Archive for fevereiro \28\UTC 2010

Omar Motta – Um Pseudonimo coletivo mais Proximo

fevereiro 28, 2010

Omar Motta é uma pessoa comum, que surge em vários lugares quando a ela é conveniente. E que sem pedirem permissão, outras várias acabam usando de seu nome. Pouco se sabe exatamente sobre ela e sobre quem se utiliza do nome.

Se é mulher? Homem?? É Criança??? Ou talvez idoso?????

Daquelas que vendem banana para sobreviver, que andam de ônibus lotado e de bicicleta. Que conhece várias pessoas, e que você encontra por aí, de sunga ou de maiô, de bermuda, saia ou calça, na praia, na praça, ou na
rua.

Surge com vários rostos, de várias vozes, por vários “estilos”.

Tem uma individualidade bastante diversa.

E desaparece sempre que preciso.

Ser e não aparecer, e quem resolve aparecer atrás de um nome coletivo faz isso para desarrumar as regras do jogo. Se na mídia aparece o rosto de Omar Motta, este é com certeza mais um falso, pois Omar M. possui
rostos demais para ser representado somente por um. Mas acima de tudo porque, se está presente na mídia, prefere a aparência à existência, então desaparece como Omar Motta, isto é, prefere-se a aparência à existência.

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Panfleto “Nasce uma Rebelião a partir de um Decreto”

fevereiro 28, 2010

Abaixo a imagem de um panfleto mais…

uma voz mais,  que surge nessa onda de ocupação da cidade e resistencia contra o sitiamento de uma praça de Belo Horizonte e que tem interesse em fazer toda essa questão circular de outras formas,  em outros meios, por outras pessoas.

Caso queira imprimir, CLIQUE AQUI e baixe o arquivo em PDF, contendo tres panfletos por folha A4.

Imprima o quanto quiser, altere se quiser… distribua de qualquer forma.

Nunca subestime um homem de sunga e guarda-sol

fevereiro 28, 2010

Foi fácil notar em alguns ocupantes sazonais da Praça da Estação certa euforia frente a uma cobertura inesperada da mídia corporativa. Segue abaixo os comentários de um José Ninguém sobre tal cobertura.

Era só mais um verão morto em Belo Horizonte, época de cidade vazia e preguiçosa, quando a prefeitura costuma aumentar as passagens de ônibus e os funcionários dos jornalões mendigam “notícias” por aí. É claro que a cidade continua se movimentando e as coisas continuam acontecendo: a chuva e o descaso continuam derrubando casas nos morros, a PM continua cometendo atrocidades, as obras da Antônio Carlos e da Brasilinha do Aécio continuam servido de fachada para desvios de dinheiro… Mas é claro que isto não é “notícia” para os funcionários dos jornalões! Isto envolveria pesquisa, trabalho jornalístico, seriedade, compromisso com a confiança depositada nos jornais… Naaah.

O que estes funcionários (porque chamá-los de jornalisas seria demais, né?) queriam era uma “notícia”, algo divertidinho, interessante, algo para a família mineira poder consumir no almoço e esquecer até a hora do jantar.

Foi aí que BUM!, jovens em roupas de banho invadem uma praça! Os funcionários dos jornalões estavam salvos!


E eles fizeram seus trabalhos muito bem: fizeram boas tomadas do filtro solar, algumas chamadas engraçadinhas e pronto! Estavam preparados para esquecer esta e partir para a próxima “notícia” do momento.

É claro que nenhum dos funcionários se deu ao trabalho de sair do superficial. Os manifestantes eram úteis pra preencher o horário do circo de notícias locais entre as novelas, deviam ser uma imagem mais no show de sombras do intervalo.

Os funcionários dos jornalões falaram dos artistas, dos guarda-sóis, dos biquinis e de tudo mais que combinasse com o cafezinho da tarde, mas mostrando tudo isto esconderam de seus leitores/telespectadores o mais importante: do que se tratam, de fato, estas ocupações da Praça da Estação? O que está em jogo? O que está sendo proibido?

Artigo 5o. da Constituição Federal de 1988, parágrafo XVI afirma, e o segundo parágrafo da Legislação Municipal confirma:

“todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;”

O artigo 5o. da CF 88 é pétreo, o que significa, em bom português, que é um puta trampo derrubá-lo. E por quê isto? Porque ele trata de alguns dos direitos e liberdades considerados os mais básicos para a manutenção da democracia e do Estado de Direito no país.

