UMA CRITICA PARA A CRITICA.

by

Nem sei se eu deveria me expor ao ponto de responder ao texto e a alguns comentários sobre o publicado: “Não me organizem. Crítica do arrastão na última Praia”. Esse texto não ofende só a mim, mas a todo o trabalho de varias pessoas que construíram esse ato. Não vou me rebaixar usando jargões da mais inteira burrice, como foi usado pela nosso “amigo” que ao meu ver é um dos líderes do Movimento dos Sem Lideres. Quanto a parte do Beiçola queria dizer que adorei, nunca tive um apelido e tenho grande apreço por esse personagem que é genial e tão bem interpretado por esse grande ator: Marcos Oliveira, valeu pelo elogio.

Bom, acho que não há necessidade de baixar o nível para alguém falar que discorda disso ou daquilo que foi feito na manifestação de sábado. Bastava apenas, que fossem a reunião de organização do ato. Reunião essa que foi divulgada nesse próprio blog e no grupo de e-mail da praia. Segue o link da postagem do dia 23 de março, aconselho todos a ler esse texto convocatório que deixa bem claro que o ato seria organizado e que estva sendo puxado pelos artistas: https://pracalivrebh.wordpress.com/2010/03/23/dia-27-de-marco-dia-mundial-do-teatro-e-dia-nacional-do-circo/

Vou explicar algumas coisas sobre a manifestação já que as maiorias dos críticos não foram à reunião de organização. Eu e todos do meu grupo (Cia. Crônica de Teatro) e vários outros artistas estamos já a muito tempo, reunindo freqüentemente para discutir questões relacionadas a políticas publicas de cultura e sobre os ataques dos governos ao setor artístico. Em uma de nossas reuniões propomos de fazer uma manifestação no dia 27 de março, pois compreendíamos que não havia nada para comemorar nesse dia, foi inclusive eu que defendi de irmos para a praia e unir as forças e as reivindicações, já que a Praça da Estação é também um espaço cultural de nossa cidade. Na manifestação que aconteceu em frente à Fundação Municipal de Cultura no dia 19 de março, conversei com uma pessoa, sobre nossa vontade de que à praia estivesse junta com a gente no dia 27, falei de fazermos a concentração do ato lá e sairmos em passeata juntos. Falei que queríamos marcar um dia pra conversar e organizar melhor isso. Essa pessoa incluiu meu e-mail do grupo de discussão da praia e então mandei um e-mail imediatamente, no mesmo dia 19, explicando melhor a proposta. Varias pessoas responderam achando muito positivo. Na reunião em que o critico reacionário não foi, esteve uma pessoa que participa ativamente da praia e falou que queria saber melhor sobre o que seria feito para que o desfile que iria acontecer não atropelasse a proposta da manifestação uma vez que estaríamos juntos: PRAIA E MANIFESTAÇÃO DOS ARTISTAS. Ou seja, o ato não foi só a Praia da Estação, mais a união dela com outros movimentos, inclusive movimentos políticos, sociais, sindicais e etc.

Na reunião de organização estiveram os representantes das bandeiras que estavam no ato e ainda, representantes do vereador Arnaldo Godoy e do deputado André Quintão (PT). Não houve nenhuma restrição em levar bandeiras. O carro de som não foi pago, foi cedido pelo sindicato dos professores que também cuidou dos alvarás para realização do ato, de forma a não dar espaço para questionamento da policia. O que respondi ao critico quando ele falou para que eu saísse do carro de som foi: que aconteceu uma reunião e que o carro de som não estava ali a toa, tinha um objetivo, um propósito maior, mais especificamente de falar as coisas que tiramos em reunião, de denunciar para a população o que estava acontecendo. Conclusão: eu não era um babaca falando sozinho, estava falando o que foi conversado e acordado entre varias pessoas. Fora eu, falaram no carro de som: O Carlute do MTG – Movimento Teatro de Grupo / Rogério Coelho do Coletivoz – Sarau da Periferia / Edna Sindicato dos Professores / Mariah da Anel – Assembléia Nacional dos Estudantes Livre e umas quatro pessoas da praia que ao invés de falarem contra o inimigo em comum ficaram tentando criar brigas internas.

