Na miúda

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Diante da suposta publicação de um comentário (discreto e omisso) do prefeito Márcio Lacerda no blog de Luiz Nassif, reanimam-se as brasas quase apagadas da discussão em torno da praça e das questões gerais que a envolvem:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/marcio-lacerda-e-o-movimento-da-praia

Aproveite que o prefeito deu as caras (pelas frestas) e contribua com a discussão!

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2 Respostas to “Na miúda”

  1. Carlos Alberto Says:

    Repito abaixo o que postei no blog do Nassif. Para mim está claro que a política do prefeito Lacerda para a cultura é empresarial e não cultural, que visa à eficiência nos moldes empresariais, com tudo que isso acarreta (demissões, cortes de despesas, centralização administrativa, metas e resultados, “lucro” etc.). Isso o leva a trocar artistas e ações locais por “eventos” de “visibilidade”, em “parceria” multinacionais, como Disney, Fifa e Coca-Cola.

    seg, 5/7/2010 – 12:57

    Luther Blisset e Jota Jonz colocaram a discussão nos eixos, Ivan Moraes aponta contradições no discurso oficial. Gostaria de acrescentar o seguinte. Embora o prefeito Lacerda mereça todo nosso respeito, como represente do povo, eleito pela maioria, em segundo turno, suas explicações não são convincentes. Senão, vejamos.
    Ele começa com eufemismo, em vez de proibição, fala “suspensão”. Qual a diferença? Quem acredita nessa história de “preservação do patrimônio”? A atual administração sucateou a área de cultura e patrimônio, os órgãos da área não estão nem funcionando. O que explica inclusive a adesão da área cultural ao movimento Praia da Estação.
    Que falácia de preocupação com “segurança das pessoas que transitam” é essa? Esse discurso autoritário é o mesmo da ditadura militar, as pessoas não podem se reunir em praça pública porque é perigoso, a polícia bate na gente pra nos proteger os baderneiros, dos comunistas…
    Quanto ao barulho, pergunto ao prefeito se ele e a SLU (Superintendência de Limpeza Urbana) mantêm os ruídos dos caminhões que recolhem lixo de madrugada dentro dos limites. A poluição sonora em BH está insuportável, caminhões de construções trabalham de madrugada com assistência da autoridade de trânsito, que ainda manda carros e funcionários para garantir. Os moradores não têm como reclamar, porque o serviço que deveria proteger o silêncio não funciona e, como se viu, as próprias autoridades dão mau exemplo.
    E essa história de “maioria dos eventos (na praça) promovida por particulares”? Se a prefeitura é contra, como é que reabriu a praça para a Fifa e a Coca-Cola? Elas são o quê? Empresas públicas?
    E que negócio é esse de “abrir debate”? Onde e quando foi que a prefeitura debateu o assunto? Quem debateu foi a população atingida, a prefeitura manteve sua postura autoritária. “Comissão especial de regulamentação” (criada em 29 de janeiro, portanto depois da proibição e do belo protesto Praia da Estação) é uma forma de legitimar a proibição. Quem participou da tal comissão? Não a sociedade, não os interessados. O prefeito diz que a comissão abriu a discussão na internet. Eu não vi, não conheço ninguém que tenha visto, participado e discutido. Se tivesse visto, teria participado. Isso é conversa fiada de empresário, acostumado a dar ordens e que foi pego de surpresa por uma reação que não esperava, um movimento contemporâneo, combinado na internet.
    O prefeito ainda cita a arena da Coca-Cola como exemplo. Que me desculpe a expressão, mas isso é muita cara-de-pau! Eu pergunto: quanto a prefeitura cobrou da Coca-Cola e da Fifa? Está na hora de prestar conta, já que o evento é um exemplo da nova ocupação da praça. O prefeito chama de sucesso fechar a praça (duas, aliás, porque fechou também a Praça JK, na zona sul) durante um mês e só poder entrar ali quem paga, num evento da prefeitura que faz propaganda da Fifa e da Coca-Cola! Essa é a visão empresarial neoliberal que o prefeito tem de espaços públicos: uso privado e pago.
    A prefeitura precisa mesmo reformar suas decisões, mas honestamente e democraticamente. E poderia começar aqui, na internet, pois os saites da atual administração não oferecem sequer o “fale conosco”, o cidadão só pode reclamar na Ouvidoria, que não tem poder, só repassa e não decide nada. O prefeito que se quer moderno não tem a menor ideia de como a internet pode estar a serviço da democratização e do aprimoramento da administração pública.

  2. Luther Blissett Says:

    tem parte dessa discussão aqui também: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-movimento-da-praia-em-bh

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