Decreto Nº 13.798, de 09 de dezembro de 2009, do prefeito socialista Márcio Lacerda consegue numa jogada só atacar o direito de ir e vir, de reunião, de manifestação e de expressão. A simbologia dos eventos torna tudo ainda mais absurdo, embora muita gente pareça não ter compreendido. A praça e o povo nela reunido são a imagem mais clássica dos sentidos de democracia. Quando o prefeito decretasitiamento da praça, ele consegue criar um símbolo tão óbvio de autoritarismo, elitismo e anti-democracia, que chega a ser uma afronta a imprensa não tratar isto com a devida atenção.

Se os banhistas-manifestantes das Praias da Estação, os bicicleteiros das Bicicletadas, os poetas e boêmios dos sarais e as centenas de cidadãos que diariamente percorrem a Praça e suas fontes decidiram por formas bem humoradas de desobediência civil, foi por perceberem esta estratégia como uma boa tática de resistência.

Não é porque brincamos enquanto nos manifestamos que não estejamos dispostos a defender com unhas, dentes e filtro solar nossos direitos.

Nunca subestime um homem de sunga e guarda sol.

a praia não está só: Manifesto pela erradicação do decreto – de uma comissão popular independente, articulada em 7 de janeiro de 2010

fevereiro 26, 2010

MANIFESTO PELA ERRADICAÇÃO DO DECRETO QUE PROÍBE EVENTOS DE QUALQUER NATUREZA NA PRAÇA DA ESTAÇÃO

“A praça! A praça é do povo como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade cria águias em seu calor!” – Castro Alves

No dia 09 de dezembro de 2009 o prefeito de Belo Horizonte assinou o decreto nº 13.978, que proíbe “a realização de eventos de qualquer natureza na Praça da Estação” com a desculpa de uma suposta “dificuldade em limitar o número de pessoas e garantir a segurança pública decorrente da concentração e, ainda, a depredação do patrimônio público”. O decreto passou a vigorar a 1º de janeiro de 2010.

Após alguma pressão, o executivo municipal fabricou uma comissão formada por doze secretarias, presidida pela Administração Regional Centro-Sul, com o objetivo de definir o que será ou não proibido na praça. Trata-se de medida inaceitável, concebida para legitimar e institucionalizar a ofensiva do prefeito no sentido da privatização do espaço público, da segregação territorial e da higienização da cidade. Esta é uma comissão espúria, eminentemente antidemocrática pela sua composição – todos os seus membros são burocratas da prefeitura – e por seus objetivos que refletem o patrimonialismo em vigor no executivo municipal.  Entendemos que a praça é do povo, é o espaço por excelência do exercício da política e da construção da cidadania: liberdade de expressão e organização constitui princípio inegociável para nós.

A prefeitura do empresário Márcio Lacerda e seus aliados – como o tucano Aécio Neves, Pimentel e outros – representa os interesses exclusivos da burguesia. Os burocratas da Prefeitura falam de um lugar:  do poder instituído.  Nós falamos de outro: do espaço instituinte, nosso locus de atuação e pressão deve continuar sendo a praça pública – a ágora.  São dois lados diferentes/antagônicos da barricada. A nossa luta é pela garantia de uma cidade sem portas, de casas sem armadilhas, como diria Carlos Drummond de Andrade, uma cidade que possa praticar sua diversidade e enfrentar suas contradições.

Trabalhadoras, trabalhadores, desempregadas e desempregados, mulheres, homens, povos quilombolas, negros, povos originários, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, estudantes e sem-universidade, sem-terra, sem-teto, organizações, coletivos, comunidades de resistência e movimentos populares explorados pela hegemonia burguesa – todos  devemos lutar pela nossa praça e combater aqueles que dão apoio à este decreto anti-popular que visa a implementação do apartheid social, a  criminalização da pobreza, dos  movimentos sociais  e do dissenso. Lembramos que o dissenso – e não o consenso, como quer a tradição liberal – é o elemento fundante da democracia.

Belo Horizonte, fevereiro de 2010.

Pelo Movimento de Resistência Popular da Praça!

• Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania / I.H.G. – D.H.C

• Movimento Anarquista Libertário de Belo Horizonte / M.A.L. – BH – RJ

• Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas / A.M.E. S. – BH

• União da Juventude Rebelião / U.J. R.