Quanto ao caminhão pipa: quando o caminhão chegou, o policial venho furioso pra cima de mim e disse que se molhasse um PM ou a guarda municipal, ele não se responsabilizaria pelo que pudesse acontecer e alguém teria que ser responsável por responder legalmente a isso. Como não se tratava de organizar alguém especificamente, pois o ato foi organizado desde o inicio, inclusive com a presença de representante da praia na reunião. Fui até o caminhão passar o recado para as pessoas que já estavam ali próximos ao caminhão, quando o reacionário chegou com seu bafo de cachaça e alterado pelo álcool gritando, salivando em minha cara, lamentável essa situação, pensei! Expliquei a situação para outras duas pessoas que estavam ali enquanto ele continuava gritando: “em mais de dois meses nunca foi assim e etc. e tal”, então eu, como pessoa consciente, orientei, não no sentido de proibir ninguém ou de privar o uso da mangueira, mas de organizar e orientar a todos sobre o cuidado para que a água não fosse para criar tumulto. Também para que pessoas que estavam cheias de cachaça e tomadas por atitudes reacionárias não fizesse uma merda e complicasse todo mundo.

Não se trata de medo de policia, onde eu vivo a gente aprende desde cedo a lhe dar com ela, a ser jogado na parede, tomar geral, ter a casa invadida. Sei muito bem o que esses caras fazem pra defender essa merda de estado incompetente que não da conta nem de alimentar o povo direito. Eles só precisam de um motivo e naquela manifestação tinha entre varias pessoas, mulheres, crianças, tinha uma mulher grávida, uma que sofreu acidente de carro recentemente e esta com a costela trincada… Pergunto ao critico: você se preocupou com isso? Pensou em observar a sua volta? Ainda éramos um numero de pouco mais 150 pessoas, confrontar a policia pra que?

Tiramos na reunião que muita gente que ta criticando não foi. Que a manifestação seria simbólica, faríamos uma panfletagem e uma passeata denunciando o que esta acontecendo para a população: Praça da Estação, o FIT e etc. Se não ficasse um responsável no caminhão pipa, para orientar e organizar a questão poderia ocorrer uma besteira e ai todo mundo ai se foder por causa de uma pessoa IRRESPONSAVEL. Não se trata de te organizar, mas de ter RESPONSABILIDADE com as pessoas que estavam ali, principalmente com as crianças e com as mulheres.

Bom, se não deu pra esclarecer, não sou de ficar escondido por trás fórum virtual. A gente chama uma reunião e tira isso a limpo, de forma presencial, olho no olho, falo tudo que falei aqui. Ou se quiserem, ou preferir, passa na Pastelaria do Beiçola fica aqui na minha quebrada, são só dois ônibus do centro pra cá, o pastel é uma delicia e o povo uma maravilha, te garanto que serão recebidos com imenso respeito e ao contrario de como vocês tratam quem não pensa igual a vocês. Não estou falando de todos. Muita gente aqui entendeu a importância de unir forças contra um inimigo em comum ao invés de ficarmos um contra o outro.

Pra fechar, acho um erro essa picuinha com as bandeiras, esse ato foi unificado e unimos todos que estavam querendo atacar o mesmo inimigo, ou seja, a prefeitura de Belo Horizonte. Já vivemos em uma sociedade dividida de mais, ocupada de mais com a novela das oito e com o BBB. Acho um avanço quando conseguimos unir forças para um bem comum e contra um inimigo em comum.

Agora vou questionar também:

Acho que é um crime mentir para as pessoas, é isso que esta acontecendo, um crime. A praia não tem líder? Não é organizada? Ora, então porque dizer que não deve ter bandeiras? Isso já não é uma regra, uma limitação? Mas ela não é livre? Como então que vocês excluem o fato de pessoas com ideologias diferentes e até de partidos participarem e querer levar sua forma de manifestar?

Nosso “amigo”, o critico e outros são grandes lideres. Eles dizem que a praia é isso, é aquilo, que quem não molha não é participante. Isso também já não é estabelecer critérios? Não se posicionar significa se posicionar. Nem sabão neutro não é neutro. Existe uma posição e uma organização sim, existem lideres sim, e o pior é que vocês escondem isso das pessoas, ocultam a verdade e fazem todos acreditarem numa farsa que é: não tem organização. A Praia é sim, LEGITIMA, o movimento é legitimo, mas algumas pessoas são uma farsa, são criminosos, com características excludentes e critérios antidemocráticos.

