há problemas, é bom que pensemos diferente, mas é preciso respeitar as diferenças, até as de pensamento, não acho que você é um idiota por não pensar como eu e espero que você consiga entender os diferentes pontos de vista que estão sendo colocados aqui.

    E pessoal, segue um texto da atual relatora da ONU, ele explica um pouco o processo que está acontecendo com nossas grandes cidades em tempos de Copa e Olimpiada.
    http://terrorismobranco.wordpress.com/2010/11/16/sera-que-conseguiremos-evitar-a-instalacao-de-um-estado-de-excecao-no-brasil-durante-a-copa-e-as-olimpiadas/

    Lembro ainda que amanhã, dia 21 às 19hs, na Praça da Estação (se chover de baixo do viaduto) teremos uma reunião sobre uma possível audiência com a Fundação Municipal de Cultura.
    Abraço a todos!

  25. Priscila Mesquita Musa Says:

    http://terrorismobranco.wordpress.com/2010/11/07/impactos-urbanos-e-violacoes-de-direitos-humanos-nos-megaeventos-esportivos-seminario-dias-8-e-9/

  26. ecrepa@yahoo.com.br Says:

    Sinto muito por nossa BH. Ruas sujas, descaso com a população, e o pior, o assistencialismo barato, p calar a boca da classe menos favorecida. Decepção, tristeza e indignação. A educação está a merce da incopetencia e abandono.

  27. O IPTU E A PRAÇA DO “SOCIALISTA” MÁRCIO LACERDA, José de S. Castro (*) | Fernando Massote Says:

    […] Bem, vou terminar, transcrevendo um último parágrafo (quem quiser ler a íntegra, pode ler, por exemplo, aqui: https://pracalivrebh.wordpress.com/2010/12/16/carta-aberta-a-marcio-lacerda/):  […]

  28. Sobre a prefeitura de Marcio Lacerda | blog da kikacastro Says:

    […] Bem, vou terminar, transcrevendo um último parágrafo (quem quiser ler a íntegra, pode ler, por exemplo, aqui): […]

  29. Um mar além da Praia | Ah!Cidade Says:

    […] Ganhando o mundo, a #PraiaDaEstação possui textos em português, inglês, francês e russo. Para quem disse que Belo Horizonte não poderia ter qualquer tipo de projeção internacional – ou que somente a teria com uma abertura de Copa do Mundo. Enquanto isso, a insatisfação com a gestão de Márcio Lacerda em relação à cultura vai angariando mais adeptos, como a sua própria “tia”, que rogou ao “sobrinho” maior sensibilidade para com a cidade. […]

  30. Paulo Says:

    fake q nota de R$3,00

  31. Fora Lacerda! BH não precisa de você. Dia 24 na Praça da LIBERDADE! « Fotografia, cultura e variáveis. Says:

    […] Poderia ficar horas falando, mas vou apenas colocar o link de alguns sites que já existem por aí, denunciando os abusos de um ser que acha que a cidade que comanda é sua empresa, e que nós, os moradores, devemos obedecer a seus mandos e desmandos sem justificativa. Começo recomendando uma carta maravilhosa e que resume todo o sentimento dos que não se  conformam em ter esse cara como prefeito: “Carta aberta a Márcio Lacerda”. […]

  32. Fora Lacerda! BH não precisa de você. Dia 24 na Praça da LIBERDADE! - Próxima Parada Says:

    […] Poderia ficar horas falando, mas vou apenas colocar o link de alguns sites que já existem por aí, denunciando os abusos de um ser que acha que a cidade que comanda é sua empresa, e que nós, os moradores, devemos obedecer a seus mandos e desmandos sem justificativa. Começo recomendando uma carta maravilhosa e que resume todo o sentimento dos que não se  conformam em ter esse cara como prefeito: “Carta aberta a Márcio Lacerda”. […]

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