• Núcleo Pró-Federação Operária de Goiás / F.O. – GO

• Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais / Sind-Saúde – MG

• Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais / Sinfarmig

• Brigadas Populares

• Grupo de Pesquisa-ação Violência, Criminalidade e Direitos Humanos

• Grupo de Amigos e Familiares de Pessoa em Privação de Liberdade

• Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial / C.M.F.S.M.

• Grêmio Recreativo e Escola de Samba Cidade Jardim / G.R.E.S. Cidade Jardim

• Imersão Latina

• Ciranda Minas

• Senzala

• Economia Popular Solidária / E.P.S.

• Empreendimentos Econômicos Ecosolidários

• Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais – Subsede     Barreiro / Sind-Ute – Subsede Barreiro

• Grupo Levante de Teatro do Oprimido

•União da Juventude Comunista / U.J.C.

•Para Além do Estado e Mercado / P.A.E.M. – MT

•Movimento Anarcopunk de São Paulo / M.AP. – SP

•Liga Libertária – SP

• Coletivo Anarquista de Piracicaba e Região / C.A.P. RE. – SP

• Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra / MST

• Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária / ABRAÇO

• União de Negros pela Igualdade / UNEGROS

• Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais /ABGLT

• Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais / CELLOS-MG

Bicicletada Extra: Praia da Estação!

fevereiro 25, 2010

E fica o convite para que participem da Bicicletada tradicional de toda última sexta feira do mês:

Bicicletada (Tradicional)
Data: 26/02
Local: Pça da Estação
Concentração: a partir das 18:00 hs
Saída: 20:00 hs
Trajeto definido na hora.

+++ Ocupe a cidade! +++

Justa e de bom tom!!

fevereiro 25, 2010

Transcrevo aqui a mensagem que postei no meu twitter apoiando o movimento Praça Livre BH.

@lesandrop Parece-me justa e de bom tom a manifestação contra o decreto que proíbe eventos na Praça da Estação/BHhttps://pracalivrebh.wordpress.com

less than 5 seconds ago from web

Bicicletada essa sexta dia 26/2 – vamos participar!

fevereiro 24, 2010

A bicicletada é a versão brasileira da massa crítica – evento que começou em São Francisco em 1992 e que ocorre na última sexta-feira do mês em centenas de grandes cidades pelo mundo, como uma forma de retomar as ruas da completa dominação do automóvel, promovendo a idéia de que ciclistas também fazem parte do “trânsito”.

O resgate do espaço público da cidade por privatizações e disciplinamentos diversos é complementar à luta por formas de circulação autônomas, que não se inserem na tríade “automóvel em via expressa-condomínio fechado-shopping center” que vem tomando de assalto o espaço urbano.

O evento ocorre em BH desde junho de 2008, reunindo na Praça da Estação às 19 horas e partindo para as ruas da cidade às 20 horas, sempre na última sexta-feira do mês.

http://www.bicicletada.org

http://www.apocalipsemotorizado.net/tag/bicicletada/

Reunião da Galera – 25 de Fev

fevereiro 23, 2010

Quinta feira agora, dia 25 teremos reunião de novo!

* 19hrs na Praça da Estação! *

Aparece lá!

Eventão em pauta, mas outros assuntos tambem!

“Atividades Propostas para o É-ventão”

fevereiro 22, 2010

Esse post é para concentrar as propostas de atividades para o Eventão. Tambem estão sendo organizadas no wiki www.eventao.wikispaces.com. Se quiser complementa este post, faça o loggin e edite adicionando a sua proposta:

+ Exposição de poesia com os banners do BARKAÇA;

+ Bandas:

Banda Ü

Video/Debate

Filme: BicicletadaBH

Mostra do Filme seguido de debate.

Filme: A Tornallom

A TORNALLOM (mutirão, em valenciano) conta a história de resistência de uma comunidade rural nos arredores de uma grande cidade da Espanha, Valência. Na luta contra a especulação imobiliária, que quer expulsá-los da terra cultivada há séculos por seus antepassados, os moradores de La Punta buscam a solidariedade do “movimento okupa”.

(more…)

2º Sarau na Praça

fevereiro 19, 2010

Mês passado aconteceu o primeiro sarau na Praça, e foi bem bacana. Foram cerca de 30 pessoas. O espaço é totalmente aberto, não havendo mediadores, nem convidados especiais e nem outras formalidades. Apareça e faça o sarau acontecer!