Que democracia é essa? Que liberdade é essa? Que eu não posso expor meus posicionamentos políticos e ideológicos? Que eu não posso levar uma bandeira? Que eu não posso pensar diferente de alguns? Gente, ta parecendo ditadura.

O pior é que vocês estão criando uma organização que usa as pessoas para fazer guerrinha ideológica, com quem tem posição política/ideológica que vocês não concordam. Ao invés de discutir as manobras do inimigo, ficam fazendo manobra pra jogar uns contra os outros. Porque não discutir ao invés disso, outras questões mais importantes e expandir o movimento também outros lugares de preferência lugares mais carentes: praças das periferias que estão jogadas. Um projeto verdadeiro em que os governos devam compreender e tratar toda praça como equipamento cultural público, equipando a mesma para receber eventos. Porque os bancos das praças são virados um de costa pro outro, ou de frente pra rua? Porque a reforma da Praça Sete tirou o caráter popular que ela tinha, tirou o espaço de exposição artesanal? Porque a Praça da Liberdade é da vale? Chega lá e faz uma apresentaçãozinha que se quer pra ver, é proibido sabiam?

É isso pessoal, espero ter esclarecido essa situação. Peço desculpas a todos pelo mal entendido, pois acho que foi isso que aconteceu. Quero deixar bem claro novamente: A PRAIA É UMA COISA E A MANIFESTAÇÂO FOI OUTRA. No dia 27 era para estar todos unidos, independente de posições ideológicas ou políticas, mas com uma causa em comum: Denunciar os ataques da prefeitura com a cultura e a população em geral. Do mais, apesar de eu sem discordar como falei acima, eu nunca levei bandeira, nem carro de som, nem nada do tipo para a praia, meu grupo sempre foi levando até a família. Mas dessa vez era um ato dos artistas, movimentos sociais, sindicais e etc. que se concentrou na Praia para unir forças. Para isso fizemos ate uma reunião para discutir o que seria feito, aconselho novamente que leiam a chamado que foi colocado nesse próprio blog. https://pracalivrebh.wordpress.com/2010/03/23/dia-27-de-marco-dia-mundial-do-teatro-e-dia-nacional-do-circo/

Se forem continuar os ataques, prefiro que seja de forma presencial.

Atenciosamente,
Jessé Duarte (O Beiçola)

Anúncios

22 Respostas to “UMA CRITICA PARA A CRITICA.”

  1. Lutter Blissett Says:

    ” Não vou me rebaixar usando jargões da mais inteira burrice, como foi usado pela nosso “amigo” que ao meu ver é um dos líderes do Movimento dos Sem Lideres. (…) Também para que pessoas que estavam cheias de cachaça e tomadas por atitudes reacionárias não fizesse uma merda e complicasse todo mundo. (…) Não se trata de medo de policia, onde eu vivo a gente aprende desde cedo a lhe dar com ela, a ser jogado na parede, tomar geral, ter a casa invadida. (…) Bom, se não deu pra esclarecer, não sou de ficar escondido por trás fórum virtual. A gente chama uma reunião e tira isso a limpo, de forma presencial, olho no olho, falo tudo que falei aqui. Ou se quiserem, ou preferir, passa na Pastelaria do Beiçola fica aqui na minha quebrada.”
    .
    [Deu até pra ficar com medo… =P rsrs]

  2. cidadão comum Says:

    Bandeiras, cumpanherages, partidecos e afins são chatos e ultrapassados: fato. É por isso mesmo que sempre desconfiei desse caráter de “protesto” que às vezes se atribui à Praia. Tem gente aí pensando que ir à Praia todo sábado é cumprir com seu dever cívico.

    Tudo bem, faz parte também. Mas, pessoal, pensar assim é ingênuo e é pensar pequeno. A Praia tem um potencial lírico, criativo, subversivo, que vai muito além de circunstâncias momentâneas de contexto político. O sentido que um ajuntamento de gente assim toma pra si é muito mais poderoso como política de vida, uma coisa mais (muito mais!) universal. Daqui a pouco o decreto cai, e aí? Morreu a praia? Acho que não, né? Vale muito mais a pena mergulhar na profundeza de como isso muda nossa percepção da cidade, das pessoas, do cotidiano que a gente leva e por aí vai (longe).

