Banhistas são recebidos com Tropa de Choque da PM no Eventão!

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Depois de dois meses do início da Praia da Estação a prefeitura resolveu dar a cara na Praça. Mas ela não foi sozinha, chegou muito bem acompanhada. O Eventão, mobilizado no intuito de expandir as manifestações surgidas após o Decreto que proíbe a realização de eventos na Praça da Estação, parece mesmo  ter incomodado o poder público.

Por volta das dez e meia da manhã, quando apenas 15 banhistas se encontravam na Praia, um contingente policial absurdo circundava o local. Um ônibus da Tropa de Choque da PM com mais algumas viaturas, um número enorme de Guardas Municipais e dezenas de Fiscais da PBH se encontravam espalhados pela Praça no intuito de intimidar os manifestantes e coibir a realização do Evento. No local também se encontravam o Secretário da Regional Centro-Sul Fernando Cabral e mais uma dezena de funcionários da prefeitura. A informação é de que desde as oito da manhã o aparato já se encontrava no local.

Após algumas horas a prefeitura voltou atrás no gesto agressivo e decidiu não intervir na realização do Evento e “ordenou” a retirada do contingente policial. No fim do dia, impedidos de instalarem a aparelhagem de som na praça para realização dos shows previstos na programação do Eventão os manifestante invadiram a Avenida dos Andradas, paralisaram o trânsito, e seguiram em marcha com “gritos de ordem”  até o Viaduto Santa Tereza onde os shows aconteceram.

Ficam as perguntas: É esse o diálogo que a prefeitura pretende estabelecer com a população da cidade? Qual o entendimento que uma prefeitura “socialista” tem acerca da intimidação social? O que a prefeitura pretendia com um número tão grande de policiais contra os manifestantes pacíficos?

Resta a certeza: Enquanto houver o decreto e a não abertura, ampla e irrestrita, de diálogo com a população as manifestações, os atos e os eventos contra o ato proibitivo e autoritário do prefeito continuarão acontecendo.

Estabeleça uma nova forma de se relacionar com a cidade, se aproprie dela!

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3 Respostas to “Banhistas são recebidos com Tropa de Choque da PM no Eventão!”

  1. Eventão na Praça da Estação: a Praia vai pra rua at Coletivo Pegada Says:

    […] Mas foi neste último sábado que o protesto foi levado a um outro patamar. Os banhistas que chegaram cedo ao Eventão foram recebidos por “um contingente policial absurdo que circundava o local. Um ônibus da Tropa de Choque da PM com mais algumas viaturas, um número enorme de Guardas Municipais e dezenas de Fiscais da PBH se encontravam espalhados pela Praça no intuito de intimidar os manifestantes e coibir a realização do Evento. No local também se encontravam o Secretário da Regional Centro-Sul Fernando Cabral e mais uma dezena de funcionários da prefeitura. A informação é de que desde as oito da manhã o aparato já se encontrava no local” (fonte: Praça Livre BH). […]

  2. Lalá Says:

    Opa! Um contingente policial absurdo? Dezenas de fiscais? Um número enorme de guardas municipais?
    Peraí. Eu tava lá às 10h30 da manhã, e o que vi foram DOIS guardas municipais, uns CINCO, NO MÁXIMO OITO fiscais e o secretário com alguns (uns 10) homens que me disseram ser do setor de segurança.
    Me disseram que havia um ônibus com tropa de choque da PM, mas até as 13h30, horário em que saí, eu vi no máximo TRÊS PMs pisarem na praça.

    Não vamo exagerar também, né galera?

  3. Omar Motta Says:

    Eu também tava lá as 10:30h da manhã.
    Você viu a roda dos fiscais reunidas antes do almoço? HAVIAM APROXIMADAMENTE 15 FISCAIS!
    E acho muito 10 homens do setor de segurança acompanhando o Fernando Cabral. Foi exatamente isso que o cara ali de cima disse, sem exageros: “Fernando Cabral e mais uma dezena de funcionários da prefeitura”.
    Tinham policiais lá, mas não lembro quantos…Mas a tropa de choque tava lá! Talvez não tenha sido um “número enorme” como foi dito acima…mas não lembro…
    O fato é que o negócio da prefeitura é proibir! O encontro foi liberado em algumas partes, mas repreendido em outras: além do decreto que continua a proibir eventos, os fiscais proibiram a exposição das camisas de stencil da oficineira, dizendo que isso era ilegal. Não deixaram montar a aparelhagem de som. Enfim, proíbir é a palavra de ordem da prefeitura.

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