Fora com a feira? O que mais vai junto na poeira?

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Sabe aquela feirinha ali no centro, na avenida Paraná com Amazonas? A PBH quer passar esfregão lá também! Pergunta: nesse varredouro, no meio da poeira, como ficam o Quarteirão do Soul (que acontece ali aos sábados) e aquele Mercado Novo (conhece? não, não é o Central!)? Mais medidas higienistas do projeto Centro Vivo. A matéria abaixo foi publicada um mês atrás.

PBH dá ultimato aos feirantes

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1803&IdCanal=6&IdSubCanal=&IdNoticia=152344&IdTipoNoticia=1

Donos das barracas deverão encerrar as atividades até o dia 31 de dezembro

Depois de mais um dia de trabalho, a vendedora de sapatos Júlia Carvalho de Almeida, 41, passa pelas barracas verdes da praça 1º de Maio, no centro de Belo Horizonte, e enche as sacolas de verduras, legumes e frutas. Mas a partir do ano que vem, ela terá que procurar pelos alimentos em outro lugar. As oito barracas que vendem ainda biscoitos, cereais e temperos serão desativadas devido às obras de revi-talização da praça, contemplada pelo programa Centro Vivo. Os comerciantes têm até o dia 31 de dezembro para deixar o local.

Júlia prefere comprar no local porque os produtos custam bem mais barato do que nos sacolões e feiras livres próximos ao local onde mora, em Betim, na região metropolitana da capital. “Lá no bairro Citro-lândia, uma caixa de morango custa R$ 3,49. Por aqui, compro por R$ 1,49. E os alimentos são sempre de boa qualidade”, conta a vendedora, que ainda não sabe onde vai passar a fazer a feira semanal.

As conhecidas barracas do ABC, entre a rua Tupis e a avenida Paraná, fazem parte do Comboio do Trabalhador, projeto da Prefeitura de Belo Horizonte que oferece produtos alimentícios a preços mais baixos para a população.

Opção. Em junho, a Secretaria Municipal Adjunta de Abastecimento (Smaab) comunicou aos feirantes que as concessões não seriam renovadas.

Segundo o secretário municipal adjunto de abastecimento, Flávio Duffles, a prefeitura ofereceu aos comerciantes, por meio de licitações, oportunidades de trabalho em outros pontos da cidade. Nos últimos meses, foram realizadas concorrências públicas para o Mercado do Cruzeiro, Feira Coberta do Padre Eustáquio e Central de Abastecimento Municipal, no bairro São Paulo, além de outros 19 locais do programa Sacolões ABasteCer. Os feirantes da praça 1º de Maio, porém, não participaram dos processos.

“Em outubro, será aberto uma nova concorrência para os 26 espaços que não foram preenchidos no Cruzeiro, no Padre Eustáquio e na Central de Abastecimento. Essa é a alternativa”, declarou o secretário.

Os comerciantes chegaram a fazer uma proposta de revitalizar a região com recursos próprios. Mas o projeto não foi aceito pela prefeitura. “Eles vieram com essa ideia agora, quando estava tudo decidido. Eles nunca se propuseram a melhorar antes. A região sempre foi muito suja”, ressaltou Duffles.

Os feirantes já colheram mais de 5.000 assinaturas de clientes que protestam contra a retirada das barracas. Mas, segundo a prefeitura, a decisão é irrevogável.

PROTESTO

Medida é alvo de reclamações

Os comerciantes da região não se conformam com a saída do local. “Tem gente que está aqui há mais de 20 anos. Todo mundo que sai do trabalho passa aqui antes de ir para casa. Isso que estão fazendo é uma atitude em desfavor da população”, reclama Sirlene Gil Viana, dona de uma barraca de alhos, que há 12 anos trabalha no local.

De acordo com os feirantes, cerca de 200 pessoas poderão ficar sem emprego, direta ou indiretamente.

O Comboio do Trabalhador funciona em locais fixos e com pontos itinerantes que atendem, principalmente nos fins de semana, os bairros mais carentes de Belo Horizonte. Mais de 1 milhão de pessoas são atendidas mensalmente, com a comercialização de aproximadamente 10 mil toneladas de alimentos.

Já o programa Sacolões ABasteCer, popularmente conhecidos como ABC (sigla para “Alimentos a Baixo Custo”), comercializam de 20 a 25 tipos de hortifrutigranjeiros a um preço máximo de R$ 0,69 o kg, além de cereais, doces caseiros, biscoitos e laticínios.

A Secretaria Municipal Ajunta de Abastecimento (Smaab) é responsável por fiscalizar os preços, a qualidade e a variedade dos produtos. Cerca de 380 mil pessoas são atendidas todo mês, com uma média mensal de 3,4 t comercializadas.

A Smaab possui outros 17 projetos ecologicamente sustentáveis. Eles integram o cardápio da merenda escolar e de famílias de baixa renda, a partir das hortas comunitárias. (TN)

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Uma resposta to “Fora com a feira? O que mais vai junto na poeira?”

  1. Tweets that mention Fora com a feira? O que mais vai junto na poeira? « Praça Livre BH -- Topsy.com Says:

    […] This post was mentioned on Twitter by Júlia Mello, Coala Croata. Coala Croata said: https://pracalivrebh.wordpress.com/2010/10/27/fora-com-a-feira/ E o fim dos SacolõesABC no centro? Ei, Lacerda, seu decreto é uma merda. […]

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