    Mas não se pode desconsiderar a defesa do cara. Vamos com calma. Concordo com ele e com outras pessoas que escreveram aqui quando dizem que algumas reações são radicais, que não se posicionar é se posicionar também e que tem gente que toma pra si o papel de líder de “movimento” (mesmo que até de maneira inconsciente). Além do mais, como disseram: quem queria falar no carro de som, falou, quem queria gritar, gritou e é isso aí! A Praia é de todos!

  3. Zé Roo El A Says:

    faço uma analogia dessa briga àquela que ocorre entre grafiteiros e pichadores lá em SP:

    http://www.flickr.com/photos/choquephotos/4447153920/

  4. José Ninguém Says:

    Então Jessé, vai com calma que o andor é de barro. Você passou metade do texto se defendendo de acusações que NÃO aconteceram nem no texto da Rita e nem em nenhum outro lugar que eu tenha visto.

    Eu também não participei da tal reunião, mas acho duma babaquice tremenda menosprezar qualquer comentário por ausência na tal reunião. Se não bastasse o fato de que todo mundo tem também outros afazeres e não pode estar sempre presente nas diversas reuniões, a chamada no blog foi “postada em março 23, 2010 às 6:32 pm”, ou seja, meia hora antes da reunião. Mas isto é o de menos, não gastemos tempo nisto.

    Em primeiro lugar o texto não é contra a participação de ninguém, inclusive ele COMEMORA a participação do SindRede. E já que falávamos de reuniões, tem sido discutido há muito tempo tanto na lista quanto nos bate-papos semanais o convite a estas e outras organizações para somar esforços. Mas as coisas precisam ser conversadas, não forçadas nas goelas dos outros.

    Não vi ninguém dizendo ser neutro também. NINGUÉM. Estão todos tomando posições, e bem definidas. Esta também saiu da sua caixola.

    A Rita fez uma análise bem simples do que significa uma bandeira no meio de uma aglomeração. Simples assim. Você discorda? Diga porque e pronto, é assim que se faz um debate.

    Se a Praia e a manifestação eram coisas diferentes, esqueceram de avisar aos banhistas que lá estavam. Se haviam “organizadores” também. Eu, pelo menos, não sabia, e sei que muita gente também não. E isto devia ser suficiente para repensar a estratégia.

    Não precisamos discutir Makhno X Trostsky em qualquer debate, isto tornaria o debate um porre, mas podemos discutir estratégia e tática, correto?

    A polícia veio falar com você? Por que? Porque você era quem estava com o microfone na mão. Em 3 meses de praia não aconteceu nenhum incidente com a polícia (com exceção do eventão), porque desta vez iria? Mas você se fez de alvo, de representante, na hora em que pegou o microfone para falar. Resultado? Você fragilizou a situação de todos. E isto sim é irresponsabilidade. As praias já tiveram mais polícia e mais crianças, e mesmo assim não houve quem estivesse sob risco em nenhum momento. Porque aconteceu agora? Você tem alguma idéia?

    É sério, não encare isto como crítica pessoal, vamos tentar construir juntos e com respeito, mas tente ouvir as críticas. Aparentemente foi a primeira praia que você foi, você não viu a forma simples e práticas com que a forma de massa crítica tinha dado à manifestação. Em como isto despistava a polícia, garantia a segurança de todos e ainda mantinha todos mais agitados, animados e criativos.

    Você percebeu o quanto a manifestação esvaziou com o carro de som? Não acha que só isto já é motivo para repensar a estratégia?

    Se você tivesse saído do lado do som teria percebido que não dava pra entender nada que você falava do outro lado da rua! Nos ônibus então, nem pensar. Inclusive isto: a reação diferente da normal dentro dos ônibus já deveria ser outro motivo para repensar sua estratégia.

    Quanto aos tais “líderes” da Praia… Quem são? Cê tem certeza que quer manter os xingamentos de criminosos e farsantes? É esta sua idéia de um debate?

