Archive for julho \19\UTC 2010

Copa de 2014

julho 19, 2010

Comunidades do Trilho dizem NÃO à remoção

18 de julho, a partir das 9 horas da manhã na comunidade Trilha do Senhor entre as Av: Padre Antonio Tomás e Santos Dumont, especificamente na Rua Marechal Rondon, na Praça da Capela Nossa Senhora das Graças uma manhã com atividades culturais contra as remoções e desalojos.

Após o fim da copa da África, os grandes iniciam seus “super-projetos” para Fortaleza. Muitos processos de higienizações serão mascarados com obras. Sabemos da importância do evento para gerar emprego e renda para a capital, porém, as mudanças urbanas que a cidade deve sofrer deixa os moradores das comunidades do trilho, extremamente preocupados com mais uma remoção que, se ocorrer, deve prejudicar a vida de milhares de famílias: a instalação do VLT ( veículo leve sobre trilhos) que pretende levar os turistas do porto do Mucuripe para o Castelão durante a Copa 2014. Para fazer um alerta e sensibilizar a sociedade sobre esta questão, as comunidades farão uma manifestação hoje, 18 de julho contra a intervenção higienizante, que o Governo do Estado(CID) e Prefeitura(Luizianne) de Fortaleza querem realizar sem nenhum respeito à história e à memória destas comunidades, que tanto lutaram na construção de uma vida em sacrifício.

Leia o Restante da materia.

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Na miúda

julho 12, 2010

Diante da suposta publicação de um comentário (discreto e omisso) do prefeito Márcio Lacerda no blog de Luiz Nassif, reanimam-se as brasas quase apagadas da discussão em torno da praça e das questões gerais que a envolvem:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/marcio-lacerda-e-o-movimento-da-praia

Aproveite que o prefeito deu as caras (pelas frestas) e contribua com a discussão!

Vendavais e pocilgas (.3)

julho 11, 2010

v e n t o s  e  r e b e n t o s

Quando uma onda morre na praia, muito vento já soprou. O inverno expulsou a Praia, os encontros, cansou as trocas. A Coca ocupou a praça, com muitas viaturas e serviços. Houve quem previsse outras vezes o aspecto efêmero dos levantes, estouros de desobediência que não se justificam por razões universais. São momentos forjados, em carícias e fogos. Tormentas no olho do furacão, que é tenso, expele para fora desse mundo. Se chove muito, é vento, a maré se atormenta. A pocilga não lava suas mãos. Escolhe a dedos seus alvos, dá cargos à sua prole, enxota a ralé dos seus “museus públicos”, de guti-guti erra a força, agita ações apenas no mercado, mas manda e desmanda em qualquer salão fechado.

 

Vendavais e pocilgas (.anexo)

julho 11, 2010

m e a – c u l p a

Faço mea-culpa por ter confiado demais na informação de que a Coca-Cola banca os eventos que começaram na Praça da Estação em 11 de junho deste ano. Fui muito benevolente. A PBH desembolsou dos cofres da cidade cerca de 300 mil reais e doou à Coca toda a infra-estrutura das exibições dos jogos, que seria a mesma usada no Arraial de Belô, que está para ocorrer nos dias 16, 17, e 18 de julho, ali mesmo. Reuniões e palavras evocadas por porta-vozes da prefeitura. Se bobear, a Coca sequer pagou as taxas regulamentadas em 5 de maio. A praça lhe foi passada em comodato, junto a todos os demais serviços, para que lá a patrocinadora oficial da Copa do Mundo montasse suas “vitrines”.

e r a  u m a  c a s i n h a  m u i t o  e n g r a ç a d a . . .  a q u e l a  d o s  p o r q u i n h o s

 

“You don´t know me…”

 

Em meio ao jorro informacional desses dias, não é necessário correr tanto atrás para encontrar as presas medíocres. Pocilgas sempre espalham suas sujeiras. A questão sobre nomes e sobrenomes do tal Tiago Lacerda não era simples “coisa de novela”. Tiago Lacerda esteve na casa de Márcio Lacerda. Tiago Lacerda, presidente do Comitê Organizador Local da Copa em BH. Tiago de Lacerda, filho de Lamerda.

Vendavais e pocilgas (.1)

julho 11, 2010

v e t o  é  v e n t o

A Praça da Estação não quer ser tocada. Ela foi erguida sob regras tão pudicas, tão requintadas e tímidas, que durante anos serviu apenas como corredor para o desvario da cidade. Fazer um corredor não é tão complicado: basta cercar, soltar os cães no lote e ir tranqüilamente descansar longe, isolado da confusão. El Cerdo nos tem ensinado muito sobre essas facilidades.

O veto de 9 de dezembro deu cria a eventos de qualquer natureza, quando a própria falta de clareza dos termos da proibição deu estímulo ao contrário. Pois toda proibição é de imediato questionável, senão refutável, a não ser que o uso ou a amostra da força a permita se efetivar… sem ouvir, obviamente. Os decretos e pronunciamentos das instâncias da prefeitura não se preocuparam com o teor de cada palavra. Pensou-se que simplesmente decretar já correspondia a garantir um ato proibitivo.

Além daquelas bizarrices suspeitosas sobre eventos de qualquer natureza, veio ainda a Fundação Municipal de Cultura responsabilizar performers, diretores e atores de toda a cidade pelo cancelamento do Festival Internacional de Teatro de Palco e de Rua. As medidas emergenciais de El Cerdo, anunciadas desde dezembro do ano que passou, não pouparam intervenções financeiras nas contas do município, com cortes especiais para o campo da Cultura. Ficaram na penumbra não somente o FIT, mas a Lei de Incentivo, o Projeto Arena da Cultura e espaços que tiveram, na surdina, suas portas fechadas. (more…)