Carta à Prefeitura de Belo Horizonte

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Prezados,

bom-dia.

Sou morador da cidade de Belo Horizonte e uma pessoa que tem se envolvido mais proximamente aos seus processos culturais e sociais. Resido à [informação omitida]. Meus telefones são [informação omitida]. Escrevo querendo uma real satisfação acerca da situação do fomento às atividades culturais citadinas.

Desejo um real status acerca do Teatro Francisco Nunes. Se não me engano, o referido espaço encontra-se fechado por causa de danos na sua estrutura desde 2009. De lá para cá, tenho ouvido promessas e planejamentos para a reforma do espaço. Uma das mais recentes foi publicada em uma matéria do jornal O TEMPO, neste link (favor clicar aqui), com o oportuno título de “Cultura a passos de formiga”, datada de 1º de março de 2010. Nesta, dizia-se que “a previsão é de que as obras de recuperação do telhado – que ameaçava ruir e determinou o fechamento do espaço em abril do ano passado – esteja concluída a ponto de receber o Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua (FIT-BH), previsto para acontecer na primeira quinzena de agosto”. Coisa que, de fato, não ocorreu: O Chico Nunes não recebeu o FIT e, pelo o que parece, tampouco receberá a Campanha de Popularização do ano que vem – pelo andar da carruagem da Fundação Municipal de Cultura, não era nem para o FIT ter ocorrido, se não fosse a pressão popular dos artistas e da comunidade belorizontina.

Além disso, gostaria de receber algum tipo de informe acerca da comissão que se reuniu para discutir o problema da Praça da Estação. Demodê, eu sei, mas não nos foram repassadas as deliberações sobre essa comissão. Sabemos que houve uma imposição da taxa de R$ 9.600,00 por dia de uso, mas eu ainda não entendo como se chegou a esse valor – reportagem do jornal O TEMPO, de 06/06/2010, mostra a insatisfação pela cobrança (insatisfação já sabida de vocês). Eu ainda quero entender, também, o cercamento da praça e a distribuição de senhas para a realização de um espetáculo de teatro que deveria ser público.

Será que, em nome da população de Beagá, eu posso ter um feedback em relação a essas demandas? Podemos esperar que a PBH, a FMC e a Regional Centro-Sul respondam a este e-mail sem rodeios?

Por fim, lamento profundamente a situação na qual se encontra a Prefeitura de Belo Horizonte, sendo dirigida por pessoas mal assessoradas e com pouca sensibilidade às questões sociais e culturais – além de pouca abertura ao diálogo com a população. Se não fosse assim, se a PBH se mostrasse aberta à conversa, não haveria o decreto proibitivo a eventos na Praça da Estação, mas sim uma conversa franca e aberta com todos os entes sociais que a utilizam – Ângela Gutierrez, os evangélicos, os empresários culturais, movimentos sociais e a população em geral.

Por favor, que esta carta chegue aos seus destinatários e que uma resposta possa ser dada sobre isso.

Abraços fraternos e sinceros de mudança

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