  5. Omar Motta Says:

    Jessé,

    Você já cagou em cima demais. Não piore as coisas, pois o que cansa são as eternas auto-justificações que a militantada sempre insiste em fazer sobre suas façanhas de aparelhamento, sua política tediosa, o marasmo das palavras de ordem pouco contextualizadas e cheias de caretices. O seu êxito: acabou com a festa e fez seu protesto. Já vi esse filme antes: em nome da “causa”, há que se imolar qualquer festa possível, qualquer questionamento que já se expressa em corpos se suando na rua. Já vi esse filme antes: perguntar “de onde é” o moço que quer falar algo no microfone que você colou em sua mão me soa arrogante e autoritário.

  6. PCdoB (Partido Camarada do Banhista) Says:

    Ei, Jessé, a praia é uma delícia!

  7. Camila Says:

    Sai do carro de som e vem pra praia, Jessé!

  8. Anônimo Says:

    Pós-modernidade é mato.

  9. Valeria Says:

    Fico feliz de ver o povo querendo combinar o melhor jeito de acabar com as (Lace)merdas!
    amanhã, quarta feira, tem reunião da praia, 19 hs na praça.
    Peço a todas as pessoas interesadas asistir, pra abraçar nossas causas e com as forzas juntas lutar pelo que foi apropiado.

    Nao tem um jeito de combatir, tem muitos! A resistencia e a união sempre deram certo.

    VEM VEM VEM PRA PRAIA VEM!!!!!!!

    LATINOAMERICA LIVRE E UNIDA

  10. Luther Blissett Says:

    Aqueles que falam de revolução e luta de classes sem se referir explicitamente à vida cotidiana, sem compreender o que há de subversivo no amor e de positivo na recusa das coações, esses têm na boca um cadáver.

  11. Anônimo Says:

    Houve uma época em que a bandeira vermelha, ou vermelha e negra, eram símbolos justamente da negação da posse, da propriedade, da exploração do homem pelo homem, da luta pela dignidade humana, contra a servidão e a alienação do indivíduo frente às suas potencialidades. Anarquistas e comunistas conviviam bem com o bradar das bandeiras e isso lhes motivavam, lhes tornavam irmãos, criava uma unidade fraterna superior às divergencias políticas de tática e estratégia.

    Mas para os anarco-capitalistas que aqui se manifestam, essa harmonia não é possível e nem desejada… Os pseudo-libertários impõem ordens, normas, ainda que o façam negando o ato com a faca na mão e o sangue pingando.

    Não são permitidos posicionamentos claros. Apenas o ludicismo barato é bem visto, pois quanto mais apaziguada for a discussão política, melhor. A bandeira vermelha está aí para ser repudiada. E isso por si só, basta.

    É… Grande debate.

  12. Valeria Says:

    Anonimo, peço por favor vc se aproximar amanhã na praça, pra reuniao da praia. 19 hs.
    é um desejo profundo que tenho de te ver lá e trocar ideia. pra que vc conheça o trabalho que a gente faz.
    pode ser “ludicismo”… mas a gente tá na busca.
    se vc tem ideias pra a gente ir melhor é so ficar por perto e transmitir.
    a troca é fundamental.
    o povo com o povo…

  13. Patrricia Says:

    Concordo com o Jessé.

    E olha, to cansada de ir à praia e ver que o povo só vai lá pra tomar banho e fazer festa… Ainda por cima tem um bando de machista que vai só pra ver mulher de biquíni… Tem mineiro que é besta mesmo… Não sou de nenhum partido, mas se for pra escolher entre pessoas conscientes e um bando de maluco universitário da classe media, prefiro a galera do partido… Nada a ver em galera… Praia Livre que nada… Valeu pela coragem de se expor diante de tanta baixaria Jessé…

    Um abraço pra ti,
    Pat

  14. Bruna Carmim Says:

    Pat,

    boa parte da galera dos partidos também não foge ao que você categorizou como “bando de universitário da classe média”.

    mas acho que já é hora de pararmos de utilizar o termo “classe média” como algo que deslegitima as ações.

    antes um bando de maluco universitário da classe média tomando banho e fazendo festa na praça do que sentados em suas poltronas assistindo à mtv ou passeando boquiabertos pelos corredores dos shopping centers, concorda?

  15. Komussô Sen Sato, mestre da sabedoria Oriental Says:

    Povo do Ocidente no sabe ver arém do dicotômico, né?
    Povo do Ocidente precisa aprender com sabedoria Oriental e parar de quebrar cabeça.

    Mora na firosofia:

    “Caminho do Meio (Madhyama Pratipad, em sânscrito) é uma tradicional expressão budista que procura, de um modo sucinto, apontar o rumo àqueles que se propõem a dar seus primeiros passos em direção à sabedoria ou, pelo menos, ao alívio de seus conflitos.

    É uma das imagens que brotam espontaneamente na alma sempre que ela é atormentada pelo Conflito dos Opostos, vale dizer, conflito de desejos ou necessidades que aparecem como absolutamente excludentes. É uma metáfora, uma das imagens recorrentes em todas as épocas e culturas sob as mais diversas formas e denominações, pois que representa um poderoso determinante da alma humana: o arquétipo da União (Conjunctio) especificamente a União de Opostos (Conjunctio Oppositorum, como diziam os alquimistas, em latim), a mais radical das uniões.

    Digo a mais radical porque os opostos não se justapõem ou se mesclam simplesmente, como bananas num cacho ou tintas numa palheta de pintor, nem se deixam reduzir um ao outro por submissão violenta ou a golpes de raciocínios bem intencionados. Os opostos são o que são: opostos. Mas quando somos pegos pelo calor do embate que eles travam em nossa alma, imediatamente o arquétipo de União é ativado (tenhamos ou não consciência dele) lançando-nos à estranha aventura de reconciliar o irreconciliável. ”

    Komussô Sen Sato
    Mestre da Sabedoria Oriental

  16. Patrricia Says:

    Oi Bruna,

    Não concordo não…

    É a mesma coisa o que muda é que no Shopping tem ar condicionado, na mtv você não precisa sair de casa pra ver banalidade… sobre os partidos eu concordo tem muita gente de classe media também, onde eu estudo convivo com muitos partidários… só que eles não escondem que tem um líder e nem que são organizados… gosto muito deles e de todos da praia também… por isso que sempre vou a praia… só que desde que vou a praia eu não tinha percebido isso… vocês querem as coisas do jeito de vocês… não tinha reparado que isso também é uma forma de organização… desse jeito eu também acho que estão mentindo para as pessoas e criando um movimento organizado contra as organizações que vocês não gostam… só que tem gente que gosta…

    Pat,

  17. Valeria Says:

    alo, que ta acontecendo? aqui nao tem nem vocês nem aqueles. aqui somos nos! lutando pela mesma causa com jeitos diferentes!! ainda bem que a gente pensa diferente!!! Bruna, Pat, Jesse… quem quiser, amanha a gente troca altas ideias na reuniao da praia. cole galera? vamos nos juntar nas diferencias!!!
    eu sou uma simples argentina, morando em BH, clase meia aburguesada, nao vou negar o que eu sou… e essa educaçao (nao sou universitaria) que tenho me permite corresponder minhas obrigaçoes civies.
    Galera vamos ser mais!

    LATINOAMERICA LIVRE E UNIDA

  18. Mario Manuel Says:

    Então, acho que o mau entendido foi maior do que tá parecendo.

    Parece um diálogo de surdos, na verdade.
    vejam bem, eu sou SUPER favorável à galera de qualquer partido colar SEMPRE.
    inclusive tem uma galera do pdt e da cut que tão sempre lá participando desde sempre, e isto é ótimo!

    A crítica do texto não era sobre o direito de se manifestar, de participar e etc. E isto está bem claro no texto. Acho que teve gente que extrapolou e começou a se defender de coisas que não foram atacadas.

    Era uma crítica a uma prática política MUITO pontual e que não afeta nem a todos os partidos e nem ao partido inteiro. Nem sei se é prática comum das pessoas envolvidas, como dito foi uma crítica a uma prática específica numa manifestação específica.

    postei no blog porque é uma referência e porque nos propusemos a debater as coisas de forma aberta. Foi uma coisa que incomodou muita gente, daí achamos importante deixar claro.

    Sobre impedir bandeiras: não vi ninguém pedindo pra abaixarem as bandeiras durante a praia, e nem o texto diz isto. O que rola lá é uma perspectiva do que significa uma bandeira no meio de um tanto de gente. É uma perspectiva, uma análise, uma idéia, uma opinião, seilá, não algo para se impor. Da mesma forma que tem sido todos os posts daquele blog. Era pra levantar um ponto mesmo, pra debater. Mas todo mundo partiu pra defensiva como se alguém quisesse arrancar as bandeiras das mãos, o que não era a idéia.

    Quanto ao carro de som, eu achei que o trem foi mal conversado e que as respostas dadas aos questionamentos (vários e de várias pessoas) feitos no momento foram extremamente infelizes. Pra deixar por menos. Inclusive porque foram feitas por várias pessoas.

    O esvaziamento foi visível, a raiva dos passageiros de ônibus foi visível, o som estava impossível de ser ouvido e isto foi… ouvível? 😀

    O lance da mangueira foi só patético.

    Acho que só isto já seria motivo suficiente para repensar a prática.

    quanto a serem duas manifestações distintas, aparentemente foi só mal conversado, muita gente não sabia (e ainda não sabe).

  19. Gustavo Says:

    Eu estava na praia no dia da manifestação, o tal arrastão como se refere à outra postagem que ainda não sei quem escreveu. Eu também sempre vou sempre à praia, pela diversão que é garantida e porque realmente a praia é uma delicia.

    Eu gostaria de fazer algumas considerações ao texto acima por achar que ele esclarece bem os fatos. Pra mim ta claro que a manifestação foi organizada e não a praia. Entendi que a praia estava participando da manifestação. Olha, como muita gente disse aqui, a Praia continua todo sábado como sempre foi. Não entendo porque algumas pessoas estão tentando desmoralizar a situação.

    Acho também, que esse texto da uma atacada, mas com todo direito, afinal, o outro texto sobre o arrastão é cheio de palavrinhas que tentam ridicularizar as pessoas. É isso que queremos na praia? Ridicularizar as pessoas? Acho que não. Já diziam os antigos: pau que nasce torno nunca se endireita. Foi assim que começou a primeira postagem e assim segue. O mais digno seria assumir isso.

    A pesar de tudo, eu enquanto público e participante da praia senti mais respeitado e esclarecido por esse texto, pois apesar de tudo, no final ele teve humildade de pedir desculpas pelo mal entendido e de frisar novamente o acontecido.

    Vamos ser mais humildes e aceitar o fato que a falta de organização não foi da manifestação. Pelo que entendi, ela já estava sendo articulada, parece que há algum tempo.

    Domais os dois estão errados, cada um com suas limitações e características, claro.

  20. Mais um Says:

    Gustavo, quem decidiu que a manifestação seria organizada por uns, que outros teriam que seguir os mandos da organização já errou aí. Não basta decidir que vai organizar, divulgar que tá organizando e pronto. Organize-se sim, mesmo que em coletivos, mas não ache que sua organização é a melhor e, por isso, todos devem entender a importância de seguir as formas de ação dessa tal organização.

    Querer organizar tudo, achar que é responsável por tudo, é se sentir líder. É pensar que os outros que não foram na reunião de organização não foram porque são alienados e agora terão que se encaixar no que foi decidido. Isso é tirar o potencial, a criatividade, a capacidade crítica e de ação de cada um. A praça é de tudo e de todos, não tem líderes.

    Ou seja, eu entendi que o texto “não me organizem” falou que os partidos são bem vindos. Pelo que entendi do texto, o que não são bem vindos é a mania de querer organizar todo mundo, de achar que é responsável por todo mundo. Isso é só mais fácil, mais simplificador, mas, como já disse e repito, poda o potencial crítico e criador dos outros que NÂO QUEREM SER ORGANIZADOS POR TERCEIROS.

  21. trotskistaleninistarosaluxemburguistamaoistastalinistaefidelista Says:

    “Houve uma época em que a bandeira vermelha, ou vermelha e negra, eram símbolos justamente da negação da posse, da propriedade, da exploração do homem pelo homem, da luta pela dignidade humana, contra a servidão e a alienação do indivíduo frente às suas potencialidades. Anarquistas e comunistas conviviam bem com o bradar das bandeiras e isso lhes motivavam, lhes tornavam irmãos, criava uma unidade fraterna superior às divergencias políticas de tática e estratégia.”

    Devemos relembrar o que Lenin e Trotski fizeram com Makhno, só para citar UM exemplo!

  22. Blogs e autores coletivos | 19 links Says:

    […] uma crítica ao movimento (mais à sua organização, e menos ao seu propósito). O post UMA CRITICA PARA A CRITICA é mais uma avaliação interna das manifestações do que uma opinião contrária a estas. O blog […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: